RO: AND participa de debate em área camponesa

No dia 26 de maio, ocorreu, na área camponesa Renato Nathan 2, na cidade de Ariquemes - RO, um debate com o professor Fausto Arruda, presidente do Conselho Editorial do jornal A Nova Democracia, que contou com a participação de quase 50 camponeses e apoiadores da luta pela terra.

Fausto Arruda falou sobre o jornal AND e sobre a situação política de nosso país e vários participantes deram suas opiniões. O debate foi encerrado com uma singela homenagem ao camponês Paulo Justino, assassinado no último 1º de maio a mando de latifundiários da região de Rio Pardo e com a conivência do Ouvidor Agrário Nacional, Gercino José.

Ativistas da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) iniciaram a atividade com uma grave denúncia internacional: a greve de fome do professor Dr. GN Saibaba iniciada no último dia 11 de abril. Ele é um dos maiores ativistas em defesa dos direitos dos povos da Índia e em combate à guerra que o Estado fascista indiano lança contra os camponeses e os povos tribais daquele país. Todos os democratas do mundo devem lançar-se na campanha internacional em defesa da vida e da liberdade deste importante democrata.

Em seguida, Fausto Arruda falou sobre o AND e seu papel de informar os fatos relevantes ao povo brasileiro, fazer análises e apresentar opiniões de quem luta verdadeiramente. Mas, destacou que o leitor é quem decide o que fazer com estas informações, incentivou cada um a ler o jornal e tirar suas próprias conclusões.

Segundo o professor, muitos querem a paz, mas isto não basta, é preciso lutarmos por ela. O camponês, que trava a luta mais urgente de nosso país, só tem paz com a terra. E a terra só é conquistada com luta. Fausto destacou o almoço farto que lhe foi servido por uma família camponesa e a beleza das construções coletivas, das casas, roças e criações que podem ser vistos na área, tudo conquistado com suor dos camponeses, união, organização e luta. Em suas palavras: “O jornal está a serviço de valorizar o homem do campo. É um Brasil que o Brasil precisa conhecer, pois muitos não sabem a trajetória do alimento até chegar às mesas nas cidades”.

Quando conseguem seu pedaço de terra, muitos camponeses pensam que não precisam mais se unir e se organizar coletivamente, e que basta trabalhar com sua família. Fausto Arruda defendeu que os trabalhadores merecem muito mais: escolas e postos de saúde dentro das áreas, estradas e pontes de qualidade, maquinário, assistência técnica e preço justo para sua produção. O trabalhador precisa se convencer de que isto é um direito e que só será conquistado com luta. O professor ressaltou a importância de não nos iludirmos com o “canto da sereia” de que um país melhor nascerá através da farsa das eleições ou de reformas feitas dentro do sistema que impera no Brasil. Quem trabalha tem que confiar em quem trabalha, não em quem nos explora e oprime.

 

Paulo Justino, presente na luta!

Durante o debate, foram distribuídos panfletos sobre o bárbaro assassinato do camponês Paulo Justino e estendidos um cartaz e um mural com fotos dele. Como homenagem ao ativista, camponeses e professores apresentaram um jogral sobre sua vida, trabalho e luta e a poesia Os homens da terra. Os participantes do debate cantaram uma adaptação da canção Cipó de Aroeira e, emocionados, gritaram palavras de ordem.

Um ativista da LCP destacou: “Nosso hino ensina que ‘o sangue será uma semente’. A luta de Paulo Justino é a mesma luta do Renato Nathan, Zé Bentão, Cleomar Rodrigues e tantos outros camponeses assassinados. É a mesma luta do professor indiano Dr. Saibaba, que está preso e em greve de fome. É a mesma luta nossa. A morte de Paulo Justino não pode e não será em vão, pois vamos segui-la ainda com mais força!”.

E o professor Fausto Arruda citou um trecho de uma música de Milton Nascimento: “Quem cala sobre teu corpo / consente na tua morte (...) / Quem cala morre contigo / Mais morto que estás agora (...) / Quem grita vive contigo”.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

LEIA TAMBÉM

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de Apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro

E-mail: [email protected]om
Reuniões semanais de apoiadores
todo sábado, às 9h30

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão (In memoriam)
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Taís Souza
Gabriel Artur
Giovanna Maria
Victor Benjamin

Ilustração
Victor Benjamin