Notas da América Latina

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Equador: vencer as dificuldades da luta por salário digno!

A Frente de Defesa das Lutas do Povo (FDLP) do Equador, que luta pela Revolução de Nova Democracia neste país, divulgou nota em meados de dezembro último denunciando as manobras e os conchavos do gerenciamento Rafael Correa e da grande burguesia local para sabotar as fortes demandas do povo equatoriano por aumentos salariais reais para toda a massa trabalhadora, castigada e vulnerável por causa do aumento do desemprego em função da crise, de um lado, e pelas imensas dificuldades que o gerenciamento oportunista coloca no caminho das lutas classistas, do outro. Diz um trecho da nota:

“Hoje, no Equador, os trabalhadores assalariados assistimos como o regime [de Rafael Correa], as câmaras de produção, os representantes dos bancos, empresários, ou seja, como as classes dominantes têm levado a cabo uma série de reuniões, discussões, foros, etc., etc., que tratam sobre de quanto deveria ser o aumento do salário básico unificado.

Poderíamos resumir dessa maneira os pontos desses encontros:

- Os entendimentos sobre o novo salário se dão entre membros do regime e empresários (eventualmente com a participação de dirigentes de centrais sindicais entregues à burguesia e ao governo).

- O impacto que o aumento do salário possa ter na economia. Dito de outra maneira, no impacto que ele possa vir a ter sobre as taxas de lucro da burguesia e no ajuste das contas públicas urdido pelo regime fascista.”

A nota da FDLP ressalta que a condição extrativista, exportadora, desindustrializada e dependente do país sequer dá margem de manobra para o Estado se movimentar no sentido de absorver a força de trabalho desempregada, ainda menos quando as receitas do Estado com o petróleo caíram de US$ 1,4 bilhão em 2014 para US$ 200 milhões em 2015. A tudo isso se soma o aparato repressivo alinhavado pelo velho Estado equatoriano:

“A imprensa burguesa de 14 de dezembro do ano em curso [2015] elenca as diferentes acusações que pode enfrentar um manifestante que se posicione contra as medidas anti-trabalhadores do regime: ataque e resistência, paralisação dos serviços públicos, incitação à discórdia, posse de armas (não importa se é um pedaço de pau ou uma pedra, etc.), danos à propriedade alheia, desacato à polícia, tentativa de assassinato de policiais, conspiração, rebelião, subversão, sabotagem, terrorismo (basta utilizar fogos de artifício para ser considerado terrorista)... e a lista continua. As penas, é claro, são pesadas. Jovens acusados de sabotagem por atirar pedras em prédios públicos podem pegar de 5 a 7 anos de cadeia, mais pena pecuniária.

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