Avançar a Revolução Democrática

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A luta por uma Nova Democracia no Brasil se torna cada vez mais necessária e urgente. A crise que se abateu sobre o nosso país é, ao mesmo tempo, econômica, política, social e moral, e são características do apodrecimento desta velha democracia com sua velha política, velha economia e velha cultura, degeneradas e degenerantes.

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RJ: em 2013, a juventude combatente interrompeu o desfile de 7 de setembro durante um histórico protesto antifascista

O petismo e a subjugação nacional

Enquanto escrevemos este artigo, os jornais diários estampam em manchetes as privatizações de portos, aeroportos, ferrovias e rodovias anunciadas por Dilma Rousseff com pompa e circunstância para os consórcios de empreiteiras e bancos, estrangeiros e locais, cada vez mais ávidos por se apropriarem do patrimônio nacional.

Antes, e como política contínua e preferencial, os latifundiários, principalmente do chamado “agronegócio”, vêm sendo contemplados com farto financiamento público. Os assessores deste governo antioperário, antipovo e vendilhão da pátria têm o desplante de declarar que esta é uma “agenda positiva” para contrabalançar a “agenda negativa” do ajuste fiscal que pisoteou ainda mais os já parcos direitos dos trabalhadores.

Este é mais um episódio de entreguismo descarado que deixa de vez escancarado o caráter de classe burocrático-latifundiário e pró-imperialista do gerenciamento petista, ou seja: a “agenda negativa” quebra no lombo dos trabalhadores retirando direitos de há muito consagrados e a “agenda positiva” enche de alegria a grande burguesia financeira e empreiteiros nacionais e estrangeiros que passarão a administrar os portos, aeroportos e ferrovias leiloados, assim como abrirão várias praças de pedágio nas quais encherão as burras às custas e em sacrifício do direito de ir e vir dos brasileiros.

Este é só um exemplo de como o oportunismo petista pratica a política da subjugação nacional da velha democracia imposta pelo imperialismo.

A base aliada do oportunismo

É para garantir este tipo de exploração que os petistas construíram sua base aliada.

Base esta constituída pela mais fina flor do achaque e da picaretagem. Ou seja, um parlamento chefiado por gângsteres que arvoram sua independência para ir mais fundo em legislar no sentido de manter e ampliar os privilégios do latifúndio, da grande burguesia e do imperialismo, ademais dos da casta parasitária a qual pertencem. Esta é a velha política praticada pelo Partido Único da velha democracia.

A continuação do social como caso de polícia

O velho Estado, sob o gerenciamento PT/PMDB/pecedobê, continua a aplicar a política fascista de tratar a questão social como caso de polícia, senão vejamos alguns casos mais recentes:

a) a repressão à juventude nas manifestações de 2013 e 2014;

b) as remoções e despejos na cidade como os casos da favela Metrô-Mangueira, no Rio de Janeiro, e da comunidade Nelson Mandela, em Osasco - SP;

c) a repressão ao movimento dos professores no Paraná, em Goiás e São Paulo;

d) a repressão praticada pela “Operação Paz no Campo”, cuja composição envolve o exército, a Polícia Federal, a Polícia Militar, a Força Nacional e o Ibama, nos estados do Pará e Rondônia;

e) a repressão cotidiana aos protestos populares nos bairros periféricos e favelas quando fecham ruas e queimam pneus e ônibus nas lutas por transporte, água, saúde, educação, contra a violência policial etc. Esta é a cara da velha democracia travestida de Estado Democrático de Direito do oportunismo petista.

PT reproduz a velha cultura

As denúncias em cascata sobre escândalos, moduladas segundo os interesses dos grupos de poder em sua eterna disputa pela hegemonia da fração das classes dominantes que representam e, portanto, avança mais no patrimônio da nação e do suor e sangue do nosso povo, são a marca maior do apodrecimento moral da grande burguesia e latifundiários e da decomposição política do seu velho Estado.

Esta é a velha cultura da velha democracia que o gerenciamento petista reproduz com tanto zelo.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

Urge a pendente ruptura revolucionária

Por estas e outras é que temos pisado e repisado na necessidade de uma revolução democrática no Brasil. A revolução que ponha fim a esta velha democracia de engodo, de opressão e exploração sobre o povo pobre, principalmente, mas sobre vários setores também da nação que labutam de sol a sol para construir a riqueza do país debaixo de um sistema que suga suas energias e limita suas capacidades.

Isto acontece não somente com operários, comerciários, empregados domésticos e prestadores de serviço, funcionários públicos, professores e camponeses sem terra, mas, também, com pequenos e médios camponeses, pequenos e médios comerciantes, pequenos e médios industriais e do setor de serviços.

Realizando uma análise de classe, veremos que todos os segmentos acima citados se inserem no proletariado, na pequena burguesia ou na média burguesia. Estas classes, por terem contradições antagônicas com o velho Estado dominado pela grande burguesia, pelo latifúndio e pelo imperialismo, tendem a se unificar em uma Frente Única no decorrer do processo revolucionário.

É importante verificarmos que estas classes, por ocuparem diferentes posições no processo da produção e distribuição da riqueza nacional, possuem interesses diferenciados que as levam a ter diferentes perspectivas quanto ao desenvolvimento da luta de classes. É diferente, também, sua conduta em relação à escala que mede o grau de individualismo e coletivismo. Isto se dá por sua experiência prática no processo de produção que contribui, ainda, para uma postura diferenciada frente às falsas promessas das classes dominantes.

Já demonstramos aqui no AND que as principais siglas do Partido Único tiveram oportunidade de assumir o gerenciamento do Estado brasileiro e se o lograram fazer foi porque tiveram a aprovação do imperialismo e das classes dominantes. Ou seja, que se não defendiam exatamente a política destas, foram adequando-a aos seus interesses, e através do processo eleitoral farsante e de voto obrigatório obtiveram a legitimação formal das classes exploradas. E como a experiência histórica tem demonstrado tratar-se invariavelmente de uma mesma política, são, de fato, apenas siglas diferentes do Partido Único.

As lições a serem tiradas destas experiências só podem ser levadas às amplas massas por um vigoroso trabalho de agitação e propaganda, capaz de provar e comprovar que a Frente Única Revolucionaria e a revolução só serão exitosas na condição de que sejam hegemonizadas e dirigidas pelo proletariado, através de seu partido revolucionário em aliança com o campesinato, principalmente pobre. E o farão impulsionando a Revolução Agrária. Liberando uma formidável energia saída do campo para contagiar as demais classes exploradas e oprimidas da cidade.

Por isso, a Revolução de Nova Democracia desencadeada sob a consigna da revolução agrária e anti-imperialista requer como pré-requisito a existência do partido revolucionário do proletariado, diferente e oposto a todos os partidos eleitoreiros, e que seja guiado pela ideologia proletária que deterá a direção do processo revolucionário, assegurando seu triunfo e continuidade de forma ininterrupta ao socialismo.

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