Notas internacionais

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5.350 morreram tentando migrar em 2015

Em 2015 nada menos que 3.770 pessoas morreram afogadas no mar Mediterrâneo enquanto tentavam chegar à Europa partindo da África ou da Ásia, sobretudo de países arrasados pela miséria semeada e pela guerra fomentada pelo imperialismo, incluindo o imperialismo europeu.

O número de mortes de migrantes no Mediterrâneo em 2015 superou com macabra folga de 500 cadáveres o registro de 2014 (3.270 mortes), e responde pela grande maioria dos migrantes mortos em sua jornada “ilegal” em todo planeta, cujo número total em 2015 foi de 5.350. Os dados são da Organização Internacional das Migrações (OIM).

Depois do mar Mediterrâneo, a região do mundo onde mais migrantes perderam a vida foi o Sudeste Asiático: na baía de Bengala, no mar de Andaman e nos litorais da Malásia e Tailândia foram contabilizadas 800 mortes. Outras 330 pessoas morreram no ano de 2015 tentando atravessar, rumo ao norte, a fronteira do México com o USA, onde 2016 começou com a administração Obama desencadeando operações de caça a “ilegais” nos primeiros dias do ano, resultando na prisão de 121 imigrantes nos estados da Geórgia, Texas e Califórnia.

E o ano de 2016 começou assim também: no dia 5 de janeiro, os corpos de 21 migrantes que morreram afogados ao se lançarem à travessia do mar Egeu, rumo à Europa, foram encontrados na costa da Turquia. Entre os mortos, três crianças, o que logo fez lembrar o menino sírio Aylan Kurdi, morto em setembro de 2015 quando tentava cumprir o mesmo trajeto e cujo cadáver, de bruços no quebra-mar de uma praia turca, foi uma imagem que correu o mundo comovendo e indignando as populações do planeta e estimulando vagas de hipocrisia e lágrimas de crocodilo entre as “autoridades” da União Europeia.

Suécia e Dinamarca anunciaram controles de fronteiras anti-imigrantes no raiar de 2016. E a “chanceler” do Estado alemão, Angela Merkel, que em 2015 foi incensada à condição de grande amiga de estrangeiros, acaba de receber da burguesia alemã o cálculo de quantos refugiados eles precisam por ano para equilibrar a demanda por força de trabalho menos custosa e mais vulnerável à precariedade: 200 mil por ano.

“Nada mais do que isso, e acho que já é demais”, vociferou Horst Seehofer,  líder do partido União Social Cristã da Baviera e aliado de Merkel.


Turquia: mais um atentado para justificar a repressão

No dia 12 de janeiro um homem sírio explodiu-se bem no centro histórico e turístico da cidade de Istambul, na Turquia, matando, além de si próprio, dez turistas alemães. A Turquia tem um histórico recente de atentados atribuídos a “terroristas” que na verdade foram perpetrados pelo regime fascista do AKP, que tem à frente o facínora Erdogan, visando criar as condições para a manutenção e agravamento da feroz repressão instaurada naquele país. Entre esses atentados está o de 10 de outubro de 2015, na capital Ancara, que vitimou 128 democratas durante uma marcha popular, deixando ainda mais de 200 feridos. Ao que tudo indica, mais este ataque na Turquia teve o mesmo selo de provocação dos anteriores, mesmo que tenha sido de fato executado pelo Estado Islâmico dadas as relações nebulosas do regime do AKP com esta famigerada organização posto que nas 24 horas subsequentes ao atentado as forças de repressão turcas prenderam quase 70 pessoas sob a acusação de “terrorismo”, entre eles três cidadãos russos. Na próxima edição de AND vamos abordar de forma mais aprofundada a situação política na Turquia.

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