35° ENEPe - Vitória aplastante dos estudantes de Pedagogia

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Oportunistas governistas da UNE (PT/pecedobê) desmascarados e derrotados

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O Encontro foi marcado pela reafirmação da luta contra o oportunismo e o governismo

Entre os dias 12 e 19/07 ocorreu, na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, o 35° Encontro Nacional dos Estudantes de Pedagogia (ENEPe).

O Campo de Luta da Pedagogia, composto por ativistas, entidades e movimentos que se organizam contra o oportunismo da UNE (PT/pecedobê) e todo o oportunismo eleitoreiro no Movimento Estudantil de Pedagogia (MEPe), desmascarou e derrotou a tentativa de golpe orquestrada pelo “Levante Popular da Juventude” (LPJ/PT), que, via Comissão Organizadora (C.O.), buscava esvaziar e despolitizar o Encontro para tentar impor seu programa governista nos debates e decisões.

Utilizando as práticas características do velho movimento estudantil, os oportunistas encastelados na C.O. sabotaram todas as instâncias deliberativas do MEPe, desde as reuniões da Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) às plenárias do Encontro, fazendo de tudo para impor a pauta do governo ao ENEPe.

Os oportunistas, que há muito caminham em sentido oposto aos interesses dos estudantes e que foram rechaçados pelas massas nos protestos que convulsionaram o país a partir das jornadas de lutas de junho de 2013 e contra a farra da Fifa, se voltam contra as organizações combativas e independentes.

Há mais de 11 anos, o ENEPe segue cumprindo destacado papel, não só especificamente para o MEPe, mas para todo o movimento estudantil brasileiro, reafirmando, a cada nova edição do Encontro, o rompimento com a UNE. Tem se posicionado aberta e claramente contra toda a política de destruição e privatização do ensino comandada pela frente oportunista e eleitoreira de Luiz Inácio/Dilma Rousseff (PT/PMDB/PSB/pecedobê).

Desde a preparação do 35º ENEPe, já se percebiam manobras dos oportunistas para tentar um golpe contra o Encontro.

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Manifestação dos estudantes de Pedagogia no Centro de Curitiba

Mas os estudantes organizados em torno do Campo de Luta da Pedagogia desmascararam, mais uma vez, uma a uma as manobras arquitetadas pelo “Levante Popular da Juventude” e UJS/pecedobê.

Logo no início do ENEPe, uma reunião do Campo de Luta da Pedagogia com a participação de cerca de 70 estudantes de todo o país rechaçou a tentativa da C.O., aparelhada pelos governistas, de impedir a participação de palestrantes contrários às políticas de destruição do ensino público da chamada “Pátria Educadora” de Dilma.

Demonstrando elevada consciência da importância do debate sobre o papel do MEPe na luta contra os ataques do governo ao ensino público, os estudantes decidiram dar lugar na mesa de debates ao professor Fausto Arruda, presidente do Conselho Editorial do jornal A Nova Democracia. A exposição do professor Fausto Arruda expressou muito bem o sentimento de indignação e vontade de luta dos estudantes de Pedagogia e desmascarou toda a fraude desses mais de 12 anos de gerenciamento do oportunismo. Denunciou o caráter burguês-latifundiário deste governo antipovo e vende-pátria e o nefasto papel cumprido pelo PT e seus cúmplices ao cometer incontáveis crimes contra o povo e a serviço do imperialismo, principalmente o ianque, em nome da “esquerda”.

No decorrer de todo o Encontro aprofundou-se e polarizou-se uma intensa luta pela democracia dentro do MEPe. Diante da total falta de organização proposital comandada pelo governismo, os estudantes decidiram tomar o ENEPe em suas mãos. Várias Assembleias Gerais foram realizadas para decidir a condução das atividades, apesar das sucessivas tentativas da C.O. em desmobilizá-las e implodi-las. Pouco a pouco, ficava claro para todos que a luta entre o cumprimento da programação do Encontro, encabeçada pelo Campo de Luta, contra a dispersão e a despolitização, imposta pela C.O., representava a luta entre os dois caminhos no MEPe.

Enquanto os estudantes organizados em torno do Campo de Luta da Pedagogia se esforçavam por garantir os debates, a manifestação e a organização do MEPe, os governistas e seus aliados sequer compareciam às atividades previstas na programação e estendiam as festas até 5h da manhã.

O acontecimento que marcou a clara cisão entre estes dois caminhos no MEPe foi a realização de uma combativa manifestação no Centro de Curitiba. Os governistas do LPJ/PT e da UJS/pecedobê (a eles também se juntou o PSOL) se uniram para tentar impedir a realização da manifestação. Não compareceram na Plenária de Preparação do Ato e, ainda assim, arrogantemente, tentaram impor o trajeto e as consignas principais da manifestação, desviá-la do Centro da capital e com a consigna insossa de “Viva os 35 anos do MEPe!”.

Mas os campos já estavam demarcados e eram os estudantes (e não a C.O. governista) quem decidiriam. Eles se mobilizaram, conseguiram um ônibus emprestado com uma delegação e foram até a Boca Maldita, local histórico de manifestações da capital do Paraná. Levantaram a faixa central com os dizeres “Contra a ‘Pátria Educadora’, Greve Geral é a solução!”, entoaram palavras de ordem em solidariedade à luta dos professores do Paraná, contra a repressão policial às manifestações e a farsa eleitoral. A manifestação agitou o Centro de Curitiba e ganhou a simpatia da população.

Ao chegarem de volta à universidade, os estudantes foram alvo de mais um ataque abjeto dos governistas, que, derrotados politicamente, alegando “atraso” na chegada dos manifestantes, impediram que mais de cem estudantes jantassem no Restaurante Universitário.

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Mas, mais uma vez, o tiro saiu pela culatra. Com o mesmo ânimo e combatividade que protestaram nas ruas, os estudantes exigiram que a C.O. garantisse alimentação para os manifestantes.

Na Plenária Final, enfrentando as sucessivas tentativas de manobras dos governistas do Levante/UJS para esvaziá-la, o Campo de Luta manteve-se mobilizado e, junto dos estudantes, garantiu o debate das propostas e o projeto para o próximo ENEPe, que em 2016 será realizado em Porto Velho, capital de Rondônia.

Os dirigentes governistas e os seus bate-paus (que durante todo o Encontro tentaram intimidar e desorganizar) abandonaram a Plenária derrotados antes mesmo do fim dos debates alegando “falta de quórum”. O Campo de Luta saiu ainda mais fortalecido, vitorioso, puxando palavras de ordem e canções de luta, já se preparando para realizar um 36º ENEPe independente e combativo, por uma educação pública que sirva ao povo!

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