Companheiro Clodomir Morais, presente na Luta!

No dia 24/3, faleceu o professor Clodomir dos Santos Morais, aos 87 anos.

Clodomir nasceu na Bahia e formou-se em Direito no Recife (PE). Foi um dos fundadores das Ligas Camponesas, no final dos anos 50, junto a Francisco Julião. Foi perseguido pelo regime militar fascista, preso e torturado. Por 15 anos,  teve seus direitos políticos cassados e conheceu o exílio. No entanto, durante todo esse período, foi conselheiro regional da ONU para a América Latina em assuntos da reforma agrária e desenvolvimento rural. Ajudou a formular projetos de reforma agrária em vários países, tendo sido Conselheiro Regional da América Latina para Organização e Capacitação Camponesa para Reforma Agrária. 

Desenvolveu atividades nas universidades de Rostock e Berlim, na Alemanha, onde concluiu seu doutorado em Sociologia. Em Wisconsin, no USA, como em várias universidades de países da América Latina, trabalhou como professor conferencista.

A partir de sua experiência de militante, desenvolveu e ministrou cursos de capacitação aplicados em quatro continentes, constituindo-se em grande instrumento para a organização dos movimentos populares.

Em abril de 2010 celebrou-se, em Goiânia, a reunião ampliada da Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres (LCP). O encontro de gerações do movimento camponês combativo prestou significativa homenagem aos velhos combatentes da causa camponesa.

Como um dos homenageados, o professor Clodomir de Morais ressaltou:

Essa homenagem serve a cada um desses companheiros que lutaram e entregaram suas vidas na luta pela terra. É uma satisfação rever aqui companheiros tão importantes, companheiros que iniciaram esse caminho que hoje vocês estão fazendo. As mesmas bandeiras pelas quais lutávamos há 50 anos são exatamente as mesmas defendidas tão bem por vocês aqui hoje. Isso não significa que a luta tenha parado 50 anos, mas as pendências são as mesmas, e o caminho para a sua solução é esse, dessa Revolução Agrária que vocês defendem. Essa era e é a nossa bandeira.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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