Todo apoio à imprensa popular e democrática

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Logicamente que pode existir liberdade de imprensa. A única condição para tanto é que haja imprensa. Mas a questão é: liberdade para quem?

Marx

Nos dias 19 e 20 do último mês de setembro, o jornal A Nova Democracia realizou o seu 4º Encontro Nacional dos Comitês de Apoio. O momento político nacional e internacional, em crise profunda, tornou o encontro não só oportuno, como necessário, pois realizou-se cumprindo uma pauta de discussão da situação política nacional e internacional, derivando para o aprofundamento da compreensão do papel que cumprem tanto a imprensa dos monopólios e, principalmente, a imprensa democrática e popular.

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A reunião debateu o papel da agitação para as massas

A imprensa dos monopólios impõe seu pensamento único

 A crítica científica aos monopólios de imprensa nacionais e internacionais reforça a compreensão da necessidade da imprensa democrática e popular, por isso fomos buscar em nossa Linha Editorial, construída há 14 anos, a essência do significado da intervenção imperialista no campo da comunicação. Assim afirmamos que:

As implicações que teve a geopolítica (política do Imperialismo) nos meios de comunicação mundiais acabaram por reduzir a linha geral do jornalismo moderno à única condição de ‘engenharia do consenso’, expressão com que a cunharam, desde as últimas duas décadas do século XX, mantida até hoje.

Esse espetacular aparato, formado pelos mais diferentes e gigantescos veículos e técnicas de chantagem, suborno, intrigas, difamações, etc., procura atribuir ao subjetivo as bases da realidade. Se o recurso por princípio é leviano e não se torna convincente, ao menos a ‘realidade’ vira padrão, porque todas as portas e janelas da comunicação encontram-se hermeticamente fechadas.

Multiplicando infinitamente os recursos extraídos do arsenal de dominação, a onipresente e onipotente rede de comunicações do imperialismo cria uma espécie de produto único, distribuído num único circuito de agências ‘independentes’ com a pretensão de conceber uma sociedade purificada pela colonização mental, cozinhada na ficção e no vazio cultural. Acreditando ser capaz de ajustar as faculdades intelectuais das massas, e de estar desenvolvendo o poder de produzir alterações na sua consciência, a Nova Ordem Mundial Imperialista cria o mundo à sua imagem e perfeição; trama informações pervertidas em forma de notícias mortas, despolitização perpétua, histórias assombrosas, ameaças e insultos ao povo; abole todas as informações sobre a Revolução e a Ciência; expulsa as massas trabalhadoras da literatura mais em conta (a dos jornais) e as lança à mercê das redes de TV.

Sob a gestão desses poderosos trustes, são projetadas as doutrinas mais cruéis da exploração do homem pelo homem, de opressão, de engodo, de cinismo, etc., muito maior que a humanidade conheceu ou pôde imaginar ao longo dos séculos. Em síntese, a imprensa do capital financeiro mundial se constitui na expressão mais pura da hecatombe universal que ela própria anuncia. Não passaria de hipocrisia, no entanto, o fato de se reconhecer unilateralmente que, hoje, a liberdade de imprensa é quase que exclusiva das grandes corporações, das classes que compõem o seu suporte social e político interno em nosso país e do seu sistema de governo. Limitar-se a tais conclusões ainda que pronunciando-se sobre a censura, descrevendo-a em seus pormenores, denunciando seus planos mais secretos significaria reconhecer que toda e qualquer tentativa de editar literaturas populares e democráticas estaria fadada, do ponto de vista econômico e político, enfim, ao mais retumbante fracasso.

 Na realidade, os povos do mundo encontram-se fartos de toda a imprensa oficialista-monopartidista, porta-voz das grandes corporações, das superpotências e dos sub-governos, os quais completam o cerco da censura subvencionando generosamente publicações dirigidas por reconhecidos oportunistas que se fazem passar por oposicionistas, com todos os seus discursos ‘inflamáveis’.”

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Professor Fausto Arruda fez análise da situação política

Viva a imprensa popular e democrática

Nossa Linha Editorial assegura que “As massas jamais foram ou serão passivas. Quem não confia no povo não pode pretender uma imprensa democrática, uma vez que o democrático é necessário e obrigatoriamente popular. Na realidade o nosso povo tem lutado como nunca. Nossas forças existem e a cada dia outros setores vêm engrossar as lutas do povo brasileiro. Essa é a tendência principal, esse é o novo, ‘puro, inteiro e verdadeiro’

 A História do AND em seus treze anos de existência é a prova mais contundente de que, sob as condições mais adversas, quando a confluência das tendências mais reacionárias com o oportunismo e o revisionismo criaram nas últimas décadas uma situação de extremo desafio aos revolucionários, onde quase a totalidade das tendências de esquerda procuraram se amoldar ao pensamento único imperialista, um pequeno grupo, depurado de quaisquer ilusões reformistas, se coloca na missão de trazer a revolução para o debate e a prática política e afirmar o marxismo como a ideologia única e necessária para conduzir as massas ao glorioso comunismo.

Ao nos ligarmos ao que existe de autêntico e revolucionário no movimento popular, confirmamos na prática o que nossa Linha Editorial apontava como papel da imprensa popular e democrática em sua missão de servir ao povo: “característica principal o instrumento de luta, se não consegue estabelecer o vínculo mais estreito entre as massas e o periódico, porque é das lutas concretas que surge e se desenvolve o pensamento que norteia. O que o povo ordena é que vingue o melhor do seu pensamento na literatura, nas artes, na ciência, na filosofia. Nenhuma imprensa será verdadeiramente democrática se não tiver como sua os caminhos do povo.”

 Sustentar durante todos estes anos uma edição impressa, surgida bimestral e hoje quinzenal, colocar em funcionamento uma produtora capaz de marcar nossa presença nas lutas do povo e colocá-las ao mundo via internet com  milhões de visualizações no YouTube e no Facebook, só foi possível porque entendemos que “É dever da imprensa democrática reunir em cada edição de suas publicações as provas cabais de que as massas trabalhadoras se agitam em todo o mundo pelo fim do sistema mundial de exploração do homem pelo homem e da opressão; podem e devem governar. As massas organizadas são verdadeiramente o setor mais avançado da sociedade, clamam por novos embates que evoluem para a luta política no seu plano superior: o poder verdadeiramente popular porque autenticamente democrático.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

Fazer o jornal e fazer o jornal ser lido

A prática da imprensa popular e democrática exige mais que a explicação do mundo, ela exige uma militância e um ativismo com o fito de transformá-lo.

 O internacionalismo é inseparável da imprensa popular e democrática que, ao contrário dos monopólios que “interpretam” os acontecimentos segundo o obtuso ângulo do pensamento único, aponta a relação de causa e efeito dos fenômenos sociais segundo a ótica do materialismo histórico. Abrir os horizontes das massas para as lutas de libertação e da Guerra Popular em andamento em vários países é tarefa obrigatória para esta imprensa.

 Se cada edição dispensa um espaço à cultura, é necessário que nos liguemos cada vez mais àqueles que a entendem como verdadeiramente popular e, também, científica.

 Se o comitê de redação se empenha ao máximo em relatar as lutas camponesas pela posse da terra, dos operários por emprego, salário e condições de trabalho mostrando sua relação com a necessidade da conquista do poder, isso tem que ser alardeado aos quatro ventos em agitações feitas em todos os tipos de aglomerações populares com ousadia e determinação.

De leitor a colaborador e agitador

 Aqueles que estão verdadeiramente comprometidos com as profundas transformações necessárias ao Brasil e ao mundo não podem se contentar em ser apenas leitores pela internet. Há que buscar a edição impressa na banca, pedir uma cota para repassar, fazer uma assinatura de apoio, mandar sua colaboração financeira, ser um correspondente e participar das brigadas de venda e agitação do AND.

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