Abaixo o novo acordo antipopular, a continuação da barbárie!

A- A A+

Há uma semana, o governo Syriza-Anel pediu para o povo dizer NÃO às propostas da Troika e às “políticas de austeridade”, que as chamadas instituições buscavam colocar em marcha. Hoje, depois de um ressonante NÃO por parte do povo, participam de um acordo antipopular muito pior que as medidas rechaçadas, um novo memorando que estende e aprofunda as bárbaras políticas de austeridade, desemprego, fiscais, trabalhistas e de aposentadoria.

http://www.anovademocracia.com.br/154/18.jpg
Gregos protestam contra novas políticas de arrocho

Isso não é somente uma contradição, mas a culminação da política errática e aventureira do Syriza, o fim das ilusões sobre a possibilidade de uma “política a favor do povo” e um denominado “caminho alternativo” dentro da manada de lobos imperialistas que é a União Europeia (UE).

Isso marca o fim dos becos sem saída de uma política que escondeu e esconde a autêntica e bárbara natureza do imperialismo e o autêntico papel das alianças imperialistas com a UE e a Otan. É a política que está dominada pelo imperialismo ocidental, mas que supunha poder explorar as contradições imperialistas e jogar com elas flertando com o leste.

Este novo acordo antipopular e antioperário é a prova evidente do completo fracasso dessas políticas e o colapso das ilusões sobre as margens de negociação com os falcões imperialistas.

Sucederá agora uma nova rodada de assalto aos direitos populares e trabalhistas. Dessa vez, o ataque será em nome do “consenso nacional”, e com o apoio de toda caterva burguesa (velha e nova), de todas as forças políticas que promoveram esta política bárbara durante 5 anos.

Esta política do Syriza “fez gestões” também para legitimar e recuperar novamente todas aquelas forças políticas que causaram o ódio e a raiva do povo levando a longas e duras lutas entre os anos de 2010 e 2012.

A carga de resistência contra a nova rodada de barbárie e a vitória sobre este acordo recai novamente sobre as classes trabalhadoras, os assalariados, os desempregados, os pensionistas e os jovens. Isto será alcançado mediante o lançamento de novas resistências orientadas a construir uma ampla Frente de Resistência para a defesa dos direitos populares.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

Está claro que temos que lutar de novo contra as novas ilusões que já começaram a ser divulgadas por Tsipras e o grupo dirigente do Syriza. Seus comentários sobre a “estabilidade financeira”, “possibilidades de recuperação”, “reestruturação da dívida” e “financiamento seguro” são apenas mentiras similares às que acompanharam os dois primeiros memorandos. Inclusive, sua afirmação de que o “Grexit já é passado” não são mais que boas intenções.

O povo não deve se enganar com Tsipras tentando dourar a pílula mediante o denominado “pacote de crescimento de 35 bilhões” ou suas promessas de que a carga não cairá apenas sobre os ombros dos pobres. Está claro que cada centavo que os imperialistas emprestarem será devolvido multiplicado.

Syriza e Tsipras aparecem como os garantidores da justiça social e da soberania, quando, simultaneamente, assinam um acordo a serviço dos interesses imperialistas e do capital nacional e estrangeiro.

O povo não deve se confundir com a verborréia queixosa da ala esquerda do Syriza, porque eles também ajudaram a desarmar ideologicamente e a enganar o povo. Também contribuíram com as ilusões sobre uma “governabilidade de esquerda” sob o jugo imperialista e a dominação capitalista. Ainda semearam ilusões de uma política que “simplesmente” deixe o país dentro da União Européia, mas fora da Eurozona, seja possível sob a dominação do imperialismo capitalista.

São os mesmos que, em sua ingenuidade e aventureirismo, e como ministros no governo, quiseram fazer com que acreditássemos que trocar os protetores imperialistas mudaria as coisas para melhor.

O PCG (m-l) convoca o povo a se levantar contra esse novo assalto.

Temos que tomar as ruas de forma massiva.

Devemos participar das primeiras mobilizações de 14 e 15 de julho.

O povo deve lutar contra o desânimo, o fatalismo e o medo de organizar suas forças e suas resistências, em todos os lugares.

Fora com o novo acordo do governo com a UE e o FMI e o parlamento que o aprova!

Abaixo os memorandos, novos e velhos!

Não esperemos mais! Não toleremos mais!

Defendamos nossas vidas e nossos direitos através da luta!

Fora Grécia da UE e da Otan!

O povo não precisa de protetores!

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja