Lutas de libertação nacional

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Iraque: destruição em massa após 13 anos de invasão pelo USA

Neste mês de março de 2016 completaram-se 13 anos desde o início da criminosa invasão do Iraque — antes soberano, estável e unido contra o imperialismo — pelas forças armadas do USA e das potências da União Europeia, sobretudo da Grã-Bretanha.

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Resistência não deu um único dia de trégua aos invasores do USA

A invasão do Iraque é um dos maiores crimes contra a humanidade perpetrados pelo imperialismo — e em meio ao longo histórico de massacres levados a cabo para abrir caminho aos monopólios —, não obstante cometido em nome da “liberdade” e da contenção à “destruição em massa”, sendo esta última justamente a especialidade maior, característica suprema, da luta encarniçada pela repartilha do mundo entre as potências chafurdadas na crise geral e sem fim, contexto em que a invasão do Iraque se insere.

Nestes 13 anos, mais de um milhão de iraquianos foram assassinados pelo imperialismo, seja pelas bombas e balas assassinas, seja pela tortura nas prisões e masmorras clandestinas, seja em consequência da ação de armas químicas, dos ferimentos ou da fome. Instalado no Iraque, o USA destruiu diretamente (ou patrocinou a destruição de) tudo o que permitia às classes trabalhadoras do país as condições para uma vida de mínima dignidade. Milhões de iraquianos estão confinados em campos de refugiados em condições desumanas, padecendo na miséria.

O Tribunal Mundial do Iraque (TMI) — organização internacionalista de solidariedade ao povo e à resistência iraquiana composta por ativistas de diversos países — denunciava já em 2012, no documento “Os efeitos da guerra suja”, que o número de iraquianos assassinados pela agressão imperialista desde 2003 era mais de um milhão. O artigo cita que investigadores do TMI de origem britânica e suíça constataram que a maioria dos assassinatos de iraquianos era consequência de armas de efeitos indiscriminados, como explosivos e bombas aéreas, e que áreas densamente povoadas, como o Arab Jabour (nos arredores de Bagdá), foram sujeitas a intensos bombardeios. Em janeiro de 2008, por exemplo, “50 toneladas de explosivos foram lançadas sobre a povoação em 10 dias. Toda a zona foi completamente apagada do mapa. Os aldeões tiveram que desenterrar os corpos dos escombros com as próprias mãos” — cita o documento.

Infelizmente, o TMI, que foi fonte para vários artigos de nosso jornal em edições anteriores, não atualiza suas publicações na internet desde agosto de 2013. Recomendamos a leitura de seus artigos e publicações que podem ser encontrados em tribunaliraque.info.

Entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2015, segundo dados tabulados pelas agências internacionais de notícias e organizações dos chamados direitos humanos, 16 mil pessoas foram mortas no Iraque.

E quando se fala em carnificina diária naquele país, não é mera força de expressão: no dia 21 de fevereiro, foram anunciadas 19 mortes atribuídas a “explosões de carros-bomba”; no dia 20 de fevereiro foram 39; no dia 19, outros 13 mortos; no último 18 de fevereiro, 40 mortos; 35 pessoas morreram no dia 17 e 15 no dia 16. Já em março, 55 pessoas foram mortas no dia 2, e 75 no dia 6, quando um caminhão-bomba explodiu nos arredores de Bagdá. E assim, até o fechamento desta edição de AND, os corpos só de civis que podem ir para a conta do imperialismo no Iraque já beirava a casa dos 2.500 apenas neste ano de 2016.

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A luta de libertação do povo iraquiano ante o invasor imperialista e ante a carnificina à qual a invasão o condenou, impôs, desde 2003, 4,8 mil baixas aos agressores. O podre monopólio das comunicações esconde criminosamente os assassinatos e crimes de guerra cometidos pelos ianques. Quando populações inteiras são massacradas pelos bombardeios e ações genocidas do imperialismo, não há sangue, não há rostos de homens, mulheres, velhos e crianças destroçados, somente números e menções aos “fundamentalistas” e “terroristas”. Mas quando um invasor assassino é aniquilado pela justa resistência, se dá contornos dramáticos, mostra-se viúvas chorando e corpos voltando em sacos pretos sendo recebidos com honrarias.

A vitória rápida que o arrogante genocida George W. Bush esperava transformou-se num atoleiro para o imperialismo ianque do qual ele jamais saiu e jamais sairá. A agressão, continuada e aprofundada por Obama, não logrou os objetivos do imperialismo e mergulhou o Iraque na mais brutal miséria. Mas não há um dia sequer de trégua ao invasor. Ainda carente de uma direção proletária que seja capaz de unir as diferentes forças que compõem a resistência e dar-lhe maior consequência, o povo iraquiano se bate nas mais duras condições enfrentando com bravura indômita o exército “mais poderoso do mundo”. Sua resistência heroica é um exemplo resplandescente para os revolucionários e democratas em todo o mundo.


Afeganistão: 2015 foi o ano mais sangrento da invasão ianque

Confirmando mais uma vez que o imperialismo ianque de fato está, sob o comando de Obama, em sua fase mais mortífera, a Missão de Assistência das Nações Unidas (UNAMA) informou, em fevereiro, que o ano de 2015 foi o que teve mais mortos e feridos no Afeganistão, país ocupado pelo USA há 14 anos, desde o início desta primeira invasão da chamada “guerra contra o terror”.

No ano passado mais de 3.500 pessoas foram mortas, vítimas da violência resultante da invasão e ocupação imperialistas. Pelo menos outras 7.500 pessoas ficaram feridas. Muitas delas mutiladas.

O amplamente alardeado ataque “por engano” da “coligação internacional” ao hospital da organização Médicos Sem Fronteira, em outubro do ano passado, resultou em 42 mortos e 43 feridos. Ou seja: “apenas” uma pequena parcela de um banho de sangue que é muito, muito maior, sempre sob o selo do projeto de hegemonia global do USA.

“O custo real destes números é medido nos corpos mutilados de crianças, as comunidades que têm de viver com as perdas, o sofrimento dos colegas e parentes, as famílias que têm de se virar sem um chefe de família, os pais aflitos com a morte das crianças, as crianças que sofrem com os pais perdidos […] estas são as verdadeiras consequências dos atos descritos neste relatório”, ressaltou o representante da UNAMA que apresentou o documento.

O USA mantém hoje cerca de 10 mil soldados no Afeganistão. Em vez da retirada gradual das tropas prometida por Obama, o general ianque que chefia a missão da Otan no país, John F. Campbell, disse recentemente que Washington na verdade ordenou o início de uma ofensiva mais ampla no território afegão, a título de “combater o crescimento do Estado Islâmico naquela região do mundo”.

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