Índia: em defesa da saúde e da vida de GN Saibaba

A- A A+

Suprema Corte de Bombaim determinou que tratamento médico do professor GN Saibaba seja assistido por parentes em um hospital de sua escolha

http://www.anovademocracia.com.br/153/20a.jpg
GN Saibaba

No fechamento dessa edição do AND, em 30 de junho, recebemos a notícia de que foi concedido o direito a liberdade temporária pelo período de 3 meses, mediante pagamento de fiança, ao professor Dr. GN Saibaba para que realize tratamento de saúde.

No último dia 22 de junho, a Suprema Corte de Bombaim havia detrminado que o Dr. GN Saibaba, proeminente intelectual democrático e preso político do velho Estado indiano desde 9 de maio do ano passado, poderia ser assistido pela sua esposa e irmão em um hospital de sua escolha.

Saibaba tem 90% dos movimentos do corpo comprometidos em decorrência da poliomielite. As péssimas condições carcerárias impostas pelo regime fascista indiano levaram ao agravamento de problemas cardíacos, hipertensão e a quase paralisia dos movimentos de um braço, o que o impede de conduzir a cadeira de rodas em que se desloca. Saibaba vinha sofrendo desmaios diários devido ao forte calor na cela denominada “célula Anda”, onde é mantido em completo isolamento.

Você [Estado] permitiu que a sua família o visse por apenas três minutos? Ele é uma ameaça para a segurança? Por que se comportam dessa maneira? Essas agências policiais creem que quando um trabalho é confiado a elas, devem trabalhar às cegas e tratar Saibaba como um animal — declarou o juiz em sua sentença.

Ao longo do último mês, ativistas e organizações de defesa dos direitos dos povos na Índia e os advogados de Saibaba haviam feito reiteradas denúncias sobre o agravamento de sua saúde. As “autoridades” policiais conduziram Saibaba a um hospital determinado pelo sistema prisional, o mantiveram o tempo todo em completo isolamento e o conduziram novamente ao cárcere após realizar exames.

Diante da conduta das “autoridades” policiais, das desumanas condições carcerárias impostas pelo regime fascista indiano e das reiteradas denúncias, o tribunal decidiu que a esposa e o irmão de Saibaba poderão acompanhá-lo ao seu check-up e registrou os nomes de três hospitais — um dos quais será escolhido pela família do professor.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

Kobad Ghandy interrompeu greve de fome

Em 6 de junho, o veterano dirigente maoísta Kobad Ghandy, preso político do velho Estado indiano, encerrou a greve de fome iniciada em 1º de junho em função da publicação de uma ordem judicial que ordena às “autoridades” penitenciárias que propiciem seu acesso a cuidados médicos e instalações adequadas ao seu quadro de saúde na prisão.

Kobad Ghandy, de 68 anos, iniciou a greve de fome denunciando a tentativa do velho Estado e suas “autoridades” prisionais de destruir sua saúde e aniquilá-lo, negando-lhe cuidados médicos, água quente, medicamentos, direito a uma cama, etc.

LEIA TAMBÉM

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja