Terroristas são o velho Estado e seus gerentes

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Parece não ter fundo o poço em que afunda o atual gerenciamento de turno do velho Estado semifeudal e semicolonial brasileiro, encabeçado pelos oportunistas eleitoreiros de PT, pecedobê e cia.

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A sanção por Dilma Rousseff, no último dia 16 de março, da chamada “lei antiterror” é mais um ingrediente na imensa crise política, já que se soma a outras tantas medidas antipovo que comprovam que o gerenciamento do oportunismo nada tem de “esquerda” ou “popular”.

Sintomaticamente da putrefação em que se encontra todo o sistema de poder e de governo, a aprovação da lei antiterror no senado, semanas antes da sanção de Dilma, marcou uma afinação perfeita entre a situação e a “oposição”, que no mesmo dia também aprovou a desnacionalização do pré-sal, a grande bandeira ufanista do PT em campanhas eleitorais.

Tratando do texto em si, Dilma vetou alguns artigos aprovados pelo senado, por serem muito “amplos e vagos” e ensejarem “penas injustas”. O congresso, entretanto, pode derrubar esses vetos e devolvê-lo ao texto originalmente aprovado, uma geringonça apresentada pelo PT e emendada pelo PSDB.

Em suma, mesmo constando do texto que “movimentos sociais” não estarão sujeitos a essa lei, é do conhecimento de todos que este é um conceito que se aplica especificamente aos movimentos chapa-branca ou àqueles que fazem uma oposição domesticada ao governo.

A institucionalização do fascismo

Nenhuma novidade. O jornal A Nova Democracia tem afirmado que a aprovação desta lei nada mais é que a institucionalização do fascismo praticado pelo velho Estado brasileiro. Vem se somar a um imenso arcabouço jurídico criminalizador da pobreza e das lutas populares.

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E quando o Estado não pode invocar as leis, sempre há um policial disposto a impor a pena capital nas favelas e bairros proletários das cidades grandes e pequenas Brasil afora.

E o que dizer dos 23 ativistas populares presos e perseguidos políticos das manifestações de 2013 e 2014, que até hoje respondem por crimes “comuns” como formação de quadrilha, porte de arma, dano ao patrimônio, etc?

Sobretudo, aos defensores da velha ordem e atuais apologistas do Estado democrático de direito vem bem a calhar uma legislação que enquadre qualquer movimento contra o establishment que use recursos diferentes da sabujisse habitual e dos métodos do oportunismo eleitoreiro, já que foi mesmo nas jornadas de protesto popular de 2013 que se desvendou uma força ainda muito desorganizada, mas que representa a grande novidade na política nacional, a Juventude Combatente fora do controle de qualquer sigla do Partido Único.

É sobretudo contra essa juventude que se dirige mais essa legislação antipovo.

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