Rebelião dos povos contra o genocídio sionista-imperialista

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Síntese e adaptação feitas pela redação do AND do documento ‘Dez anos da rebelião dos Banlieues: A luta armada do povo palestino contra o genocídio sionista-imperialista impulsiona o desenvolvimento da situação revolucionária em desenvolvimento desigual nos países imperialistas’, da Associação Nova Democracia de Hamburgo (Alemanha), publicado em novembro de 2015.

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Rebelião em um banlieue no ano de 2005

Há pouco comemoramos os dez anos da rebelião dos jovens dos bairros pobres, principalmente de Paris, conhecida como a Rebelião dos Banlieues. O fizemos desafiando o “estado de emergência” imposto pelo genocídio do Estado imperialista da França. Todos os informes coincidem em assinalar que as massas de certos bairros, tanto da França como da Bélgica, Inglaterra, Alemanha e em qualquer outro país deste continente [Europa], estão cada vez mais dispostas para a rebelião. Isto nos alegra e põe nosso otimismo revolucionário lá em cima, porque nos brinda magníficas condições para o cumprimento atrasado da tarefa de reconstituição dos Partidos Comunistas nesses países. Do mesmo modo, é uma oportunidade para se condenar uma vez mais a agressão imperialista contra os países oprimidos do Oriente Médio (guerra exterior) e a guerra interna, contra o povo na própria França. Guerra interna declarada pelo presidente Hollande, que encabeça o imperialismo francês. Uma de suas manifestações é o atual “estado de emergência”.

Palestina: 67 anos de heroica resistência

No dia 29 de novembro, completou-se 67 anos da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a “Partilha da Palestina em dois Estados, um judeu e outro árabe”, que deixava “Jerusalém sob o controle da Autoridade das Nações Unidas”. O povo palestino não aceitou esta divisão do país e começou a sua Guerra de Resistência contra esta nova imposição colonial.

Em 14 de maio de 1948, os últimos soldados britânicos abandonaram a Palestina e os sionistas criaram o Estado de Israel. Logo depois, veio a chamada Primeira Guerra Árabe-Israelense. Os sionistas, com o apoio imperialista, terminaram vencedores e veio o cessar-fogo com o qual estes ocuparam, não só a parte demarcada pela nefasta resolução do Conselho de Segurança, senão também mais de 50% do território. O restante foi repartido em dois: Gaza (sob a administração do Egito) e a região ocidental do Rio Jordão ou Cisjordânia (sob a administração da Jordânia). Milhões de palestinos foram retirados de suas terras pela força direta do invasor ou pelo terror, e passaram à condição de refugiados sem pátria e sem o direito de retorno, que lhes é negado até hoje.

Em 1956 e 1957 se produziu uma nova guerra dos sionistas contra os palestinos, a ocupação de Gaza, da Cisjordânia (Ad-Diffa al-Garbiyya, em árabe) e do Canal de Suez, que logo foi ocupado pela França e pela Inglaterra. Os imperialistas ianques os retiraram (fato conhecido como o “Incidente do Canal de Suez”).

Em junho de 1967 se produziu o ataque sinistro de Israel contra o Egito, Síria e Jordânia (a Guerra dos Seis Dias), cuja resistência militar foi esmagada. Em 1973 se produz a conhecida Guerra do Yom Kipur com a derrota do Egito e da Síria e a ocupação das colinas de Golã até agora.

Os chamados “acordos de paz”, “Os acordos de Campo David de 1979” entre Israel e Egito, apadrinhados pelo imperialismo ianque (Carter), foram considerados pela maioria dos povos árabes como uma vil traição. Israel devolveu o Sinai ao Egito e este exerce desde então o trabalho de polícia do ocupante sionista imperialista.

Guerra de Agressão versus Resistência Indômita

Em 1991 se inicia a atual etapa da guerra de agressão encabeçada pelo imperialismo ianque, em conluio e pugna com a outra superpotência atômica, a Rússia, e as outras potências imperialistas contra os países oprimidos do Oriente Médio, pela nova partilha do mundo: a guerra contra o Iraque.

Logo seguiram a invasão do Afeganistão (2001, que dura até hoje), novamente a guerra e ocupação do Iraque (em 2003, que também continua), a guerra contra a Líbia, até o sul do Saara na África, encabeçada pela França, e a atual, na Síria.

Os imperialistas ianques, para a sua agressão contra estes países oprimidos, têm contado principalmente com o serviço de seus lacaios de Israel, Arábia Saudita, Egito e Turquia.

Cabe mencionar a última guerra de Israel contra o Líbano, em 2006, porque significou uma derrota política e moral do Estado sionista e suas forças armadas para o Hezbollah. Isto significou uma grande vitória guerrilheira para a resistência dos povos árabes, em que pese o fato dos sionistas terem matado nesta guerra 1200 civis (dos quais um terço de crianças), além dos milhares de feridos civis e imensas perdas materiais para o Líbano.

O regime colonial e de ocupação militar

Os sionistas aplicam, agora em forma mais redobrada e impune, o apartheid e os ataques aos lugares considerados santos pelo Islã, como a Mesquita Al Aqsa, em Jerusalém; incrementam a detenção de jovens e crianças, autorizando a polícia a disparar, o que tem levado a prática de execuções sumárias. Novas leis israelenses têm autorizado a destruição punitiva de casas dos patriotas que são acusados de “terrorismo”. Centenas de beduínos são expulsos de suas casas e terras, e se tem construído pelos sionistas 340 novos assentamentos judeus na área de Jerusalém, que se somam aos inumeráveis assentamentos já construídos ali e em toda a Cisjordânia. Desde outubro de 2015, foram assassinados mais de 100 palestinos e mais de 100 foram feridos em ações repressivas das forças armadas ou de colonos israelenses.

Fermenta a revolta

Tudo o que relatamos o mais objetivamente possível contribui para gerar um crescente e profundo ódio dessas massas (massas no próprio país imperialista em que vivem, em grandes quantidades procedentes destes mesmos países do Oriente Médio) contra o imperialismo e toda a sua maquinaria de opressão estatal e contra todas essas leis, que são o produto da maior crise imperialista e da maior reacionarização do Estado burguês que vem se dando durante todo esse tempo.

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As massas reagem contra essa política de “lei e ordem”, de “tolerância zero”, da denominada “segurança pública” imperialista dirigida para reprimi-las, porque são pobres, e porque, como tais, significam uma grande ameaça para a velha ordem, para o Estado burguês imperialista.

Isto leva essas massas a desenvolver sua consciência espontânea e, em consequência, se apresenta essa grande disposição para a violência. Isso não é ruim, isso é bom, é o aspecto positivo de tudo o que está acontecendo por aqui e por acolá.

O que está colocado para nós?

Diante disso, o que está colocado é irmos armados do maoísmo ao encontro do movimento de massas, com a nossa ideologia e a política de classe, rechaçando ir à reboque das consignas de guerra imperialista (não só no exterior, senão também no interior).

É necessário denunciar a ocupação militar do país [da França], cuja uma das etapas é o “estado de emergência”. Ir às massas, unir-se a elas, viver com elas e lutar com elas. Só assim será encarnado o maoísmo em seu seio e se estará avançando no caminho da reconstituição do Partido Comunista. Relembrar o que foi dito por Arquimedes na Antiguidade: “Dê-me uma alavanca e moverei o mundo”.

Um ex-combatente do Levante de Judeus do Gueto de Varsóvia contra o genocídio nazista caracterizou o Estado sionista de Israel como “um porta-aviões do imperialismo ianque em meio do oceano dos povos árabes da região”.

São 67 anos de resistência contra a ocupação estrangeira do país, pela libertação nacional dos palestinos, isto é, pela Revolução de Nova Democracia do povo palestino que culminará de todas as maneiras com a Guerra Popular.

O povo palestino se levantou contra a ocupação e o genocídio em luta armada durante todos esses anos, como nas conhecidas Primeira e Segunda Intifadas, luta que não pode ser cessada jamais. Como será também quando chegarem a encarnar o maoísmo e constituírem seu Partido Comunista! Com certeza, não haverá força no mundo que possa deter no caminho da revolução e de sua libertação definitiva.

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