Refugiados: dez mil crianças desaparecem na Europa

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Aos crimes contra os povos perpetrados pelas potências imperialistas da Europa, o complemento óbvio é o crime comum perpetrado por facínoras sem status de “chanceler” ou “primeiro-ministro” contra as massas migrantes que tentam ingressar no continente europeu na condição de refugiados — especialmente contra as suas parcelas mais vulneráveis.

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Não obstante, partiu da Europol, o Serviço Europeu de Polícia, o alerta de que pelo menos 10 mil crianças migrantes não acompanhadas por seus país ou outros responsáveis desapareceram depois de chegarem à Europa e serem registradas em vários países do continente, fazendo a ressalva que essa pode ser uma “estimativa conservadora”, e que o número real pode ser muito maior.

O chefe da Europol, Brian Donald, disse que estas crianças provavelmente estão sendo vendidas como escravos sexuais ou escravos comuns. Sabe-se até agora que cinco mil crianças migrantes desapareceram na Itália, uma das principais portas de chegada de refugiados à Europa. Outras mil, entretanto, sumiram quando já estavam na Suécia, no extremo norte do continente, onde além do mais, um vídeo que circula pela internet mostra um grupo de dezenas de fascistas atacando adolescentes refugiados sírios.

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Com o chamado “empreendedorismo” alçado à condição de nova tábua de salvação do imperialismo, não surpreende que milhares de crianças africanas e asiáticas se tornem matéria-prima para uma “nova e sofisticada organização criminosa pan-europeia” que identificou nos refugiados o seu nicho de mercado.

Muitas crianças, entretanto, e como já se sabe a tempos, desaparecem da vida sob as águas do mar Negro, do mar Mediterrâneo e de outras águas, em meio às dificuldades cada vez maiores impostas pelos Estados europeus à chegada de refugiados. Apenas dois dias antes do alerta da Europol, pelo menos 39 pessoas, incluindo várias crianças, afogaram-se durante a travessia do mar Egeu, entre a Turquia e a Grécia.

O primeiro mês do ano terminou com cerca de 300 deserdados da terra mortos no mar ao tentarem não ser pegos antes de pôr os pés na Europa.

Enquanto isso, os chefes políticos dos países europeus se unem cada vez mais em esforços dignos dos anos mais negros do fascismo no continente para lidar com as massas de migrantes. A Dinamarca, por exemplo, aprovou o confisco de bens de migrantes que entram no país na condição de refugiados, e aumentou de um para cinco anos o tempo mínimo de espera para que um estrangeiro nessa condição possa trazer um parente, mesmo que seja uma criança. No Reino Unido, uma empresa contratada pelo Estado para garantir comida aos refugiados obrigou-os a usar uma espécie de pulseira de identificação se quisessem comer.

Uma organização britânica de “defesa dos Direitos Humanos nos negócios”, a Business & Human Rights Resource Center (BHRRC) denunciou  que na Turquia, hoje, já há crianças sírias refugiadas trabalhando em condições ilegais e degradantes em fábricas têxteis que abastecem grandes grifes de roupas europeias, afirmando ainda, a BHRCC, que muitos podem estar sofrendo abusos sexuais. Estima-se que atualmente entre 250 mil e 400 mil refugiados sírios trabalham em condições sub-humanas na Turquia, onde a União Europeia despeja rios de dinheiro para seu “acolhimento”.

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