17 de maio: 36 anos do início da Guerra Popular no Peru

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Neste 17 de maio de 2016, completam-se 36 anos do início da Guerra Popular no Peru, dirigida pelo Partido Comunista do Peru (PCP), sob a direção de Abimael Guzmán, o Presidente Gonzalo, chefatura e pensamento guia do Partido e da Revolução Peruana.

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Gravura sobre a conclusão da 1ª Escola Militar do PCP

De 1980, quando se inicia a Guerra Popular Prolongada com a tomada do posto de votação no povoado de Chusqui e a destruição e incêndio das urnas por guerrilheiros do PCP, até 1992, quando são capturados pela reação (com a CIA à cabeça) o Presidente Gonzalo e grande parte do Comitê Central (CC), foram 12 anos em que a Guerra Popular passou por gloriosa e heróica saga de vitória após vitória, o que levou os instrumentos da reação peruana a serem conhecidos pela alcunha de “especialistas em derrotas”. Inúmeras bases de apoio em todo o país construíam o Novo Poder, enquanto que, nas cidades, a Guerra Popular fazia tremer a reação.

Poucos dias depois de capturado, o Presidente Gonzalo faz seu último pronunciamento em público, preso em uma jaula — numa lamentável e falha tentativa do regime fascista de Fujimori de ridicularizá-lo e baixar sua moral proletária —, a que ele respondeu com altivo e inflamado discurso, sem nenhum germe de capitulação, mas ao contrário, clamando as massas, os combatentes do Exército Guerrilheiro Popular (EGP) e os militantes do PCP a prosseguirem com os planos e conquistar o Poder em todo o país. Desde então, ele é mantido encarcerado em completo isolamento em uma cela subterrânea na Base Naval de Callao, localizada na capital Lima.

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Conforme denunciamos em outras edições de AND, desde que foi capturado e isolado, o Presidente Gonzalo é alvo constante de maquinações arquitetadas pela CIA e pelos serviços de inteligência peruanos para atribuir a ele a autoria de supostas “cartas de paz” e negociações para uma “solução política para os problemas derivados da guerra”. O Estado reacionário serviçal do imperialismo alimenta e dá todas as condições para a articulação, desde as prisões, de elementos capituladores e o desenvolvimento de Linhas Oportunistas de Direita (LODs), revisionistas e capitulacionistas, para atacar a chefatura, o PCP e a Revolução Peruana.

Em comunicado publicado em junho de 2015, o Comitê Reorganizador do Movimento Popular Peru chamou a atenção para a luta daqueles que trabalham temporária e relativamente isolados, chamando para que se unam “sujeitos à chefatura do Presidente Gonzalo, na Base de Unidade Partidária do Partido, para impulsionar a tarefa pendente”: a da “reorganização geral do Partido para solucionar o problema da direção da guerra popular”, para, assim, “dar-lhe um novo grande impulso”.

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