Bancos e ‘agronegócio’ ajudam-se a parasitar o Brasil

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A inflação bate nos 10% no acumulado do ano, destruindo o salário de quem tem salário. O desemprego dispara, como os juros do cheque especial, dos empréstimos consignados e das prestações dos financiamentos acumulados na farra do crédito estimulada ao máximo por Lula/Dilma/PT, jogando uma massa de brasileiros no atoleiro das dívidas. A carestia se agrava, fazendo derreter a maquiagem fajuta da erradicação da miséria. Já os lucros dos quatro maiores bancos em operação no Brasil se multiplicaram em 40% no primeiro semestre de 2015, com Bradesco e Itaú batendo recordes de lucratividade trimestral no período de abril a junho deste ano: R$ 4,5 bilhões e R$ 5,9 bilhões, respectivamente.

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E como se não bastasse a natureza já altamente parasitária deste sistema financeiro especulativo e achacante, o seu papel de grande custeador do latifúndio de roupagem nova, o chamado “agronegócio”, elege-o à condição de provedor do acelerado aprofundamento da condição semicolonial e semifeudal deste país inserido como autêntica república das bananas na divisão internacional do trabalho.

Um exemplo: o Banco do Brasil, que é o principal financiador do agronegócio no Brasil, multiplicou por cinco o montante de crédito para a exportação de soja e derivados entre julho e agosto últimos, garantindo, digamos, “costa quente financeira”, justificada “por uma momento de valorização do dólar ante o real”, para um punhado de latifundiários que se esbaldam mantendo seu DNA secular baseado na monocultura e no velho regime de barracão com trabalhadores aliciados por “gatos”.

Não por acaso o banqueiro posto pelo gerenciamento petista no Ministério da Fazenda e a latifundiária indicada por Dilma para o Ministério da Agricultura vivem em sintonia fina. Kátia Abreu anunciou, com pompa, em cerimônia no Palácio do Planalto, a liberação de R$ 187,7 bilhões em crédito para o “agronegócio” no biênio 2015-2016, não sem agradecer o “gesto de humildade e grandeza” de Levy de “negociar” tal valor com a sua pasta.

Vejamos agora o caso do banco Santander, que teve lucro líquido de R$ 1,7 bilhão no Brasil no terceiro trimestre deste ano — melhor resultado trimestral alcançado nos últimos três anos. O que também vem crescendo sem parar dentro deste banco transnacional é a carteira de crédito para o “agronegócio”, que saltou 20% nos últimos 12 meses. No fim de outubro, durante a Agroshow, em Ribeirão Preto, o vice-presidente de Novos Negócios do Santander Brasil, Oscar Rodrigues Herrero, disse que “não faltarão recursos para o agronegócio”, gabando-se de ser, o banco, “um dos maiores financiadores do setor rural brasileiro”. O Santander é o maior banco da Zona do Euro, com matriz na Espanha, e é o maior banco estrangeiro em operação no Brasil. Suas operações aqui rendem 19% do seu lucro global.

Se este gerenciamento do PT gosta tanto de vestir o “agronegócio” exportador com o manto do “orgulho nacional”, naturalmente tentará fazer o mesmo se confrontado com a informação de que a chaga do latifúndio no Brasil dá assim a sua prestimosa contribuição para escorar o sistema imperialista em crise.

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