Miremo-nos no exemplo do comitê de apoio de Jaru

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No último dia 3 de janeiro, o Facebook do AND recebeu do Comitê de Apoio da cidade de Jaru, em Rondônia, um informe contendo um ‘Relato de vendas nos comércios e brigada do jornal AND em Jaru’ com o seguinte teor:Nos dias 30 e 31 de dezembro de 2015[destaque nosso], o Comitê de Apoio ao Jornal AND de Jaru e região organizou várias atividades. O Comitê de Apoio ao AND de Jaru, somando forças com apoiadores do jornal e ativistas da Liga dos Camponeses Pobres fizeram uma agitada brigada de divulgação com megafone e distribuição dos jornais de edições anteriores na rodoviária dos colonos, que atende a camponeses da zona rural de Jaru. Também foi feita venda do jornal de comércio em comércio, na feira desta rodoviária e ruas próximas”.

E, mais adiante: “Antes destas atividades fizemos uma reunião de estudo da edição nº 163. Três companheiros leram e debateram o editorial (chamando a rechaçar a politicalha e lutar pela Revolução Agrária) e a matéria da página 3 (destacando o encerramento do ciclo do embuste do Partido Único). Nos dois dias, depois das vendas e divulgação, fizemos reuniões rápidas de balanço. Avaliamos que apesar das poucas vendas, as atividades foram muito exitosas, porque divulgamos para dezenas de pessoas o jornal e as notícias mais recentes das lutas do povo. Não nos deixamos abater, persistimos no trabalho e conseguimos superar as dificuldades que encontramos”.

Chamou-nos a atenção esta atitude revolucionária pelo fato de que foi realizada em pleno final de ano, época em que o capitalismo transforma a maior data do mundo cristão e a passagem do ano velho para o ano novo em um verdadeiro festival de consumismo, no qual a muitas das pessoas se deixa levar pelo clima de alienação e de total relaxamento.

Não nos surpreende, entretanto, que este belo exemplo venha do movimento camponês. Numa atitude em total consonância com o editorial da edição 163, como está colocado acima, os companheiros de Jaru, empunhando a arma da imprensa popular e democrática, se dirigiram às massas camponesas para propagandear a necessidade da Revolução Agrária. Revolução cuja força principal é o campesinato e a força dirigente o proletariado, mas que para avançar e triunfar necessita da existência do autêntico Partido Revolucionário do Proletariado para forjar a estratégica aliança operário-camponesa, núcleo da frente de classes oprimidas, que integram ademais destas a pequena e média burguesias; que liquidará o latifúndio entregando parcelas de terra aos camponeses pobres sem terra ou com pouca terra e expropriará a grande burguesia e o imperialismo, executando o programa democrático e popular que abrirá caminho para a imediata passagem ao Socialismo.

A luta revolucionária não tira férias

Os oportunistas e revisionistas em sua diluição permanente procuram passar a ideia de que nestes períodos os militantes e ativistas devem dar pausa em suas atividades, relaxando, assim, a vigilância e a luta. Ao invés de serem exemplos para o avanço das massas, combatendo a alienação, postam-se a reboque das massas mais atrasadas, submetidas quase indefesas ao bombardeio dos monopólios de comunicação.

Logo a seguir aos festejos de fim de ano, vem aí o chamado período carnavalesco, quando, principalmente, nas grandes cidades a palavra de ordem é entregar-se à esbórnia.

Os revolucionários, que lutam por uma nova política e nova cultura, não podem se deixar contaminar por este clima de ilusões. Isto não significa ter que se isolar totalmente da família, dos amigos e vizinhos, e não fazer celebrações, mas buscar, com sua conduta, ser um agente da elevação cultural das massas e não um promotor de sua degeneração. Para isto já basta a ação dos que se batem por mantê-las na ignorância e na ilusão.

Saudando os companheiros de Jaru, aproveitamos a oportunidade para saudar a Juventude Combatente de São Paulo e Goiás que, neste período, manteve a ocupação das escolas, e de Manaus, que se solidarizou com trabalhadores expulsos de um terreno ocupado naquela cidade.

É assim que a Revolução avança e é assim que se forjam os revolucionários.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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