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Índia: Estado genocida realiza ataques aéreos em áreas tribais

O Comitê Zonal Especial de Dandakaranya do Partido Comunista da Índia (Maoísta) emitiu um comunicado de imprensa em 6 de abril intitulado Lutar contra os ataques aéreos sobre Bastar!’. Tal comunicado relata que, nos últimos seis meses, helicópteros de guerra MI-17 vêm praticando exercícios de tiro e bombardeio em Sukuma, Dantewada e Bijapur, em Bastar do Sul, estado de Chhattisgarh.

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Guerrilheiras maoístas do EGPL

O Comitê de Dandakaranya denuncia que, nessas áreas, diariamente ocorrem falsos  encontros* e prisões indiscriminadas.

O que se pretende com esses bombardeios — afirma o PCI (Maoísta) — é aplastar a luta popular juntamente com o Partido Comunista da Índia (Maoísta), o Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL) e as organizações de massas que dirigem a luta contra as remoções violentas de povos tribais e camponeses provocadas pelos megaprojetos mineradores, grandes empresas e fábricas.

Ademais das dezenas de milhares de policiais e forças paramilitares que se encontram sobre o terreno, a decisão é levar a cabo ataques aéreos com o propósito de entregar às grandes empresas transnacionais e locais como botim o Jal-Jungle-Zamen (Água-Bosque-Terra, em português) e os demais recursos naturais.

“A luta do povo de Dandakaranya não é só em seu próprio benefício, é parte também da luta das massas oprimidas do país. É parte da luta para proteger os recursos das gerações futuras. Para proteger os recursos naturais, os rios, os bosques e a terra.

A guerra injusta do governo central e os governos estaduais, a chamada ‘Caçada Verde’, é única e exclusivamente para beneficiar as grandes empresas. É chegada a hora das massas oprimidas, dos partidos revolucionários, dos setores progressistas e democráticos, sindicatos e organizações de defesa dos direitos dos povos, escritores e artistas, historiadores, cineastas, advogados, estudantes, trabalhadores da imprensa, organizações tribais e não tribais se levantarem.

Nosso partido chama todos a levantarem suas vozes contra os ataques aéreos e bombardeios. Fazemos um chamamento para empreender uma campanha para impedir que a força aérea destinada em princípio a combater os ataques estrangeiros e as guerras de ocupação realize operações no interior contra a Índia.

Estão fadadas ao fracasso as conspirações dos governos que pretendem destruir a identidade das antigas tribos do país.”

O comunicado conclui convocando o povo de Chhattisgarh e Maharashtra para promover uma greve geral dia 15 de abril contra os ataques aéreos.

Ataques contra patrulhas

Combatentes do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação atacaram com explosivos um grupo da Força Policial Central de Reserva (CRPF, na sigla em inglês) que realizava operações de busca numa selva na região fronteiriça de Andhra e Odisha, em 7 de abril. Um policial foi ferido e transportado em estado grave para o hospital Paderu.

Nesse mesmo dia, nas colinas de Parasnath, distrito de Giridh, estado de Jharkhand, guerrilheiros detonaram uma mina ferindo gravemente três soldados do batalhão CoBRA. Esses soldados participavam de uma operação anti-maoísta deflagrada em 6 de abril.

*Os “falsos encontros”, amplamente denunciados pelas organizações democráticas da Índia, são montagens feitas pelas forças de repressão simulando o ambiente de supostos confrontos entre maoístas e as forças de repressão. Diversos maoístas e lideranças populares já foram assassinados pelas forças de repressão desse modo no país.

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