50 anos da Grande Revolução Cultural Proletária

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“Não há que esquecer jamais a luta de classes”

Nota do Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo: Dando continuidade a série de publicações em celebração aos 50 anos da Grande Revolução Cultural Proletária (GRCP) na China — deflagrada em maio de 1966 e dirigida pelo Partido Comunista da China (PCCH), sob a chefatura de Mao Tsetung — publicamos extratos do Derrotero de la revoluión china, documento do Partido Comunista do Peru (PCP), datado de outubro de 1977. Este importante roteiro cronológico da Revolução Chinesa assinala os principais acontecimentos e lutas ideológicas que a marcaram, desde a Revolução de 1911 e a derrubada da dinastia Ching, até o ano de 1976, marcado pela morte do Presidente Mao Tsetung, sucedida pelo golpe contrarrevolucionário revisionista de Hua Kuo-feng. Ateremos-nos aqui ao período que compreende as tormentosas lutas que antecederam e prepararam o caminho para a GRCP até o ano de 1976.

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Cartaz com a consigna “Eliminar os quatro velhos”: velhos costumes, velha cultura, velhos hábitos e velhas ideias

Preparação da Grande Revolução Cultural Proletária

1962

Janeiro – O presidente Mao alerta contra o “surgimento do revisionismo no Comitê Central (CC)”.

Setembro – X seção plenária. O presidente Mao planteia a linha fundamental para a etapa do socialismo: “A sociedade socialista cobre uma etapa histórica bastante longa. Durante a etapa histórica do socialismo, ainda existem classes, contradições de classe e luta de classes: existe a luta entre o caminho socialista e capitalista e existe o perigo da restauração capitalista. É preciso compreender quão longa e complicada é essa luta. É imperativo elevar nossa vigilância. É necessário realizar a educação socialista. É necessário compreender e tratar de maneira correta o problema das contradições de classe e da luta de classes e distinguir acertadamente as contradições entre nós e o inimigo e as existentes no seio do povo e trata-las de maneira correta. De outro modo, um país socialista como o nosso se converterá no seu contrário, degenerará e se produzirá a restauração”. E lança o chamamento de “não há que esquecer a luta de classes”.

1963

Maio – O CC elabora a “decisão de 10 pontos” sobre o Movimento de Educação Socialista. O Presidente Mao diz que se se abandonar a luta de classes se produziria “fatalmente uma restauração contrarrevolucionária em escala nacional, o partido marxista-leninista se transformaria em partido revisionista ou fascista e toda a China mudaria de cor”. Chiang Ching encabeça a Revolução na arte e literatura na Ópera de Pequim e outros ramos artísticos.

Junho – o PCCh publica o documento de ‘25 pontos’ na Grande polêmica contra o revisionismo contemporâneo.

1964

Desvio “esquerdista” de Liu Shao-chi contra o Movimento de Educação Socialista aplica a linha reacionária burguesa contra os quadros.

Julho – O PCCh planteia 15 questões sobre conjurar a restauração no documento ‘Acerca do falso comunismo de Kruschov e suas lições históricas para o mundo’.

Dezembro – Na ‘Decisão de 23 pontos’ do CC, Mao planteia: “O alvo principal do movimento atual são aqueles elementos com poder seguidores do caminho capitalista dentro do Partido”.

1965

A grava-se a campanha mundial anti-China lançada pelo imperialismo e pelo revisionismo. USA expande sua agressão no Vietnã e ameaça a China com a guerra.

Março – O governo chinês proclama que derrotará o imperialismo se ele agredir a China. O EPL (Exército Popular de Libertação) combate a linha militar burguesa que difunde Luo Yui-ching,  chefe do Estado Maior do EPL. Reafirma seu caráter popular e se prepara como respaldo da GRCP.

Grande Revolução Cultural Proletária da China

Antecedentes da GRCP

1965

Maio – O Presidente Mao escreve: Nada é impossível no mundo para quem se atreve a escalar as alturas em seu poema ‘Retorno às montanhas Chingkang’.

Setembro – O Presidente Mao inicia a crítica ao drama ‘A destituição de Jai Yui’.

Novembro – Yao Wen-yuan publica em Shangai um artigo contra o drama mencionado.

1966

Fevereiro – Chiang Ching conduz em Shangai um fórum sobre arte e literatura no EPL.

Peng Cheng, sequaz de Liu Shao-chi, publica um “informe esquemático” usurpando o nome do CC para reprimir a Revolução Cultural.

Maio – O Presidente Mao dá sua instrução de 7 de maio.

Se publicam artigos importantes como ‘Não há que esquecer jamais a luta de classes’ e ‘Sobre a Aldeia das Três Famílias’.

Desenvolvimento da GRCP

Mobilização dos guardas vermelhos

Maio – O CC aprova a ‘Circular de 16 de maio’ que assinala o rumo da GRCP. Ali, o Presidente Mao indica: “Os representantes da burguesia que se infiltraram no Partido, no governo, no exército e nos diversos setores culturais são um grupo de revisionistas contrarrevolucionários que tomarão o poder e converterão a ditadura do proletariado em ditadura da burguesia quando lhes for apresentada a oportunidade”.

Maio - No dia 28, o CC reorganiza o Comitê Municipal do Partido de Pequim, verdadeiro feudo de Peng Cheng, que é derrubado junto com os revisionistas Shu Ping-yi, Cheu Yang (que controlavam a propaganda do Partido) e Luo Yui-ming.

Junho – No dia 1º, o Presidente Mao faz publicar em todo o país o “primeiro dazibao marxista-leninista” escrito por rebeldes revolucionários da Universidade de Pequim. Animados por isto, crescem as organizações dos guardas vermelhos.

No dia 6, estudantes secundaristas pedem ao CC para transformar o sistema educativo.

No dia 13, o CC ordena suspender as aulas por seis meses para que os estudantes tomem parte na GRCP e para transformar radicalmente o sistema educativo.

Durante mais de 50 dias, Liu Shao-chi e Teng Siao-ping reprimem as massas estudantis e enviam “equipes de trabalho” para entravar a GRCP.

Agosto – No dia 5, o Presidente Mao publica seu dazibao ‘Canhonear o quartel general’.

No dia 8, a XI Seção Plenária do CC aprova a ‘Decisão de 16 pontos sobre a GRCP’, que planteia: “Nosso objetivo atual é aplastar mediante a luta aos que ocupam postos dirigentes e seguem o caminho capitalista. Criticar e repudiar as ‘autoridades’ reacionárias burguesas no campo acadêmico. Criticar e repudiar a ideologia da burguesia e demais classes exploradoras e transformar a educação, a literatura e a arte e os demais domínios da superestrutura que não correspondem com a base econômica do socialismo afim de facilitar a consolidação e desenvolvimento do sistema socialista”.

O Presidente Mao escreve uma carta aos guardas vermelhos. Os recebe em oito ocasiões na Praça Tien An Men. Reúne-se, no total, com 13 milhões de jovens combatentes que logo se lançariam a propagar as chamas da GRCP em todas as cidades e aldeias do país.

Setembro – A direita trata de dividir as massas e lançá-las umas contra as outras. Lança a contracorrente de inverno de 1966 e primavera de 1967 para reabilitar Liu Shao-chi. Desata o economicismo contrarrevolucionário, promove greves e gasta os fundos do Estado para impedir a GRCP.

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A classe operária e a “Tormenta de Janeiro”

Início da tomada do Poder. Campanha de crítica e repúdio à linha revisionista de Liu Shao-chi

1967

Janeiro – A classe operária de Shanghai se levanta contra os dirigentes revisionistas encastelados no Comitê Municipal do Partido e cria suas organizações rebeldes revolucionárias. No dia 6, toma os jornais diários de Shangai e, desde ali, desmascara os dirigentes revisionistas e sua linha economicista.

No dia 9, tomam o Poder na cidade e emitem um Comunicado Urgente.

No dia 11, o Comitê Central lhes envia uma mensagem de saudação.

O proletariado e as massas da cidade logram ganhar o campesinato revolucionário para aplastar o intento de lançar uns contra os outros por motivos de economicismo. Seguindo as orientações do Presidente Mao, encabeçaram estas lutas: Chang Chun-Chiao, Yao Wen-yuan e Wang Jung-wen.

O presidente Mao, logo após dirigir essa luta, sintetiza e lança o chamamento: “Revolucionários proletários, uní-vos para arrebatar o Poder do punhado de dirigentes seguidores do caminho capitalista dentro do Partido”. Ademais, combate as tendências errôneas no movimento da GRCP (ultrademocratismo, individualismo e anarquismo) e chama a aderir a disciplina revolucionária proletária.

Fevereiro – O Presidente Mao planteia que descobriu o meio de continuar a Revolução sob a ditadura do proletariado: “Mobilizar as amplas massas de maneira aberta em todos os terrenos e de baixo até em cima para expor nosso lado obscuro”. Este meio era a Grande Revolução Cultural Proletária.

Abril – Se desenvolve a campanha de crítica e repúdio a linha revisionista de Liu Shao-chi. Se publicam artigos sobre as diferentes frentes.

Junho – A direita lança um vento reacionário, criam distúrbios.

Dezembro – Até o final de 1968 se havia recuperado o Poder em metade do país.

Culminação da tomada do Poder. Expulsão de Liu Shao-chi

Sistematização da GRCP

1968

Continua a campanha de crítica e repúdio e se desenvolve a luta-crítica-transformação em escala nacional. A classe operária assume a direção dos centros docentes.

Abril – Vento revogatório dos vereditos sobre a contracorrente.

Setembro – Se conclui a tomada do Poder com o restabelecimento dos comitês revolucionários do Tibet e Sin chiang.

Outubro – A XII Seção Plenária do CC expulsa para sempre Liu Shao-chi do PCCh.

1969

Abril – O IX Congresso do PCCh sistematiza a GRCP e celebra a grande vitória obtida sobre a linha revisionista contrarrevolucionária de Liu Shao-chi. Se reconhece o Pensamento Mao Tsetung como o marxismo-leninismo da época atual.

Continuação da GRCP

1969

Luta contra a camarilha antipartido de Lin Piao.

Abril – Lin Piao, em conluio com Chen Po-ta, elaboraram um esboço de informe político para o IX Congresso no qual negam que a contradição entre o proletariado e a burguesia é a principal e promovem a teoria das forças produtivas.

1970

Em agosto, na II Seção Plenária do IX Comitê Central, a camarilha antipartido montou um abortado golpe de Estado.

1971

Esta camarilha desencadeou um golpe de Estado armado contrarrevolucionário e tentou assassinar o Presidente Mao.

1973

Congresso do PCCh reafirma a linha do Partido e aponta o aplastamento da camarilha antipartido de Lin Piao. Se inicia uma luta contra Lin Piao e Confúcio. Porém, a direita havia avançado e recuperava posições e, neste evento, reaparece do sinistro Teng siao-ping.

1975

Teng Siao-ping, agora vice primeiro-ministro, desata um vento revogatório nos círculos educativos, tecnológicos e culturais contra os justos vereditos da GRCP. Se inicia uma luta contra o vento direitista.

1976

Se desata forte luta contra o vento revogatório direitista.

Abril – Incidente contrarrevolucionário de Tien Na Men. O CC destitui Teng Siao-Ping. Luta contra o programa geral de Teng Siao-ping.

Maio – 10º aniversário da GRCP.

Setembro – Morte do Presidente Mao Tsetung.

Outubro – Golpe anticomunista de Hua Kuo-feng.

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