Lutas de libertação nacional

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Palestina: liberdade para os presos políticos!

Em meados de março, sete rapazes palestinos com idades entre 14 e 17 anos de idade foram condenados à prisão pelas instâncias judiciárias de Israel fascista por atirarem pedras contra patrulhas das forças de repressão do sionismo. Atirar pedras, ou seja, resistir de forma justa e com o que se tem à mão às violências e humilhações cotidianas a que esse inquebrantável povo é submetido, é mais que um direito: isto é compreendido nos territórios ocupados e achacados como um dever da juventude palestina, ainda mais neste contexto da Terceira Intifada.

E é precisamente no intuito de tentar dobrar, intimidar essa altiva juventude palestina que o Estado de Israel avança com a criminalização de todo e qualquer ato que configure resistência à opressão, cada vez mais feroz instaurada na Palestina invadida. A organização internacional Adamir, dita “de defesa dos direitos humanos”, dá conta de que o número de jovens palestinos encarcerados nas masmorras de Israel pelo “crime” de não baixarem a cabeça ante os agentes das forças de repressão do sionismo triplicou nos últimos meses, sendo hoje de cerca de 450 crianças e adolescentes trancafiados.

Ao todo, mais de sete mil palestinos estão hoje presos por Israel por resistirem à ocupação e ao genocídio sionistas. Cerca de 10% desses palestinos presos sequer enfrentam uma acusação formal. São aproximadamente 700 pessoas que, além de terem sua terra roubada, sua dignidade atacada e suas vidas ameaçadas, ainda foram trancafiadas pelo inimigo sob o instituto da “prisão administrativa”, herdado por Israel da colonização britânica da Palestina, e que consiste em um regime extrajudicial que permite a detenção de árabes sem julgamento ou acusação por um período de seis meses, porém renováveis indefinidamente. A maior parte dos cerca de 700 palestinos hoje sob “prisão administrativa” foi presa desde o início da Terceira Intifada.

Um desses presos políticos é Mohammed al-Qeq, um combativo jornalista palestino de 33 anos de idade que foi sequestrado e atirado ao xadrez pelas forças de repressão de Israel porque atuava como analista político em órgãos de comunicação ligados ao Hamas, partido de massas que lidera a resistência do povo palestino, na Faixa de Gaza, e que, não obstante é classificado como “organização terrorista” por Israel e pela “comunidade internacional”.

Mohammed al-Qeq encerrou no fim de fevereiro uma greve de fome que durou 94 dias, e que foi sustentada justamente contra sua condição de “preso administrativo”, preso político do sionismo. O jornalista palestino só pôs fim à greve após receber garantia de Israel não exatamente de sua libertação, mas de que sua situação seria revista assim que ele se recuperasse. A greve de fome de Mohammed al-Qeq foi uma das mais longas já registradas entre presos políticos palestinos, e ganhou grande repercussão mundial, obrigando Israel fascista a fazer o que a crônica da imprensa pró-sionista costuma chamar de “concessões”.

Poucos dias após o fim da vitoriosa greve de fome deste combativo jornalista, porém, as forças de repressão de Israel invadiram e fecharam um canal de televisão palestino sediado na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, tendo feito ainda, o sionismo, mais um preso político: o diretor da emissora, acusado de “incitar a violência”. O fechamento do canal Falestine al-Yom (A Palestina de Hoje) foi a primeira operação do exército de Israel sob a égide da administração do facínora Netanyahu, uma semana antes do anúncio de um “endurecimento” com os meios de comunicação palestinos. Bicho acuado pela Terceira Intifada, Israel recorre a um incremento dos aparatos de dominação e opressão das massas palestinas. É o que lhe resta, ainda que este incremento só faça avolumar o ódio ao dominador e signifique, assim, mais uma pá de terra cavada na sepultura do sionismo.

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