“Vivenciamos realidade impossível de conciliação”

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Na última edição de AND foi publicada uma matéria sobre a perseguição sofrida por integrantes da Associação dos Juízes para a Democracia, a AJD, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em especial, o desembargador Siro Darlan e o juiz João Batista Damasceno, titular da 1ª Vara de Órfãos da cidade de Rio de Janeiro. Siro foi demitido de algumas funções pelo presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Fernando Carvalho, por se posicionar nas redes sociais contra o pagamento de auxílio- -educação para os filhos de juízes, sendo que ele seria um dos beneficiados.

Já Damasceno é acusado de apontar uma arma para o ex-corregedor do TJ, desembargador Valmir Silva. Segundo o juiz, o acusante o perseguia pelo fórum o xingando e ameaçando, e Damasceno teria sacado sua arma temendo pela sua segurança. Em e-mail à redação de AND, o juiz disse que esses conflitos não se tratam de problemas de ordem pessoal, mas da movimentação de setores fascistas do judiciário do Rio para atacar os magistrados progressistas que tentam minimamente garantir os direitos do povo com as poucas ferramentas que têm. Abaixo, a íntegra do e-mail de João Batista Damasceno:

"O embate de posicionamentos que se trava no seio do judiciário decorre de posicionamentos ideológicos dos seus membros, da diversidade das concepções de cada um, mas, sobretudo, da dificuldade que têm os setores mais conservadores na convivência com a pluralidade. Membros destes setores, por vezes, expressam concepção totalitária, similar à que orientou fascistas e nazistas, sem consideração pela diversidade de pensamento. 

A ausência de uma estrutura democrática no poder judiciário leva determinados membros a conceberem os tribunais como Cortes. Toda sociedade de Corte é hierarquizada, cada um tem o seu lugar estático, as relações são ditadas pela razão dos graduados e os demais devem se comportar com submissão e a proximidade com o poder, no máximo, comporta o papel de ´entourage´. Não há espaço para a divergência, o questionamento ou a liberdade de expressão nas sociedades de Corte, diversamente do que se espera nas sociedades democráticas.

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