Merkel não quer mais imigrantes ‘tolerados’

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As classes dirigentes da Alemanha depois do USA um dos maiores países imperialistas do planeta parecem determinadas a passar por cima da vontade dos seus cidadãos de não pretender que o Estado alemão ingresse novamente e assumidamente pela via do racismo, da xenofobia, da perseguição institucional e sistemática a estrangeiros.

O parlamento alemão aprovou no último dia 2 de julho uma revisão da chamada “lei de residência” (Aufenthaltsgesetz), e tentou vendê-la ao distinto público como um nova lei que transforma a Alemanha no céu na terra para os refugiados das misérias do mundo que pelos mais tortos caminhos conseguem cruzar as suas fronteiras, chegando em solo alemão em busca de uma chance de viver com dignidade, como promete a propaganda da Europa humanista e acolhedora, ou de simplesmente sobreviver.

A parte da nova lei que o Bundestag e a administração Merkel anunciam aos pregões como uma maravilha é a que, segundo o oficialismo, “expande as condições para a permanência de estrangeiros no país”; “um passo à frente na integração de estrangeiros”.

Ela, a revisão da “lei de residência”, permite aos estrangeiros que vivam em território alemão há pelo menos oito anos (seis, caso existam menores de idade na família; ou quatro, para menores de 21 anos que tenham frequentado o sistema de ensino alemão); que tenham conhecimentos ao menos básicos da língua alemã; que apresentem um documento de identidade e que sejam economicamente independentes.

Ou seja: o que faz a nova lei, ou melhor, a revisão da lei já existente, é incrementar a indumentária racista da letra jurídica e azeitar as condições institucionais para aprimorar, segundo as expectativas da indústria alemã, a “peneira” migratória que obedece apenas à demanda da burguesia por este ou aquele tipo de mão de obra, sobretudo jovens pau para toda obra, seguindo a profilaxia apontada por estudos recentes que ressaltam o imperativo da atração de imigrantes para, com seu trabalho, tentar tirar a economia alemã da estagnação.

Por outro lado, senão o mesmo, o que parece uma maravilha para estrangeiros que atendem a todos aqueles requisitos de “integração” (de submissão ao Estado alemão, melhor seria dizer), na prática coloca sob risco ainda maior e permanente de prisão, a qualquer momento, a maioria dos mais de 100 mil imigrantes que vivem na Alemanha sob o regime de Duldung, palavra alemã que significa “tolerados”.

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