Imperialismo atira Ucrânia ao fascismo, à guerra civil e ao FMI

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No fim do último mês de julho, o gerenciamento de Petro Poroshenko na Ucrânia anunciou, pela voz do seu ministro da justiça, Pavel Petrenko, que Kiev passava a considerar oficialmente  ilegais as atividades dentro do território ucraniano do Partido Comunista da Ucrânia, do Partido Comunista (renovado) e do Partido Comunista dos Trabalhadores e Camponeses da Ucrânia.

Petrenko foi quem assinou o decreto segundo o qual passava a vigorar, a partir do último dia 24 de julho, a lei que transformou o funcionamento dessas três organizações em atividade ilegal. A mesma lei tenta, mais uma vez naquele país, equiparar o comunismo ao fascismo, prevendo que o Estado ucraniano deve seguir pistas dos crimes cometidos durante a ocupação nazista do país, mas também os supostamente cometidos durante a vigência da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, como se o comunismo não fosse o inimigo de morte do fascismo, e como se fascistas não fossem justamente os mesmos que tentam agora tirar do seu caminho por decreto aqueles que historicamente e politicamente são os seus antagonistas de fato e por autoridade.

Em maio deste ano, o gerenciamento Poroshenko havia proibido o hasteamento da bandeira soviética e a reprodução do hino da Revolução Bolchevique. Havia também mandado derrubar os monumentos a líderes comunistas que ainda estavam de pé na Ucrânia e começado a mudar os nomes de mais de mil cidades e aldeias batizadas em homenagem à grande revolução proletária na Rússia, além de anunciar penas de até dez anos de prisão para quem exibisse símbolos comunistas.

E se a escalada fascista na Ucrânia é uma matiz da “guinada ao Ocidente”, uma outra consequência direta disto é a absoluta submissão do país às instituições do capitalismo internacional subordinadas aos interesses do imperialismo ianque e europeu, como o FMI. Agora mesmo, no fim de julho, o famigerado fundo anunciou um novo “empréstimo” ao país, no valor de US$ 1,7 bilhão. Esse montante é parte do programa de “resgate” à Ucrânia acordado em março deste ano entre o conselho do FMI e o gerenciamento Poroshenko, e que prevê um total de rapasses àquela nação — tornada enclave do imperialismo ianque — da ordem de 17,5 bilhões em um período de quatro anos.

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