Canto mineiro da música brasileira

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Cantora e compositora mineira, Bárbara Leite lança disco com repertório autoral e a releitura de um clássico dos irmãos Márcio e Lô Borges. Formada em violão, Bárbara apresenta canções bem elaboradas, com arranjos muito particulares que caracterizam seu estilo, misturando ritmos regionais brasileiros.

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— Um dos momentos que mais me marcou na infância foi o dia que pedi para tocar no violão da minha tia Tetela e minha mãe deixou. Ele ficava guardado na minha casa, só era usado nas festas, e ninguém me deixava mexer — conta Bárbara.

— Eu tinha uns 8 anos mais ou menos, mas logo percebi que alguns lugares que colocava os dedos davam certo com a música que estava tocando na casa. Desse dia em diante, todo lugar que tivesse alguém tocando eu parava para ver.

— Não têm músicos profissionais na minha família, mas todos sempre foram muito afinados. Meu avô materno e meu tio João tocavam violão, e minha mãe me estimulou a ouvir música desde cedo — acrescenta.

Bárbara começou a estudar violão e logo tocar músicas de ouvido.

— Aprendi muita coisa de bateria também, que hoje colaboram quando vou elaborar arranjos. Nessa época então comecei a compor as primeiras músicas. Em 2001 nos mudamos de Barão de Cocais para Ouro Branco.

— Tinha 17 anos na época e entrei no conservatório de música de São João Del Rei, a uns 120 km. Lá tive contato com a música erudita e instrumentos que nunca tinha visto de perto — continua.

— Em 2004 ingressei na faculdade de música de Ouro Preto, a UFOP. Foi uma escolha muito acertada tanto por ser o que realmente queria, quanto pelas experiências que pude viver e os músicos que tive o prazer de conviver — constata.

Alguns desses são amigos e companheiros de música até hoje, entre eles Tico Laurindo e Matheus Viana.

— Durante o curso continuei compondo, mas nunca com a intenção de um dia ser cantora. Meu foco era o instrumento, tocar em banda ou ficar nos bastidores fazendo arranjos — confessa.

— Mas meus amigos e meu pai gostavam de me ouvir cantar as minhas músicas e ficavam falando: ‘Tem que fazer um CD!’ Eu ouvia aquilo e não acreditava que era sincero. Pensava que queriam me agradar.

As composições foram crescendo na vida de Bárbara, que acabou pensando no caso.

— Um dia meu pai falou meio brincando: ‘Vamos gravar uma música sua num estúdio profissional’? Achei aquela ideia muito louca, mas gostei. Convidei o Matheus [guitarrista] e o Tico [baixista] e eles toparam — fala.

— O Tico conhecia o Hugo [baterista], o convidei também, e assim gravamos Indecisão, canção que fiz para um amigo da UFOP. A partir daí a vontade de gravar um CD foi ficando cada fez mais forte.

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