Maior crise imperialista, maior luta popular

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Desde fins do século XIX até hoje, o capitalismo se encontra em sua fase final, crítica e agonizante: o imperialismo. Sua política e base econômica está podre, pois a guerra de agressão imperialista comandada pelos genocidas ianques é expressão de que a besta está ferida em suas entranhas. Porém, por mais ferido que esteja, nada cai sem que seja golpeado.

Mapa 1
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Os povos do mundo lutam por libertarem-se do imperialismo, para acabar com a superexploração e humilhação às quais nos submete. A nova onda da Revolução Proletária Mundial se desenvolve pujantemente, tanto nos países de terceiro mundo como no interior dos países imperialistas, sendo a ponta de lança o terceiro mundo, que é onde a luta tem sua mais alta expressão nas guerras populares do Peru, Índia, Turquia e Filipinas, dirigidas por Partidos Comunistas militarizados. Por sua vez, as lutas de libertação nacional são parte das forças revolucionárias que se opõem ao imperialismo e seus lacaios, a grande burguesia e latifundiários. Exemplo disso é a resistência no Afeganistão, Iraque, Palestina, Síria e Iêmen, entre outros.

Todos os fatos demonstram a agudização da contradição principal, entre potências imperialistas e nações oprimidas. Através da desestabilização e invasão militar, o imperialismo busca “balcanizar” o território do “Oriente Médio”, quer dizer, dividir os Estados em principados dirigidos por caudilhos locais e por senhores da guerra serviçais das potências agressoras. Com a “balcanização” o que fazem é aprofundar o capitalismo burocrático (capitalismo atrasado), o maior saqueio das massas populares, concentração de capital e matérias-primas provenientes desses territórios, porque, ao dividir o povo em principados, o que buscam é que as massas de uma nacionalidade, que operários e camponeses pobres defendam rançosas bandeiras e não avancem na Revolução de Nova Democracia.

Guerra de agressão

Durante o ano de 2015, a guerra de agressão da OTAN (comandada pelo genocida Obama) ao “Oriente Médio” se intensificou. Todas as ações de guerra, mal chamadas “luta contra o terrorismo”, se realizam mediante conluio e pugna com o imperialismo russo. O principal butim em disputa é o controle e saqueio do “Oriente Médio Ampliado” (ver mapa 1), zona a controlar, que foi projetada em 2004 pelo governo ianque (de Bush filho) e que foi aceita pela “cúpula G8”.

No mapa 1 (área listrada) se mostra, também, a projeção que tem a OTAN sobre as ex-repúblicas socialistas do Cáucaso (“Balcãs euroasiático”, chamam). Essa zona controlada pela Rússia imperialista é onde o imperialismo ianque busca impor-se, deslocando o imperialismo russo.

Em meio a essa pugna interimperialista, que se desenrola com mais força a partir do século XXI, as massas respondem com resistência e combate. O imperialismo tem obtido logro em impor seus governos títeres no Iraque e Afeganistão. Na Palestina se declarou a Terceira Intifada que tem acudido amplos setores populares. Aí se deve ver o papel de comissário que cumpre Israel na zona, buscando desestabilizar o Líbano, Jordânia, Egito e Síria.

Na Síria, a guerra de agressão tem se complicado pela defesa da soberania por parte do povo. Por sua parte, Arábia Saudita (férrea aliada ianque) empreendeu uma agressão contra o Iêmen da qual saíram prejudicados. Todos esses são breves exemplos de como o imperialismo vai afundando-se cada vez mais, pois se embaraça em cruentas guerras de agressão que, por serem injustas, geram maior ódio e resistência dos povos oprimidos do mundo.

Mapa 2
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Por sua parte, a resistência popular vai levantando mostras de solidariedade em todo o mundo, a que se expressa em diversas manifestações, protestos, funas* e ataques a embaixadas imperialistas. O movimento anti-imperialista cresce e os povos começam a unir-se contra a guerra de agressão. Também tecem redes de solidariedade permanente como é o caso da defesa aos trabalhadores turcos na Europa, os que se organizam na ATIK (Confederação de Trabalhadores Turcos na Europa). Essa última tem sido alvo de perseguições a dirigentes e ativistas, mas, apoiando-se nas amplas massas, tem saído fortalecida.

Assim se reafirma com fatos o que o presidente Mao Tsetung planteou em 1970: “O imperialismo norte-americano, aparentemente, é um colosso, mas, em essência, é um tigre de papel e se debate em agonia. No fim das contas, no mundo atual, quem teme a quem? Não são os povos do Vietnã, Laos, Camboja, Palestina e dos países árabes nem do resto do mundo os que temem ao imperialismo norte-americano, mas o imperialismo ianque que teme os povos do mundo. (...) Inumeráveis fatos provam que quem sustenta uma causa justa ganha amplo apoio, enquanto que quem sustenta uma causa injusta carece de apoio. (...) Sempre que o povo de um pequeno país levantar-se em luta, atrever-se a empunhar as armas e tomar em suas mãos o destino de seu próprio país, poderá indefectivelmente derrotar a agressão de um país grande. Essa é uma lei da história”.

Por sua vez, a guerra popular que dirige o Partido Comunista da Índia (Maoísta) tem realizado numerosas ações políticas e militares que mobilizam as massas à conquista do poder. O movimento internacionalista de apoio ao povo indiano cresceu muito, somando todas as forças democráticas e revolucionárias à difusão e propaganda da heroica guerra revolucionária que levam adiante. A reação da mal chamada “maior democracia do mundo” prossegue em seus intentos de aniquilar a revolução com uma campanha fascista e genocida chamada “Caçada Verde”. No entanto, e igual seus amos ianques, fracassam em meio das vitórias populares.

Na Turquia, a guerra popular cresceu combatendo o governo fascista turco e participando na luta de libertação curda (povo repartido entre vários Estados da região). Tanto no campo e montanhas do país, como também na cidade, se desenvolvem numerosas e potentes ações políticas e militares que vão minando o domínio do governo fascista. Por outro lado, a guerra popular se opôs em armas ao avanço do Estado Islâmico na Turquia.

Nas Filipinas se vive uma alta nas ações militares contra as campanhas monopólicas e o latifúndio por parte do Novo Exército do Povo (NEP), assim também como as ações militares de massas como manifestações e marchas com faixas e bandeiras. Uma ação contundente de massas foi a que o Partido Comunista dirigiu na semana de 12 a 19 de novembro contra a realização da cúpula EPEC. Há seis novas frentes guerrilheiras, alcançando um total de 46, que operam em 200 cidades e 2.500 aldeias.

América Latina

América Latina é parte do butim que disputam os países imperialistas. Ainda que os imperialistas ianques tenham poder hegemônico, os interesses russos e chineses na região têm tentado ganhar posições mediante os governos bolivarianos. Como se observa no mapa 2, o USA impõe o domínio na região com instalação de bases militares, onde se encontram seus principais lacaios (Colômbia, Chile e Peru). Ali se posicionam estrategicamente para realizar intervenções militares de maneira veloz, dirigir “por atrás” as forças reacionárias locais e preparar tropas locais ou estrangeiras. Sob a desculpa de “narcotráfico”, “crime organizado” e “terrorismo”, os imperialistas na América Latina buscam afogar a sede popular de rebelião, principalmente, a guerra popular no Peru e evitar o início desta nos demais países da região.

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Durante o ano de 2015 se observaram combativos e extensos protestos no Equador, na selva peruana, na Amazônia brasileira, protestos na Argentina contra Barrick Gold, entre outras. São importantes porque debilitam o poderio imperialista na região, pois as potências estrangeiras têm como objetivo impulsionar um maior saqueio, levando as riquezas e deixando as massas mais pobres, alta contaminação e seca que golpeia principalmente os camponeses pobres.

Na América Latina existe uma grande massa de camponeses pobres e sem terra, pois os grandes latifundiários concentram a terra e a água. Submetem os trabalhadores agrícolas, pecuários e florestais a maior exploração, o que tem como consequência que em todos os países da região existam protestos camponeses, destacando a luta no Brasil. Ali se ocupam as terras do latifúndio e se produz para as necessidades populares e não para a exportação.

Produto do desenvolvimento da luta pela terra, o velho Estado brasileiro [então] administrado pelo “Partido dos Trabalhadores” tem aumentado sua ação repressiva. Em conluio com a ação de bandos paramilitares, assassinam dirigentes da Liga dos Camponeses Pobres, encarceram ativistas e perseguem as famílias que, com justiça, exigem terra para quem nela trabalha e vive.

O velho Estado burguês-latifundiário serviçal do imperialismo impulsiona uma linha burocrática na ideologia. Isso, por exemplo, nos planos da educação, ao serviço dos interesses estrangeiros e não ao desenvolvimento dos povos. Em 2015, esses planos foram enfrentados pelos combativos protestos de professores e estudantes. Destacando as importantes greves de professores no México, os quais se opõem à avaliação docente, que igual no Chile, buscam quitar conquistar gremiais anteriores e perseguir os professores democráticos. Tudo isto se dá num contexto em que o velho Estado mexicano se afunda num profundo descrédito e corrupção. No Chile, a paralisação de professores por melhores condições logrou sobrepassar a máquina política de Jaime Gajardo e a Nova Maioria; por sua parte, os estudantes deram grandes mostras de coragem na luta pela conquista da gratuidade e outras demandas democráticas. Finalmente, no Brasil, se encerra o ano com a tomada dos colégios e universidades para conquistar condições dignas para estudar.

Povos oprimidos do mundo, unamo-nos contra a agressão militar, política e econômica do imperialismo, principalmente ianque!

Fora o imperialismo da América Latina, Oriente Médio e África!

Vivam as Guerras Populares no Peru, Índia, Turquia e Filipinas!

* Funa: designação utilizada pelos movimentos democráticos e populares do Chile para os protestos de denúncia e repúdio público contra aqueles que cometeram crimes contra o povo, mandantes e executores de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados durante o regime militar fascista [Nota da redação do AND].

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