Notas internacionais

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Marrocos: luta de classes se eleva em todo o país

Com informações de Signalfire

As massas do povo marroquino, em especial os operários, trabalhadores em geral e estudantes, vêm se levantando nos últimos tempos em ondas e jornadas de lutas decididas para manter e conquistar direitos, enfrentando assim a crise do velho Estado marroquino serviçal do imperialismo, principalmente espanhol.

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Manifestação de professores estagiários em Casablanca

Conforme apontou o Comitê de Ação e Apoio às Lutas do Povo do Marrocos, as lutas incluem amplas greves em diversos setores de serviços e produção, além de levantamentos de populações locais exigindo direitos fundamentais como saúde e educação e, nas regiões mais afastadas, soma-se a tudo isso as tomadas de terras pelas massas.

Entre as greves massivas, como a dos operários siderúrgicos passando pela dos professores (que durou vários meses e logrou vitórias), uma em especial merece destaque: a dos operários mineiros. Com mobilização decidida, os mineiros culminaram sua luta em poderosas greve e ocupação, durante dezenove dias, da importante mina de Jbel Awam, impondo uma exemplar vitória das reivindicações operárias.

O Comitê ressalta que todo tipo de simples descontentamento social expresso em manifestações, mesmo as pacíficas, são reprimidas a duras penas, como as manifestações na capital Casablanca em 20 de fevereiro e 15 de maio deste ano. Pelo desenvolvimento da crise e da resistência cada vez mais resoluta das massas, o velho Estado só poderá fazer aprofundar tal política de repressão dada sua natureza de classe reacionária.

Aprofundamento do fascismo que já se expressa nas recentes prisões de estudantes em duas cidades do país, por participarem de uma manifestação exigindo o pagamento das bolsas de estudos atrasadas. Na cidade de Marrakech foram 13 e em Meknes foram 9 estudantes detidos. Ainda há, por fim, os casos dos jovens revolucionários presos políticos, como Mohamed Janati e Mohamed Karkachi, que estão em greve de fome há mais de 45 dias pelo cumprimento dos direitos fundamentais dos prisioneiros, como o direito a estudar.


Quênia: rebelião é reprimida

Com informações de Aljazeera

No dia 6 de junho, amplas massas se levantaram novamente no Quênia e foram às ruas com combatividade contra o gerente de turno Uhuru Kenyatta, que está à frente daquele velho Estado serviçal do imperialismo. Desde o começo do ano, vários protestos têm ocorrido naquele país, sempre reprimido sem hesitação pela repressão do velho Estado.

Em todo o país as massas saquearam vários estabelecimentos e dois supermercados foram destruídos. Barricadas em chamas por todas as partes foram montadas. Como resultado dos protestos, dois manifestantes foram assassinados pela polícia na cidade de Kisumu, o que já havia ocorrido em maio, quando três foram mortos pela polícia. Isto só tem servido, desde então, para alimentar mais a participação das amplas massas nestes protestos.

As frações das classes dominantes locais que estão afastadas dos aparelhos do velho Estado queniano, com o reacionário Raila Odinga (ex-primeiro ministro) à cabeça, buscam angariar e direcionar o ódio profundo das massas à superficialidade, levantando bandeiras alheias aos interesses dos manifestantes como “reforma na comissão eleitoral” e “por eleições limpas”, se aproveitando disso para tentar voltar à hegemonia do velho Estado. Em certo grau, estão tendo êxito nas suas maquinações. No entanto, todas as “soluções” oferecidas pelas frações das classes dominantes em pugna só resultarão em decepções às massas, e consequentemente em mais lutas.

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