Figuras da classe operária

Pedro Ventura Felipe de Araújo Pomar

Dirigente do Partido Comunista do Brasil - PCdoB*.

Nascido em 23 de setembro de 1913, em Óbidos , Pará.

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Pedro Pomar

Foi dirigente do PCB até 1962, quando integrou a fração revolucionária que rompeu com a direção revisionista de Prestes e conduziu o processo de reconstrução do partido dando origem ao PCdoB.

Pomar, como um dos principais estudiosos do problema da guerra popular e de sua aplicação nas condições de nosso país, foi, sem dúvida, o principal formulador do documento partidário Guerra Popular, caminho da luta armada no Brasil, elaborado em 1969 para orientar e guiar o desencadeamento da luta armada revolucionária no Brasil. Instrumento com que se combateu inconciliavelmente as concepções militares revisionistas, burguesas e pequeno-burguesas tão em voga na esquerda latino-americana à época e de influência principalmente da direção da Revolução Cubana.

Em sua briga por um balanço profundo e crítico da experiência da Guerrilha do Araguaia, mostrou a sagacidade e paciência necessárias para buscar as causas da derrota e de como sair à frente, unindo ao máximo o partido. Com o otimismo que somente os verdadeiros revolucionários e convictos comunistas podem desfraldar, afirmou de forma peremptória: “a bandeira da luta armada que empunharam tão heroicamente e pela qual se sacrificaram os camaradas do Araguaia deve ser erguida ainda mais alta. Se conseguirmos de fato nos ligar às grandes massas do campo e da cidade e ganhá-las para a orientação do Partido, não importa qual seja a ferocidade do inimigo, com toda a certeza a vitória será nossa» .

Foi assassinado pelas forças de repressão do gerenciamento militar fascista em dezembro de 1976, ao fim de uma reunião do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil, juntamente com Ângelo Arroyo, no acontecimento que ficou conhecido como “Massacre da Lapa”.

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Carlos Nicolau Danielli

Dirigente do Partido Comunista do Brasil – PCdoB.

Nasceu em 14 de setembro de 1929, em Niterói, Rio de Janeiro.

Foi membro da direção do Partido Comunista do Brasil (PCB) e participou do processo de ruptura e reorganização do partido em 1962. Foi membro da direção central do PCdoB.

Foi preso no dia 28 de dezembro de 1972 e barbaramente torturado sob o comando do então major do exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, do capitão Dalmo Lúcio Muniz Cirillo e do “Capitão Ubirajara”, codinome do delegado de polícia Aparecido Laerte Calandra.

Ele resistiu com heroísmo às sevícias. Entre uma sessão e outra de torturas, ele escreveu com seu próprio sangue na parede do infecto cubículo: Este sangue será vingado.

José Huberto Bronca

Militante do Partido Comunista do Brasil - PCdoB.

Nasceu em 8 de setembro de 1934, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Logo após o golpe militar fascista de 1964 foi para a China, onde realizou cursos de formação política e militar. Em 1966, retornou clandestinamente ao Brasil.

Foi um dos primeiros combatentes a chegar na região do Araguaia. Foi vice-comandante do Destacamento B das Forças Guerrilheiras até ser deslocado para a guarda da Comissão Militar.

Foi visto pela última vez por seus companheiros no dia 25 de dezembro de 1973, quando houve um ataque das forças armadas ao local onde estava acampado.

Antônio Guilherme Ribeiro Ribas

Militante do Partido Comunista do Brasil – PCdoB.

Nasceu em 20 de setembro de 1946, em São Paulo.

Foi destacado dirigente estudantil e, em 1970, mudou-se para a região da Gameleira, no Araguaia, incorporando-se à guerrilha. Foi visto pela última vez com vida no natal de 1973.

Ciro Flávio Salasar Oliveira

Militante do Partido Comunista do Brasil – PCdoB.

Nasceu em Araguari, Minas Gerais, no dia 26 de setembro de 1943.

Morreu em combate na Guerrilha do Araguaia em 1972, aos 30 anos, juntamente com João Carlos Haas Sobrinho e outros companheiros.

Divino Ferreira de Souza

Militante do Partido Comunista do Brasil – PCdoB.

Nasceu em 12 de setembro de 1942, em Caldas Novas, Goiás.

Desaparecido desde 1973, na Guerrilha do Araguaia, aos 30 anos.

Combatente do destacamento A da Guerrilha, foi morto em combate no dia 14 de outubro de 1973.

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*Nos referimos aqui a militantes do então revolucionário Partido Comunista do Brasil (PCdoB), liquidado enquanto partido revolucionário no final dos anos de 1970 pela camarilha de João Amazonas, e não ao pecedobê revisionista e eleitoreiro dos dias atuais.

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