Estônia vira enclave do USA

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No último dia 2 de julho, uma festa na casa do embaixador ianque em Tallin, capital da Estônia, reuniu nada menos do que 1.500 estadunidenses, entre militares, civis a serviço de Washington e empresários, para celebrar o “dia da independência” do USA. No convescote estiveram também uns sabujos nativos, estonianos das classes dominantes daquele Estado báltico, muito provavelmente interessados tanto nas migalhas do refestelo, literalmente, quanto nas migalhas com que o imperialismo mais feroz do planeta acena às elites parasitárias e vende-pátria das nações periféricas que ora Obama e camarilha anunciam como “aliadas”.

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Celebração do "dia da independência" do USA em seu consulado na Estônia

Não por acaso a festança na casa do embaixador ianque na Estônia foi objeto de grande atenção e destaque por parte da imprensa burguesa local. A esta imprensa o chefe da Guarda de Segurança dos Fuzileiros Navais em Tallin (o destacamento militar que faz a segurança do corpo diplomático) declarou, e foi repercutido por todo aquele país: “Esta é uma celebração da independência do USA que estamos compartilhando com os estonianos. É uma chance para eles conhecerem o Independence Day, a cultura do USA e o que nós fazemos”.

Repercutiu-se também o discurso feito pelo embaixador-anfitrião, Jaffery Levine, entre um hambúrguer e um sanduíche de pernil — e logo antes da execução dos hinos nacionais dos dois países —, no qual ele agradeceu ao povo da Estônia pela recepção calorosa aos soldados ianques, declarando aquela noite uma “celebração da liberdade e da amizade”.

No dia 24 de fevereiro deste ano, veículos militares do Segundo Regimento de Cavalaria do Exército do USA, ostentando bandeiras ianques em riste, além de uma centena de soldados espanhóis, holandeses e britânicos a soldo da Otan, participaram de uma parada militar por conta de um outro dia da “independência”, desta vez da Estônia, na cidade estoniana de Narva, bem na fronteira com a Rússia. Meses antes, tanques de guerra do USA também haviam desfilado pelas ruas de Riga, capital da Letônia, no dia da “independência” daquela nação, mostrando o quão independente ela de fato é...

Em maio, o exército da Estônia e os milhares de militares do USA lá presentes realizaram os maiores exercícios de guerra da história do país. Os chamados “Jogos de Siil” mobilizaram nada menos do que 13 mil soldados das fileiras que servem ao bloco de poder encabeçado pelo imperialismo ianque.

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