Nordestino. E com muito orgulho!

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Marco Antonio Mendes é um artista polivalente que veio do Nordeste para o mundo, trafegando pelas artes plásticas, artesanato, fotografia, teatro e música. Em pleno lançamento do seu quarto disco, Matuto Metropolitano, que expressa a sua própria identidade, Marco percorre diversos estilos musicais, mostrando mais uma vez o valor do nordestino.

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Sou de Campina Grande, interior da Paraíba, e por isso somos tratados por matutos. Outro dia o jornalista Paulo Dantas me chamou de matuto metropolitano, por eu viver há anos nas grandes metrópoles, mas, sem perder as características de matuto —fala.

Já vivi em Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba e,  há 23 anos, moro em São Paulo. Comecei a me envolver com teatro aos 12 anos de idade, e na minha cidade tinha o Festival de Teatro Colegial. Em 1971, ganhei um prêmio de melhor ator coadjuvante neste festival.

Depois fui convidado para outro, e assim por diante. O teatro é a entrada para todas as outras artes, e no movimento de teatro de Campina Grande nos envolvíamos com cenografia e coreografia. Com isso íamos conhecendo todas as dimensões da criação —continua.

Assim, através do teatro, Marco foi se envolvendo em outras formas de arte e se identificando com as mesmas.

Esse teatro que fazíamos era sempre uma produção entre amigos, e assim fui sendo chamado de artista. Na verdade, não é na música onde essa minha multiplicidade mais se expressa, é no teatro, mas a música é também onde gosto de exercer essa função de ator —declara.

Gosto de pensar na cenografia do show, penso em todas as dimensões que envolvem a expressão musical. Misturo música e teatro. A minha performance no palco é totalmente teatral.

Meu primeiro envolvimento com música foi dirigindo os shows de meus amigos músicos, mas desde sempre tive um violão. Quando me vi, já estava fazendo o meu show.

Marco é uma espécie de pesquisador na hora de compor, porque gosta de fazer experimentos.

A minha estética é a estética da dúvida. Faço a música que dá vontade e estou sempre inventando uma nova forma de fazer. Minha música sempre parte da poesia, do tema... Agora estou lançando o CD Matuto Metropolitano, e acabei de participar, como intérprete, de um CD de rap. Em matéria de preferência por algum ritmo, digo que prefiro música, todos eles —fala.

Meu primeiro disco foi Ao Contrário. O segundo foi o CD solo, Oxentebrother, com minhas composições. Depois veio o CD Música Comum, que é um disco nordestino e paulistano, e agora o Matuto Metropolitano—relata.

 — A música ‘Matuto Metropolitano’ diz em certas partes: ‘Eu sou das bandas lá de riba, meu torrão é Paraíba…. onde o sol nasce primeiro e o mar é cristalino…  aparece lá em casa, tem inhame com galinha… Sou latino americano, tenho orgulho de dizer, matuto metropolitano sou eu com muito prazer’.

O orgulho da terra

Claro que existe pobreza e miséria no Nordeste, assim como existe no Sul, no Sudeste, no Centro-Oeste e no mundo inteiro. Não estou negando a miséria, mas o Nordeste é muito mais rico do que miserável —declara.

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