PT persegue e prende taxistas


Jaru (RO) - Com o pretexto de que o táxi lotação é ilegal, o prefeito de Ji-Paraná, Leonirto Rodrigues dos Santos, o Nico do PT, proibiu seu funcionamento e ordenou a prisão dos taxistas que continuassem rodando. O saldo até agora é de dezenas de prisões, carros parados, na maioria multados, e a morte de um taxista por problemas de saúde agravados pela medida antipovo do prefeito Nico, que atira centenas de famílias ao desemprego. A outra parte prejudicada são os usuários que têm no táxi lotação uma forma de fugir da precariedade do transporte coletivo na cidade, já que a Coopemtaxi não atende a demanda.

Quem amarga no ponto é a população. Não bastasse a longa espera, que muitas vezes chega a horas, o preço do transporte coletivo é um verdadeiro "assalto ao povo", um dos mais altos do Brasil. Num período de pouco mais de um ano a tarifa pulou de R$ 0,50 para absurdos R$ 1,30.

A prática de monopolizar o transporte público revelou-se uma constante das administrações petistas desde o início dos anos 90, na prefeitura de São Paulo com a SPtrans, em Belo Horizonte com a BHtrans e em várias outras cidades do interior paulista, Porto Alegre, Vitória etc. Em todas elas algo em comum: a prefeitura beneficiando empresários às custas do povo, e o que é pior, dizendo que isso é "governo popular".

No caso de Ji-Paraná, para que esta prática se torne efetiva é preciso antes exterminar qualquer forma de transporte individual, como é o caso do táxi lotação. Logo serão os moto-táxi. A ganância por lucros e a situação de crise financeira dos monopólios de transporte não permite nenhum tipo de concorrência. A atividade do táxi lotação se desenvolveu na cidade devido a determinadas características: os táxis percorrem uma rota que atinge os principais pontos comerciais da cidade, integrando com maior rapidez os dois lados.

Atuando neste serviço estão mais de 300 taxistas, que trabalham dia e noite para sustentar a família. Além dos taxistas, são beneficiados diretamente donos de posto de gasolina, mecânicos, borracheiros, concessionárias de veículos e, principalmente, a população. A quantia de dinheiro que este setor movimenta é grande demais para passar desapercebida, ou melhor, fora do controle da prefeitura e seus patrões.

Em uma pesquisa feita pelo jornal Folha de Rondônia, de cada 10 pessoas entrevistadas, 9 são contra a retirada do táxi lotação, inclusive os que têm direito ao passe livre e passe escolar, como é o caso dos aposentados e estudantes, que declararam ao jornal que mesmo tendo que pagar, às vezes preferem pegar o táxi lotação, porque o ônibus demora muito.

O prefeito declarou ao mesmo jornal que "não quer desempregar ninguém". Mas, na prática, mandou prender dezenas de taxistas, provocando o desemprego de centenas de trabalhadores.

O prefeito Nico só não explicou uma coisa: quais melhorias realizará no transporte coletivo da cidade, ou o que fará em relação aos milhões de buracos que tornam o trânsito um inferno. Ao invés disso, concede poderes inconstitucionais à EMTU, que atua no que podemos chamar de "negócio extremamente rendoso", onde a prefeitura só aparece na hora de cobrar tributo, mas conceder beneficio que é bom, nada.

Assim, o prefeito "marionete" decide retirar o trabalho dos taxistas. Mas onde vão trabalhar? Vão se sustentar de quê? Será que a prefeitura está preocupada com isso? É claro que não. Essa gente tem demonstrado que é capaz de tudo para defender os interesses dos ricos. Seu interesse com a retirada do táxi lotação é favorecer o monopólio da Eucatur sobre o transporte coletivo.

O prefeito Nico e toda gerência petista no país encenam os mais descarados discursos: gritam que estão acabando com a fome, que vão gerar milhões de emprego, que vão fazer reforma agrária etc. Mas o que temos visto na realidade é o crescimento alarmante da miséria e da fome, aumento do desemprego, quebradeira do comércio e das pequenas empresas, aumento excessivo de todos tributos e impostos e todo tipo de violência policial contra os que não aceitam tal situação. Repressão lançada e dirigida pelos mesmos que durante mais de 20 anos pregaram o direito de greve e de lutas reivindicativas.

Pelo direito de trabalho dos taxistas!

O povo quer dignidade e não humilhação!

O povo quer terra e não enrolação!

O povo quer democracia, não repressão!

Liga dos Camponeses pobres de Rondônia - LCP

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