Notas internacionais

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Turquia: regime fascista assassina advogado curdo

No fim de novembro, o advogado Tahir Elçi, reconhecido advogado do povo curdo, foi assassinado quando terminava de dar uma entrevista a jornalistas na frente de uma mesquita na cidade de Diyarbakir/Amed, capital do Curdistão do Norte. O ataque, feito a tiros, foi atribuído por outros advogados e por diversas organizações populares a pistoleiros contratados pelo governo do AKP (Adalet ve Kalkınma Partisi; em português: “Partido da Justiça e Desenvolvimento”). Várias outras pessoas ficaram feridas no ataque e um policial também morreu.

Tahir Elçi, que levou um tiro na cabeça, estava em liberdade condicional. Ele havia sido preso pelo Estado turco sob acusações de “apologia do terrorismo por meio da imprensa” e de ligações com o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), que é classificado como “organização terrorista” pelo gerenciamento — este sim, terrorista — de Recep Tayyip Erdogan.

É o velho Estado turco (que, além de tudo, ora serve de marionete do USA e da União Europeia no tabuleiro das disputas interimperialistas em curso), repetindo o “modus operandi” com que vem aprofundando aceleradamente o seu caráter fascista nos últimos meses e anos. Erdogan adotou a tática de promover os mais sangrentos ataques e atentados para atribuí-los depois a “terroristas”, com o claro fim de tentar criar as condições para agravar cada vez mais a repressão generalizada às massas buliçosas da Turquia (no fim das contas levando para o cenário interno do país a lógica geral da “guerra contra o terror” dos seus patrões ianques e da UE).

Vide a bomba que explodiu no dia 10 de outubro no meio de uma marcha de progressistas na capital Ancara, deixando 128 mortos e duas centenas de feridos — atentado este que teve o mesmo selo de provocação de um outro levado a cabo meses antes em Diyarbakir/Amed, onde agora mais um democrata tombou diante do terrorismo de Estado do gerenciamento Erdogan.

O assassinato de Tahir Elçi, entretanto, só fez multiplicar o ânimo das massas para o enfrentamento com o governo do AKP. Sua morte deu a senha para agigantados protestos em todo o país e milhares de pessoas acompanharam seu funeral, no dia 29 de novembro.


França: décimo aniversário da revolta dos banlieues

Foi realizado, em 21 de novembro, na França, um exitoso encontro internacional para marcar o décimo aniversário da revolta dos banlieues, como são chamados os bairros proletários onde habitam muitos imigrantes e descendentes nos arredores de Paris. A revolta, protagonizada pela juventude marginalizada e oprimida daqueles bairros, eclodiu em novembro de 2005.

O encontro, realizada em Aubervilliers, no norte de Paris, sob a palavra de ordem “Desde a revolta dos subúrbios para a revolução proletária”, foi organizado pelo Bloc Rouge (Unificação Maoísta) e pelo Partido Comunista Maoísta da Itália.

Ocorreram muitas dificuldades para a realização do encontro. A pressão da polícia para que ele não acontecesse se agravou com o Estado de Emergência decretado pelo “socialista” (leia-se, oportunista) François Hollande. O local do encontro precisou ser alterado quando todo o material de convocatória já estava circulando. Não obstante, muitos camaradas compareceram, o local da reunião ficou cheio e foram lidas mensagens de organizações populares de vários países, tudo sob uma atmosfera militante e combativa.

Ressaltou no encontro internacional dos dez anos da revolta dos banlieues que as forças participantes da atividade estão prontas para assumir a responsabilidade de lutar contra os imperialistas e suas guerras, e também a importância do envolvimento dos subúrbios pobres na questão da guerra popular nos países imperialistas.

Decidiu-se que o material do encontro será publicado em breve em três idiomas: francês, inglês e italiano, a fim de alimentar a discussão e a prática revolucionárias em todo o mundo.


Grécia: nova greve geral

As massas trabalhadoras da Grécia levaram a cabo, no último dia 3 de dezembro, a segunda greve geral em menos de um mês contra o arrocho ao mundo do trabalho, que agora é posto em prática, já sem falsos pudores, sem nem mais tapar o nariz, pelo oportunismo travestido de “esquerda radical”.

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