O terror sem fim da ‘guerra ao terror’

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Completaram-se 14 anos dos atentados de 11 de setembro 2001 nas cidades estadunidenses de Nova Iorque e Washington cuja imagem icônica é o desabamento das “torres gêmeas” do World Trade Center. Esses acontecimentos sinalizaram, como um sabre em riste e à frente das tropas, para o ostensivo avanço militar do imperialismo ianque sobre várias nações e regiões do globo sob a égide de “guerra ao terror”.

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Parede de escola abandonada na província de Kandahar,
Afeganistão. Detalhe para o mapa do país cravejado de balas

Primeiramente, o discurso e as ações do imperialismo se voltaram contra a Al-Qaeda, então liderada por Osama bin Laden. A invasão sangrenta do Afeganistão por tropas encabeçadas pelo USA se desdobrou em ocupação militar e no estabelecimento, em Cabul, de um governo títere de Washington. Desde então, os ianques não encontraram um dia de trégua da heroica resistência afegã. Nem a operação “espetacular” que assassinou Osama bin Laden, em maio de 2011, no Paquistão, pôde apagar a mácula deixada para sempre na face monstruosa do imperialismo ianque: as torturas, assassinatos, Guantânamo e o pântano em que se meteu até o pescoço.

A retirada das tropas do USA do Afeganistão, anunciada por Obama logo após a morte de bin Laden, em junho de 2011 (retirada até hoje não concluída, com cerca de quatro mil militares ianques permanecendo no país invadido a título de “assessoria e capacitação” da polícia e exército locais), e precedida de centenas de caixões e sacos pretos recheados com militares das forças invasoras aniquilados pela resistência, bem como as ações que seguem ocorrendo no país, são a prova da derrota diária imposta pela resistência à invasão imperialista.

Ainda em 2001, e menos de três meses após o, digamos, marco-zero da nova ofensiva do imperialismo ianque, o Estado genocida de Israel tratou de atender as ordens do USA. Cumprindo seu papel de ponta de lança dos ianques no Oriente Médio, o genocida Ariel Sharon comparava Yasser Arafat, ainda vivo, a Osama bin Laden. O sionismo, que há décadas tenta afogar em sangue o heróico povo palestino, intensificou seus ataques, contando, para isso, com farto patrocínio do USA. Quase que anualmente, Israel fascista despeja bombardeios assassinos sobre a Faixa de Gaza, perpetrando crimes hediondos resultando em dezenas de milhares de mortos, feridos e presos políticos, além de milhões de desabrigados. A heróica Gaza resiste, reconstrói suas casas e túneis. Exemplo resplandecente para os povos do mundo!

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Em 2003, novos distúrbios provocados pelo imperialismo: invasão do Iraque sob o discurso de busca por “armas de destruição em massa” e a captura de Saddam Husseim. O regime reacionário de Saddam empenhou-se em desenvolver uma política de união nacional contra o imperialismo ianque, abriu os paióis e armou as massas contra a invasão imperialista. A promessa do sanguinário George W. Bush de vitória rápida e arrasadora se converteu em uma guerra cruenta. A exemplo do Afeganistão, a resistência iraquiana impôs e segue impondo derrotas fragorosas ao invasor imperialista. O julgamento-farsa de Saddam e seu assassinato na forca, ao contrário de deter, inflamou ainda mais a resistência, que segue combatendo em todos os rincões do país.

Empossado em 2009 na chefia do imperialismo ianque, Obama continuou e aprofundou a política de “guerra ao terror” de George W. Bush. Além de prosseguir com as agressões deflagradas pelo seu antecessor, “comemorou” os 10 anos de “guerra ao terror” avançando sobre a Líbia, financiando bandos de mercenários que destituíram e assassinaram seu então chefe de Estado, Muammar Khadafi, em 2011, provocando novos distúrbios e manobrando as contradições que já existiam no país e outras surgidas da nova situação.

Na Síria, conforme já referido em matéria desta mesma edição de AND sobre a chamada “crise migratória”, o saldo macabro da guerra civil que já dura cinco anos e que foi fomentada pelo USA - que também patrocina mercenários no país - para desestabilizar o gerenciamento de Bashar al-Assad contabiliza atualmente cerca de 250 mil mortos e 11 milhões de deslocados ou refugiados.

Na Ucrânia, a guerra civil que as tensões interimperialistas fizeram estourar há cerca de ano e meio já matou aproximadamente sete mil pessoas e deslocou um contingente de 1,5 milhão de cidadãos (é um dos 10 países com maior número de deslocados em todo o mundo, segundo a ONU, sendo o primeiro justamente a Síria). O país está hoje dividido entre o leste requisitado por Vladimir Putin e o oeste infestado de fascistas, que conseguiram fazer do anticomunismo uma política daquele Estado transformado em enclave do USA e da União Europeia na fronteira russa ocidental.

Esta breve cronologia dos crimes hediondos do imperialismo ao longo desses 14 anos pós “11 de setembro” comprovam a atualidade do apontamento de Mao Tsetung em 11 de agosto de 1949 em seu artigo intitulado Desprezar as ilusões, preparar-se para a luta: “Quão diferente é a lógica dos imperialistas da lógica do povo! Provocar distúrbios, fracassar, voltar a provocar distúrbios, fracassar de novo... até à sua ruína — tal é a lógica dos imperialistas e de todos os reacionários do mundo perante a causa do povo, e eles jamais marcharão contra tal lógica. Lutar, fracassar, lutar de novo, fracassar de novo, lutar outra vez... até à sua vitória, eis a lógica do povo, e este também jamais marchará contra tal lógica”.

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