Notas nacionais

RO: cinco presos por apoiarem camponeses

Recebemos, por e-mail, uma denúncia assinada pela Liga Operária sobre a prisão arbitrária de quatro estudantes e um professor universitário por distribuírem panfletos notificando a situação dos camponeses e da luta pela terra em Ariquemes e em Ji-Paraná, Rondônia. Reproduzimos na íntegra.

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Panfletos que os jovens estavam distribuindo no momento em que foram abordados pela PM

A Liga Operária repudia a arbitrária prisão feita pela PM-RO de quatro estudantes e de um professor, ocorrida ontem, dia 24/05, em Ji-Paraná, por eles estarem participando de uma panfletagem de apoio às famílias camponesas do Acampamento Jhone Santos de Oliveira, arbitrariamente despejadas de uma área de 16.000 alqueires.

Em Rondônia matar camponês não é crime, mas distribuir panfleto denunciando esses covardes assassinatos é crime!

No panfleto, assinado pelos Camponeses de Ariquemes e Ji-Paraná, é denunciado:

– O latifundiário Miguel Martins Feitosa, que mora em Pittsburgh, nos Estados Unidos, cujo latifúndio ocupa uma área 20 vezes maior do que afirma o documento que possui, rouba madeira na área e é inadimplente em banco público.

– A operação policial comandada pelo Capitão Braguim, na mesma estrada e no mesmo dia em que os irmãos Jesser e Nivaldo Cordeiro foram assassinados e jogados no Rio Candeias.

– Utilização da PM pelo coronel Ênedy e capitão Braguim para aterrorizar o povo.

– Ameaças do oficial de justiça Brito contra os camponeses despejados etc.

O venal site “Comando 190”, vinculado à polícia e ao latifúndio, noticiou o fato da seguinte forma: “Em Ji-Paraná, professor e universitários de Porto Velho são presos distribuindo panfletos caluniando oficiais da Polícia Militar”.

É muito importante aumentar a denúncia dessa onda de perseguições e de criminalização ao movimento camponês, que é tachado de “terrorista” e seus apoiadores presos quando denunciam as arbitrariedades policiais. Notem que dois policiais militares estão atualmente presos e um foragido, o sargento Moisés Ferreira de Souza, além do latifundiário Paulo Iwakami, acusados do assassinato de dois jovens camponeses na fazenda Tucumã, sendo que um deles foi torturado e queimado vivo, seu corpo encontrado carbonizado dentro de um veículo e a ossada do outro jovem camponês foi localizada enterrada na mata dentro da fazenda. Estes assassinatos ocorreram na fazenda Tucumã, em Cujubim, no dia 31/01/2016.

[…]

Ressaltamos a importância do apoio à justa luta pela terra pelos nossos irmãos camponeses e a ecoar as arbitrariedades e crimes que sofrem.


RJ: divulgação do AND na Central do Brasil

Na tarde da segunda-feira, 23 de maio, o Comitê de Redação do jornal A Nova Democracia realizou uma brigada de distribuição com mais de 3 mil exemplares de edições antigas, na entrada da Central do Brasil, a principal estação de trem do Rio de Janeiro.

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Trabalhador exibe um exemplar de AND durante brigada

Com o auxílio de um pequeno equipamento de som, seis companheiros e companheiras de nossa Redação participaram da atividade que, assim como em ocasiões anteriores, foi uma exitosa maneira de levar as ideias da Revolução Democrática propagandeadas pelo AND aos trabalhadores e trabalhadoras cariocas e coletar a recepção das massas a essas ideias. As brigadas de divulgação do jornal têm sido realizadas de forma frequente na área central da cidade, além das brigadas de venda das novas edições no interior dos trens que partem da Central rumo ao subúrbio e Baixada Fluminense.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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