Notas internacionais

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USA: novos Panteras Negras barram ação fascista no Texas

Em 2 de abril, um ato de provocação de fascistas na frente de uma mesquita frequentada por muçulmanos negros na região sul da cidade de Dallas, no norte do estado do Texas, no USA, foi impedido por militantes de armas em punho do Novo Partido Panteras Negras para Auto-Defesa e da organização armada Huey P. Newton Gun Club, batizada assim em homenagem a Huey P. Newton, fundador do antigo Partido dos Panteras Negras, organização da classe operária e da juventude negra do USA, que foi morto a tiros na cidade de Oakland, Califórnia, em 1989.

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Novos Panteras Negras de armas em punho contra o fascismo

O bando fascista chamado Bureau of American Islamic Relations (BAIR) há tempos vem tentando levar o terror ao norte do Texas. Em novembro do ano passado, membros do BAIR armados com rifles, vestidos com roupas militares, segurando uma bandeira ianque e ostentando cartazes com os dizeres “Pare a Islamização da América”, postaram-se na calçada defronte a uma mesquita na cidade de Irving durante uma reunião de muçulmanos, para provocá-los e tentar intimidá-los. Em dezembro, levaram a cabo semelhante ação, desta vez dirigida a membros da Associação Islâmica do Norte do Texas. Já em fevereiro deste ano o grupo islamofóbico invadiu um evento de recepção a refugiados em Irving dizendo que estavam ali para “ver quantos são realmente mulheres e crianças”, conforme declarou à época um dos líderes desse grupelho fascista.

Em sua mais recente tentativa de intimidar muçulmanos que vivem no território estadunidense, no começo de abril, na mesquita de Dallas, os fascistas do BAIR se viram cercados por militantes do Novo Partido Panteras Negras e do Huey P. Newton, aos quais rapidamente se juntaram várias pessoas da comunidade local com o objetivo de ajudar a proteger as pessoas que estavam dentro da mesquita. Os membros do BAIR foram impedidos de gritar suas famigeradas palavras de ordem: em larga desvantagem de número de pessoas e de fuzis AK-47 (o estado do Texas permite o porte nas ruas desse tipo de arma), foram rapidamente convencidos pela polícia a deixarem o local.


USA: luta dos professores de Chicago

No primeiro dia de abril, 30 mil professores da cidade de Chicago, capital do estado do Illinois, no USA, construíram uma retumbante greve para exigir das “autoridades” respeito à educação pública de qualidade e o descongelamento dos planos de carreira dos docentes, além de repudiar mais e mais cortes orçamentários que castigam a esfera do ensino, como pretende a prefeitura de Chicago. Os professores, em marcha, ocuparam várias das principais avenidas da cidade. A maioria usava camisetas vermelhas, cor símbolo das lutas proletárias em todo o mundo (embora em determinadas partes do mundo ela também esteja associada, no âmbito do chamado “senso comum”, ao mais abjeto oportunismo eleitoreiro, como é o caso, hoje, e por exemplo, no Brasil).

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Os professores de Chicago enfrentam ainda as grandes barreiras ao direito de greve no USA, que existem em diferentes gradações nos 50 estados “unidos”. No Illinois, por exemplo, é proibido fazer greve antes que se esgotem todas as possíveis ações e recursos judiciais para tentar solucionar nos tribunais um litígio trabalhista.

Diante disso, o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Chicago, entidade que convocou a greve, disse:

“Vamos fazer greve por motivos que os juízes podem considerar ilegais, mas nós consideramos esta greve moral e justa. Talvez os juízes discordem de nós. Se assim for, nós também discordaremos deles.”


França: luta em defesa dos direitos

Como AND informou em sua última edição, as classes trabalhadoras da França estão em agigantada luta contra as pretensões da administração François Hollande de levar a cabo uma das mais draconianas contrarreformas das leis trabalhistas já intentadas no coração da Europa do capital monopolista.

No dia 9 de abril, um mês depois das primeiras grandes manifestações em repúdio à contrarreforma trabalhista de Hollande, centenas de milhares de pessoas voltaram a ocupar as ruas de Paris e de outras cidades. Novamente houve violentas escaramuças com a polícia. Na cidade de Nantes, os manifestantes ergueram barricadas, quebraram lojas de luxo e avançaram contra outros símbolos do capitalismo. Nesta ocasião, jornalistas a serviço da imprensa do capital foram atacados pelos populares em luta pela manutenção dos direitos historicamente conquistados.


Grécia: Syriza é tropa de choque do imperialismo

O gerenciamento Syriza, na Grécia, encabeçado pelo campeão de hipocrisia Alexis Tsipras — que até há pouco se apresentava como representante da “esquerda radical”, mas que hoje não passa de avalista do arrocho sem fim ao povo grego, e agora também, de lambuja, faz as vezes de capitão-do-mato de Bruxelas para perseguir e expulsar imigrantes do continente — já começou a escorraçar da ilha de Lesbos centenas de migrantes que comeram o pão que o diabo amassou para conseguir chegar em solo europeu, e chegaram, com a miséria, a violência e a humilhação em seus calcanhares. Agora, cumprindo um nefasto acordo da UE com a Turquia, Tsipras os põe novamente a bordo de um barco, mandando-os aos auspícios do gerenciamento facínora de Recep Tarik Erdogan.

Não satisfeito, o gerenciamento grego, por meio de suas forças de repressão, prendeu três ativistas que tentaram impedir o primeiro barco com imigrantes expulsos de zarpar da ilha de Lesbos. Os três presos integravam um grupo de dezenas de pessoas solidárias aos imigrantes que, no porto, exibiam cartazes com os dizeres “Vergonha para a UE!” e “Liberdade para os refugiados!”. Já na Turquia, os primeiros imigrantes expulsos da Grécia foram atirados num campo de refugiados fechado (na prática, uma prisão) localizado a mais de 200 quilômetros de Istambul, ao qual se nega acesso até ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados. Muitos deles, a maioria afegãos e paquistaneses, serão repatriados para seus países de origem, onde impera a violência, a miséria absoluta e a desestabilização política semeadas pelo imperialismo. Na barganha com a União Europeia em troca de assumir o ônus de milhares de expulsões, a Turquia receberá em troca dinheiro, isenção de vistos de entrada e a aceleração do processo de adesão do país ao bloco europeu.

No dia 10/4, a polícia da Macedônia atirou bombas de gás  contra cerca de 11 mil deserdados da terra que se amontoam em condições miseráveis na fronteira do país com a Grécia, fechada a pedido dos chefes políticos da UE, empenhados em cortar a “Rota dos Bálcãs” usada por muitos migrantes para tentar alcançar o norte do continente. O gerenciamento da Macedônia é mais um da periferia da UE a aceitar fazer o trabalho sujo de atacar o flagelados das guerras do imperialismo que batem à porta da Europa, enquanto a senhora Merkel e camarilha se esmeram em manter de pé, diante de tantas infâmias, seus discursos demagógicos do bom-mocismo.


Coreia do Norte já é capaz de lançar míssil para atingir o USA

A Coreia do Norte anunciou no início de abril que desenvolveu um sistema de lançamento capaz de fazer com que mísseis balísticos intercontinentais atinjam o território do USA carregando ogivas nucleares. Trata-se da mais recente resposta de Pyongyang à escalada de provocações e de beligerância promovida pelo imperialismo ianque na península da Coreia, por meio do seu entreposto Coreia do Sul. Longe, muito longe de ser um Estado popular, a Coreia do Norte reafirma, entretanto, seu direito de se defender como país soberano ante a sanha conquistadora do imperialismo ianque, que tem na península coreana um palco considerado estratégico por Washington, numa região onde os principais atores da geopolítica e das lutas encarniçadas pela repartilha do mundo são a Rússia e a China.

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