Notas da América Latina

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Colômbia: lideranças do povo são assassinadas

No início de abril, o ministro do Interior da Colômbia, Juan Fernando Cristo, viu-se obrigado a reconhecer oficialmente um número que dá conta do atual estado de coisas naquele país transformado por suas classes dominantes em enclave do USA na América do Sul. O número é o seguinte: em 2016 aconteceu, até o início de abril, um assassinato de algum líder popular no país por semana, em macabra média.

Babando hipocrisia, Juan Fernando Cristo afirmou que a maioria desses assassinatos tem sido perpetrada por “grupos criminosos” que temem perder terreno se for de fato levado a cabo um definitivo “acordo de paz” entre o gerenciamento colombiano e o oportunismo armado das Farc.

A eliminação de lideranças do povo, sobretudo lideranças camponesas, é, no entanto, uma espécie de marca indelével do gerenciamento Juan Manuel Santos, como é, também, do gerenciamento Dilma no Brasil. Em 2010, ano em que Santos assumiu o mais alto posto político do velho Estado colombiano, nada menos que 50 lideranças tombaram assassinadas nos seus três primeiros meses de “governo”.

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Argentina: massas resistem à devastação Macri

Maurício Macri não se cansa de apresentar grande dedicação para atender o mais rapidamente possível a requisição que o grande poder econômico internacional lhe entregou junto com o “mandato”: mandar às favas os meio-termos do oportunismo kirchnerista e promover no país todas e quaisquer contrarreformas necessárias para colocar a Argentina de cócoras ante as vorazes demandas do capital monopolista em crise profunda.

Depois de promover uma drástica desvalorização cambial, beneficiando as transnacionais e depreciando os salários; de autorizar aumentos de 500% no custo da eletricidade e da água consumidos pela população; de fazer aumentar em 300% o preço do gás; de reajustar em 100% os preços das passagens de ônibus e trens da região metropolitana de Buenos Aires; o gerenciamento Macri anunciou em abril o corte do programa de gratuidade de 160 medicamentos para aposentados, incluindo antibióticos e remédios para bronquite que ajudam os argentinos idosos a atravessarem o inverno do país.

Além dos protestos em defesa dos direitos e contra o imperialismo que varreram a Argentina em março, registrados na última edição de AND, nos últimos dias daquele mês milhares de funcionários públicos cercaram vários prédios ministeriais da capital para denunciar o agravamento da situação do povo e exigir que Macri pare com as demissões que vêm devastando todas as instâncias da administração pública. O sindicato das estatais (ATE) dá conta de nove mil demissões no setor público federal e impressionantes 25 mil nos setores públicos provinciais e municipais. No dia 4 de abril, milhares de professores do ensino público e privado na Argentina promoveram uma grande paralisação contra os efeitos que as políticas de demissões e cortes de Macri terão sobre a educação.

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