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Filipinas: Guerra Popular avança incontível

Com informações de Agence France-Presse e Secours Rouge

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As Filipinas são um vasto arquipélago com cerca de 300.000 quilômetros quadrados, fazendo fronteira marítima com Taiwan ao norte, Indonésia ao sul, Vietnã ao oeste e Malásia a sudoeste. Lá, o Partido Comunista das Filipinas (PCF) dirige a Guerra Popular há mais de quatro décadas, mobilizando mais de 10 mil combatentes somados às amplas massas, para combater, através do Novo Exército do Povo (NEP), o velho Estado filipino, o imperialismo, a grande burguesia e o latifúndio, abrindo caminho para desenvolver a situação revolucionária, consolidar a Revolução de Nova Democracia e destruir o velho Estado fascista das Filipinas.

Ações armadas contra o latifúndio e forças da reação

Apesar de mais um aceno demagógico de “acordos de paz”, feito pela gerência de Rodrigo Duterte e vastamente utilizada pelos monopólios de imprensa para atacar a guerra popular, combatentes do NEP aniquilaram, em 22 de maio, dois latifundiários na região central das Filipinas.

Cerca de 20 guerrilheiros do NEP invadiram um barracão utilizado por latifundiários na região e executaram dois deles antes de fugir, disse a porta-voz militar, Segundo-tenente Revekka Roperos.

Antes dessa, o NEP levou a cabo outras importantes ações.

Na manhã do mesmo dia, dois paramilitares da milícia antiguerrilha foram aniquilados, quando combatentes do NEP atacaram o seu destacamento em Barangay General Luna, na província de Negros Ocidental. Pelo menos 40 membros do NEP participaram da ação. Dois milicianos foram capturados e novas armas foram adquiridas.

No dia 13/05, um destacamento da 303ª Brigada de Infantaria do Exército reacionário filipino foi alvejado por armas de fogo por um destacamento com doze guerrilheiros do NEP, enquanto faziam uma operação antiguerrilha, em Sitio de Carbono, na região de Visayas Ocidental. Três soldados reacionários foram aniquilados e dois ficaram feridos.

Eleições reacionárias nas Filipinas

Duterte, vencedor na farsa eleitoral de 9 de maio, faz movimentos para retomar o discurso de “negociações de paz” como parte da estratégia do velho Estado filipino, serviçal do imperialismo, para tentar acabar com a guerra popular dirigida pelo PCF, uma das lutas armadas revolucionárias mais prolongadas da Ásia.

No sul da cidade de Davao, onde está se preparando para assumir o cargo em 30 de junho, ele voltou a reiterar o seu plano de firmar “acordos de paz”.

Perguntado se ele iria conceder anistia aos guerrilheiros, Duterte disse: “Vai ser assim ou não, dependendo do resultado das negociações, dependendo se podemos ou não convergir para tornar este um país pacífico”.

Na semana passada, Duterte conheceu um negociador para tratar da reabertura das “conversações de paz”, três anos depois de o presidente em retiro, Benigno Aquino III, terminá-las.

Há vários anos, diferentes governos antipovo e vende-pátria fizeram promessas de “acordos de paz” como parte decisiva da estratégia contrarrevolucionária de combate e aniquilação da Guerra Popular e da Revolução. Ao mesmo tempo em que acenou com negociações de paz, o Estado fascista persegue, ataca e massacra camponeses, massas urbanas, ativistas democráticos e revolucionários, e militantes revolucionários.

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