Em defesa dos presos políticos democráticos e revolucionários da Índia

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Atendendo a convocação do Comitê Internacional de Apoio à Guerra Popular na Índia, organizações revolucionárias, democráticas e populares de todo o mundo promoveram, entre os dias 2 e 9 de abril, a semana internacional de ações em defesa dos presos políticos democráticos e revolucionários e apoio à guerra popular na Índia.

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Manifestação convocada pelo Cebraspo em frente ao Consulado da Índia, na Avenida Paulista, em 8 de abril

No Brasil, organizações e entidades populares demonstraram decisão em apoiar a luta do povo indiano e exigir a libertação imediata dos presos políticos, democratas e revolucionários encarcerados, através de debates, manifestações públicas, ações de agitação e propaganda. A campanha contou com ações nos centros urbanos, no interior e em áreas camponesas.

No Rio de janeiro, no dia 7 de abril, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (CEBRASPO) organizou um debate, realizado no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Dezenas de pessoas compareceram ao evento que, além de abordar a situação dos milhares de presos políticos revolucionários e democráticos da Índia, fez uma explanação sobre a guerra popular dirigida pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta), que se encontra em curso no país, bem como a resistência dos camponeses e povos tribais contra a invasão de suas terras por mineradoras transnacionais e monopólios imperialistas.

Em São Paulo, no dia 8, foi realizada uma combativa manifestação pública e agitação política diante do consulado indiano, localizado na movimentada Avenida Paulista. Os ativistas ergueram faixas denunciando os crimes do Estado genocida indiano contra os povos tribais e camponeses e exigindo a libertação incondicional dos presos políticos democráticos e revolucionários. Os manifestantes também denunciaram a guerra contra o povo desatada pelo velho Estado indiano e a operação ‘Caçada Verde’, operação de perseguições e massacres de camponeses e povos tribais desencadeada com o objetivo de aplastar a guerra popular e a justa rebelião das massas populares naquele país. Na Universidade de São Paulo (USP), foram fixados cartazes em defesa da guerra popular dirigida pelo PCI (Maoísta), homenageando as mulheres maoístas caídas em combate e exigindo a libertação dos presos políticos revolucionários.

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Na cidade de Montes Claros, no norte de Minas Gerais, foi realizada uma atividade que contou com a participação de dezenas de pessoas. Cartazes da campanha em defesa do Dr. GN Saibaba, contra a operação ‘Caçada Verde’ e pela libertação imediata dos presos políticos democratas e revolucionários indianos foram fixados na universidade. Como parte da campanha, também em Curitiba, no Paraná, foi promovido um debate sobre a guerra popular na Índia.

No campo, a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) organizou debates e atividades de propaganda em Áreas Revolucionárias no norte de Minas Gerais e no Nordeste. Os camponeses debateram a situação dos democratas e revolucionários indianos, os crimes cometidos pelo Estado fascista e a situação dos camponeses e povos tribais, além da necessidade de apoiar a luta contra a operação ‘Caçada Verde’ e apoiar decididamente a justa rebelião das massas dirigidas pelo PCI (Maoísta).

A campanha pelo mundo

Na América Latina, ocorreram colagens de cartazes e atividades no Equador, Bolívia e Colômbia. No Chile, na Universidade Metropolitana de Ciências da Educação (UMCE), foi promovido um debate sobre a situação da Índia e a guerra popular dirigida pelo PCI (Maoísta). Na Universidade Católica, os estudantes também atenderam a convocação da campanha internacional e promoveram atividades de propaganda. Em Rancagua, foi transmitido um programa especial na Rádio Comunitária Manque, esclarecendo os ouvintes sobre a situação indiana e os êxitos da guerra popular, ademais da luta pela libertação dos presos políticos democráticos e revolucionários no país.

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Manifestação convocada pelo Cebraspo em frente ao Consulado da Índia, na Avenida Paulista, em 8 de abril

Na Europa também ocorreram várias ações no âmbito da campanha internacional.

Na Bélgica, houve ação diante da embaixada indiana e ficou registrada uma pichação com a frase ‘Pare a Caçada Verde!’. Na Itália, foi realizada agitação política e debate sobre a situação da Índia e a luta pela libertação incondicional dos presos políticos democráticos e revolucionários em uma livraria de Roma. Na Galiza (Estado espanhol), foi realizado um debate com o tema ‘Situação política e repressão na Índia’.

Na Alemanha foram registradas ações em sete cidades. Na capital Berlim foi promovida uma conferência sobre a história e a situação geral da guerra popular e uma grande manifestação na frente da embaixada indiana. Em Göttingen, Bremen, Colonia e Magdeburgo foram promovidos intensos debates com grande participação de jovens ativistas com informações sobre a situação política e sobre a guerra popular, além da importância do internacionalismo proletário. Em Hamburgo, várias atividades foram realizadas com presença da juventude revolucionária turca e da Confederação dos Trabalhadores Turcos na Europa (ATIK). Já em Hanover foi transmitida, por uma estação popular de rádio, uma entrevista com ex-presos políticos indianos a respeito da situação política, dos presos e da guerra. Na Áustria e  na Noruega pichações foram feitas.

Na Suécia, ativistas revolucionários saíram pelas ruas de Estocolmo com um veículo com auto falante anunciando a campanha internacional para a população. O vídeo desta atividade pode ser visto no YouTube.

Viva o internacionalismo proletário!

Tal campanha foi um grande êxito para os revolucionários e democratas  do mundo, representando um importante avanço na luta em defesa da guerra popular e dos presos políticos democráticos e revolucionários, sem a qual não seria possível impulsionar em ampla escala uma campanha internacional fundamentalmente encarnada no internacionalismo proletário.

As massas populares indianas — numa situação cada vez maior de miséria, opressão e desgraça causadas pelo aprofundamento da crise geral do imperialismo e seu peso centuplicado nos ombros das massas populares das semicolônias — decidem-se crescentemente pela via da luta revolucionária por direitos e dignidade, contra a odiosa sociedade feudal de castas, contra os latifundiários, grandes burgueses e a dominação estrangeira do imperialismo, que sustentam suas mazelas em benefício próprio.

A operação ‘Caçada Verde’ é precisamente a ofensiva reacionária e genocida do velho Estado indiano, que visa, principalmente, minar a influência e atividade do Partido Comunista da Índia (Maoísta), mas não somente, pois, como velho Estado semicolonial que é, não admite nem os mínimos resquícios de direitos democráticos e amplia seu raio de ataque fascista também às entidades, organizações e personalidades democráticas e aos direitos fundamentais do povo.

Milhões de camponeses, povos tribais, operários, estudantes, homens e mulheres do povo indiano, dirigidas pelo heroico PCI (Maoísta), por via da guerra popular contra o Estado genocida, avançam enfrentando mil dificuldades. Portanto, necessitam da solidariedade e energia internacionalista dos democratas e revolucionários, pois a história tem provado que este é o caminho para se alcançar a verdadeira democracia, que, nesta época histórica, só pode ser a Nova Democracia. Tal necessidade que demanda o povo indiano em luta mostrou-se por mais esta importante campanha internacional hora cumprida.

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