Chacinas de Acari e da Candelária: Terrorismo de Estado só aumentou

Dois dos mais marcantes episódios do terrorismo de Estado no Brasil, as chacinas de Acari e da Candelária completaram 25 e 22 anos, respectivamente, no último mês de julho.

Em matéria intitulada Chacina de Acari: “Eu não acredito nessa justiça” (AND nº 69, setembro de 2010), lembrávamos que, no dia 26 de julho de 1990, “onze pessoas — a maioria do bairro pobre de Acari, no subúrbio do Rio de Janeiro — foram sequestradas por um grupo de extermínio formado por policiais civis e militares”. E que, “duas décadas depois, os assassinos seguem à solta e as vítimas continuam desaparecidas, aumentando a cada dia o sofrimento de seus familiares depois de tantos anos de luta. No dia 25 de julho [de 2010], com a prescrição do crime, parentes e amigos dos jovens desaparecidos perderam ainda mais a esperança de encontrar respostas para mais um dos muitos crimes desse Estado fascista contra o povo pobre”.

Nesta mesma ocasião, entrevistamos a companheira Marilene Lima de Souza, mãe de Rosana de Souza Santos, uma das vítimas da chacina. Nossa equipe foi até Acari e ouviu o relato desta guerreira, “uma mãe cansada e adoecida após 20 longos anos de luta por justiça e buscas pelo corpo de sua filha e dos outros 10 desaparecidos”. Dois anos depois desta entrevista, em outubro de 2012, Marilene faleceu, aos 61 anos, sem enterrar sua filha.

Três anos depois de Acari, na madrugada de 23 de julho de 1993, dezenas de jovens moradores de rua foram surpreendidos por uma operação de extermínio de policiais militares e civis enquanto dormiam nas proximidades da Igreja da Candelária, no coração do Centro da capital fluminense. Resultado: oito crianças e adolescentes fuzilados covardemente e dezenas feridas.

Neste mesmo ano, no dia 15 de janeiro, uma outra mãe de Acari, Ediméia da Silva Euzébio, era assassinada junto com Sheila da Conceição numa emboscada no estacionamento do metrô da Praça Onze. Mais uma tentativa criminosa de intimidar a luta dos familiares vítimas da violência.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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