Viva o 36º aniversário de nossa vitoriosa e invencível Guerra Popular! (Conclusão)

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Concluímos, na presente edição, a publicação iniciada em AND nº 171, da Declaração do Movimento Popular Peru (Comitê de Reorganização) do dia 17 de maio de 2016, por ocasião do 36º aniversário da Guerra Popular no Peru. Retirado da página vnd-peru.blogspot.com.br.

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Atividade militar realizada por presos revolucionários nas prisões, que se converteram em Luminosas Trincheiras de Combate

O Presidente Gonzalo, em magistral síntese, nos disse que todo este fenômeno, inevitavelmente, leva à guerra popular, que é sua resposta. A guerra popular mundial, a concebe o PCP, como o grande processo das nações oprimidas, dos povos oprimidos conduzidos por Partidos Comunistas que, através de ondas e de várias guerras, ou em áreas circunscritas, regiões e até mundiais, chegará a consolidar em guerra popular mundial como resposta à guerra contrarrevolucionária imperialista. O PCP não entende a guerra popular mundial como uma guerra travada em unissonância, em toda a parte. Seria bom, mas assim não é a realidade e se chegará no futuro (Lenin: Imensas legiões de ferro do proletariado).

Com a guerra popular mundial, começaríamos toda a construção e o desenvolvimento, segundo o nível da sociedade, em todo o mundo, para que, depois de um longo percurso, que será duro e nada fácil, entre ao comunismo, que também exigirá outra revolução. Como será essa revolução? Isso deixaremos às gerações futuras, já que não temos uma bola de cristal. Mas a ele (comunismo), entramos todos ou não entra ninguém.

O Partido nos chama para não estar pondo os olhos na guerra mundial imperialista, se vai ocorrer ou não, a guerra é inevitável e a dará quando em condições. Não consideramos que o problema da revolução venha da guerra dos reacionários. A revolução vem da guerra popular.

Nosso problema é a guerra popular, em concreto, é preparar-nos para ela, para converter em guerra popular essas agressões ou para preparar-nos ainda sem guerra imperialista, sem agressões diretas do imperialismo, erguer a guerra popular e atrever-nos a combater, que é o caso do Peru durante esses trinta e seis anos.

Entender que a contradição principal, como a enuncia o Partido, é a principal historicamente, até que se varra o imperialismo e a reação da face da Terra, porque somos a imensa maioria. Se as nações oprimidas quebram o domínio imperialista, estarão contribuindo para que o próprio poder imperialista seja aplastado em sua metrópole.

Segundo as conjunturas que se apresentam em continentes ou países, se irão dando as revoluções socialistas. Nosso critério não é que somente depois de fazer as revoluções das nações oprimidas que se darão as socialistas.

Aqueles que centram no imperialismo, centram no inimigo, não centram no poder do povo, da massa, não são capazes de entender que três mundos se delineiam, apesar de que sabem muito bem que foi o Presidente Mao quem sustentou essa tese. A tendência principal é a revolução, histórica e politicamente.

O Partido condena a teoria revisionista de Teng Siaoping dos três mundos, que centra nas contradições interimperialistas para pôr-se a reboque de uma das superpotências ou das potências imperialistas. Teng se apoiou na ajuda do imperialismo ianque em sua contradição com a URSS social-imperialista para levar adiante a restauração.

Hoje, na situação que se dá no Oriente Médio e na Ucrânia, uns estão por apoiar-se nos imperialistas ianques e outros nos imperialistas russos, outros clamam pelo apoio dos imperialistas alemães para lutar contra o fascista Erdogan, etc. Outros buscam apoio dos imperialistas para combater o Estado Islâmico. A armadilha dos revisionistas e oportunistas é confundir.

Na contenda pelo Poder, qual é o principal? A contenda revolucionária ou a contenda contrarrevolucionária pelo Poder político? Qual das duas muda e transforma as coisas? A revolução, obviamente, a do proletariado, e essa tendência se desenvolve mais e mais. Temos que aplastar essas confusões e posiçõe desfraldando, defendendo e aplicando a guerra popular para fazer a revolução. A revolução é a tendência principal hoje no mundo.

Hoje, é muito mais patente, que o imperialismo é violência e reação em toda a linha, é um tigre de papel. O imperialismo está em seu desmoronamento, mas não vai desaparecer por si mesmo, temos que varrê-lo com a revolução mundial, que abarcará um período bem mais longo, o que corresponde à terceira etapa da revolução mundial. Isto é, a etapa de sua ofensiva estratégica. À qual temos entrado ao redor dos anos oitenta do século passado, com o início da guerra popular no Peru, como foi definido pelo Presidente Gonzalo no documento do I Congresso do PCP: Linha Internacional.

Então necessitamos que o maoísmo seja encarnado cada vez mais pelos povos do mundo para gerar Partidos Comunistas de novo tipo, para iniciar e desenvolver a guerra popular em cada país, em marcha à guerra popular mundial. Essa é a tarefa atrasada, como não a temos cumprido e por falta de uma posição clara dos que estão nessa região, vemos no Oriente Médio prevalecerem outras forças à cabeça da luta armada contra a agressão imperialista, que, no entanto, têm ideologia que é retrógrada e perigosa para a revolução (isto é, têm dupla natureza).

A agressão e a guerra imperialistas, o imenso genocídio e rapina imperialista contra os povos das nações oprimidas, como estamos vendo, estimula a revolução. Portanto, o caráter de classe das guerras de libertação, de todas as lutas armadas dos povos, sejam quem forem as forças que transitoriamente as encabeçam. Por isso é principal desenvolver a guerra popular para mostrar o caminho e servir ao desenvolvimento do movimento comunista nesses países, por isso a necessidade de aprimorar mais as campanhas de apoio internacional às guerras populares no Peru, na Índia, etc., para criar opinião pública internacional em favor da guerra popular.

Celebremos o 50º aniversário da Grande Revolução Cultural Proletária!

Celebração do 50º aniversário da Grande Revolução Cultural Proletária. O Partido estabeleceu e é nossa guia nesta celebração: começou em maio de 1966 e que é necessário estudá-la como o maior processo político da humanidade, não somente pelas suas dimensões imensas enquanto de massas, mas pelo nível político a que chegou e porque expressa o mais alto desenvolvimento da Revolução Proletária Mundial, é a mais grandiosa luta dirigida pelo Partido Comunista da China e o próprio Presidente Mao Tsetung; a decisiva luta pela continuação da revolução sob a ditadura do proletariado, um dos grandes marcos no caminho da luta do proletariado pelo Poder; epopeia que tem resolvido o problema então pendente da continuação da revolução e fiado a tarefa essencial de mudar de alma, o problema da ideologia, fazendo-nos ver que não é simples, senão complexo e árduo. Suas imensas lições são incalculáveis, mas ainda sim devemos recordar sempre que com a Grande Revolução Cultural Proletária, o marxismo-leninismo deveniu-se em marxismo-leninismo-maoísmo, em síntese maoísmo; e isto para a revolução proletária mundial, a revolução peruana e a guerra popular, obviamente é de transcendência incomensurável. Por tudo isso, Celebramos o 50º Aniversário da Grande Revolução Cultural Proletária!

O boicote desenvolve a tendência do povo contra as eleições e serve à Guerra Popular e à Reorganização do Partido

Em 10 de abril último se levaram a cabo as eleições gerais para a troca de autoridades do velho Estado latifundiário-burocrático, para decidir que membros da classe opressora vão representar e aplastar os oprimidos no Parlamento e, principalmente, quem vai presidir o governo para tal fim. Estas eleições foram organizadas para eleger presidente, vice-presidentes e deputados. Mas só pôde cumprir o designo aos deputados. Todo o processo eleitoral tem se desenvolvido em meio da mais escandalosa fraude e manipulação reacionária, e apesar de toda a reação não conseguir finalizar a disputa eleitoral ao não resolver o problema central da eleição presidencial.

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Como resultado destas, foram definir-se em um “segundo turno” dois candidatos que obtiveram as duas maiores quantidades de votos válidos, isto é, Keiko Fujimori (39%) pelo partido Fuerza Popular (FP) e Pablo Kusinski (21%) pelo partido Peruanos por el Kambio (PK). Ambos destacando o caráter caudilhista de suas agrupações, se identificam com a abreviatura dos nomes de seus candidatos: com o F de Fujimori e a PK de Pablo Kusinski. Demonstrando assim como essa sua chamada democracia não tem partidos verdadeiramente constituídos. Estes, como a maioria dos candidatos, têm programas similares, isto é, o da fração compradora da grande burguesia. Por isso até os próprios comentaristas dizem que entre eles só há diferença de estilo; a representação da outra fração, a burocrática, pela Frente Ampla, continuou fora de carreira.

Agora, como tinha que ser, marcham à segunda eleição do 5 de junho próximo. Como vão se desenvolver até que a reação resolva seu problema central da eleição presidencial? Como o Partido já nos advertiu, sacando a lei dos processos anteriores e assim vem ocorrendo, isto é, em meio de pugnas e conluios no seio da reação, como sempre, a margem do povo, para somar apoios para um ou outro candidato; uma vez mais os grandes eleitores, instituições e enormes interesses, com a direta participação da superpotência imperialista ianque e demais potências, vão escolher quem melhor pode defender seus interesses. Este é um período que merece ter atenção para compreender a verdadeira realidade e essência das chamadas “eleições democráticas”.

A situação que se apresentou à reação em todo este processo foi o grave perigo de que se incremente a ausência e a votação em brancos e nulos, evidenciando mais o desprestígio das eleições e o descontentamento do povo contra o velho Estado e deslegitimar mais sua troca de autoridades. Por isso temos, nestas eleições, violação de sua própria “constituição” e leis eleitorais e a generalizar a fraude. Agora o risco para o segundo turno é muito maior e, para isso, como no primeiro turno, só que muito mais, agitam descaradamente o “perigo do fujimorismo”, mais descarado agora quando este tem a maioria absoluta no Parlamento com 73 deputados dos 120.

Mais ainda se essa maioria parlamentar foi eleita por menos de 20% dos votos válidos e muito menos do total de emitidos, sem somar os que não votaram e os não inscritos. O que também está previsto pela reação que assim seja para ter também, do ponto de vista da “representação”, um Parlamento débil. Mais ainda que mais dos 80% de parlamentares de todas as bancadas não pertencem aos partidos pelos que foram eleitos, mas a movimentos regionais e caciques de diversos tipos.

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Pintura feita por prisioneiro do Partido Comunista do Peru

Sendo as coisas assim, portanto, do que se trata é de legitimar o novo governo que de todas as maneiras terá que governar com este Parlamento majoritariamente fujimorista, seja a Keiko ou Kunsinski na Presidência.

Pelo o que tem aparecido e declarações a favor e “contra” um ou outro candidato, o que lhe planteia a reação, é ter um Presidente suficientemente “legitimado” pela maior quantidade de votos para, ademais das três tarefas que são necessidade do imperialismo e da reação, também resolver o problema definitivamente levantando o informe e recomendações da Comissão da Verdade e Reconciliação (CVeR). Isto é, sacramentar definitivamente a impunidade dos genocídios cometidos antes e durante o regime de Fujimori, o “fantoche enfincado nas baionetas das Forças Armadas genocidas”. FF.AA genocidas que, sob a direção direta do imperialismo ianque através da CIA, passaram a dirigir a guerra contrarrevolucionária como “guerra de baixa intensidade”.

Isto quer dizer que eles necessitam finalizar o assunto do informe e propostas da CVeR e dos vereditos e condenações a Fujimori e a alguns dos membros de seu governo e das FF.AA por alguns dos crimes cometidos, com o cumprimento das condenações em condições que são mais um prêmio exagerado pelos seus crimes e um insulto até ao mais distante sentido de justiça burguesa, enquanto esperam pela medida política que lhes permita sair pela porta da frente.

Agora, através de Keiko, se reconhece os resultados da comissão da verdade, isto é, que foram excessos cometidos por algumas pessoas, para limpar a poeira e palha para o velho Estado peruano genocida, seus chamados três poderes, suas demais instituições de todo nível, e principalmente suas FF.AA. e policiais. Tratar de limpar a sua democracia genocida, isto é, os governos anteriores ao “autogolpe”, como os genocidas Belaunde e Alan García e aos governos posteriores. Dizem seus especialistas em “direitos humanos”, que se não for deste modo, então o Estado peruano não teria legitimidade nem continuidade, porque haveria um “buraco negro” em sua história. Por isso os genocidas Belaunde e García foram “desculpados”, porque, segundo eles (CVeR), foram governos legítimos. Dirão ao povo que o povo o elegeu e não se pode ter tanto tempo para uma pessoa que o povo reconhece que fez tanto bem, apesar de seus erros, e assim dirão dos outros. Fujimori, como patriarca do fujimorismo, desde sua própria fortaleza (“prisão”), participou de todos os acordos e desacordos de seus parlamentares durante o governo de Humala. E Montesinos está bem protegido na Base Naval del Callao de onde tem saídas noturnas (segundo Toledo).

Então há ainda desacordos em como concretizá-lo, porque está visto que de uma só vez não se pode favorecer a todos os genocidas como uma medida geral, como uma anistia, mas que tem que centrar no mais visível prometendo aos mandos da FF.AA. que logo serão os demais, de forma escalonada e aos poucos. Não esquecer que há algumas ratazanas da LOD de Miriam (agora como organização própria, PCPMOVADEF) que há tempos têm cumprido suas condenações, mas se tem preferido deixá-los na prisão, não será que com isto se buscará cumprir, sem pudor, uma medida mais geral a favor dos genocidas? É possível que seja assim, ou de outra forma como tratarão de cobrir as aparências, mas em todo caso, nisso estão. A própria Keiko disse que conversará com os “terroristas arrependidos”, com os do “sendero verde”, devem ser estes do Movadef. E este é problema crucial para a reação, porque a guerra popular continua e esta será impulsionada cada vez mais enquanto avançar mais a reorganização geral do PCP, como se tem visto no exitoso boicote que está aplicando o PCP.

Sendo assim, todos os reacionários e os revisionistas se arrastando atrás deles, buscarão aumentar a participação, tanto com o K ou contra o K, com marchas e tudo em defesa da memória etc. para ter um novo governo legitimado nas ânforas. K não obteve mais de 20% de sufrágios do padrão eleitoral, sem contar os não inscritos. E Kusinski menos de 10% e, assim, seu parlamento foi eleito por menos de 20% dos votos válidos e aproxima 10% dos emitidos.

Mais ainda, de onde provêm os parlamentares das diversas bancadas? Mais de 20% destes são convidados e provêm de partidos ou organizações de caráter regional ou forças locais, isto é, gamonais de diferentes tipos ligados às grandes empresas mineiras ou às máfias destas montadas para canalizar e explorar os mineiros informais, aos grandes latifundiários, a essa espessa rede corporativista dos “programas sociais”, não esquecer a CONFIEP. Uma questão que não deve passar é a ligação de ambos os candidatos através de membros destacados de seu entorno ao narcotráfico.

Ultimamente tem saído com força contra o secretário geral do FP da Keiko Fujimori. Isto levaria a repetir a situação que se deu com o ex-presidente Samper na Colômbia, e assim firmou sem chispar o “acordo” ianque-colombiano do “Plano Colômbia”.

O PCP, desde o ano passado e este ano, antes e até mesmo no dia do primeiro turno, em 10 de abril, a par que desenvolve a tarefa pendente de sua reorganização, vem elevando as ações da guerra popular em qualidade e quantidade, marchando ao encontro da luta das massas para dirigi-las e dar um novo grande salto na incorporação das massas à guerra popular, tem realizado contundentes ações armadas tanto no campo como na cidade, o EPL convocou o povo e as massas, mobilizando-as contra a chegada das tropas ianques no 1º de setembro; no campo, contundente emboscada no Comitê Regional Principal e incursões armadas em Huancavelica e Huancayo; no Comitê Metropolitano na Zonal Leste, em 08 de setembro golpeou com bandeiras, pinturas, panfletos e “zozobras”, enquanto preparavam a famigerada Cúpula mundial do FMI e Banco Mundial, a qual, em plena reunião de seus primeiros dias de outubro, o EPL desdobrou valentia e coragem com agitação e propaganda armada na Zonal Norte e Zona Oeste no Callao, etc. Nos dias prévios ao 10 de abril se atacou com bandeiras, pinturas, panfletos e “zozobras”, com ações no campo e cidade e contundentes emboscadas no Comitê Regional Principal. O boicote desenvolve a tendência do povo contra as eleições e serve à guerra popular e à reorganização geral do partido, como vemos, vai assentando sólidas bases para seu exitoso desenvolvimento e culminação. Partido militarizado que é o eixo e centro da construção concêntrica dos três instrumentos da revolução.

Viva o Presidente Gonzalo, Chefe do Partido e da Revolução!

Desfraldar, defender e aplicar o Marxismo-leninismo-maoísmo pensamento gonzalo, principalmente pensamento gonzalo!

Viva o Partido Comunista do Peru!

Sob a guia do Congresso, Reorganização Geral do Partido em meio da Guerra Popular!

Viva o 36º Aniversário da Guerra Popular no Peru!

Viva o Exército Popular de Libertação, legiões imbatíveis de Gonzalo!

Viva o Maoísmo!

Abaixo o revisionismo!

Saudamos desde aqui, o futuro nascimento da República Popular do Peru!

Honra e glória ao heroico povo peruano!

Movimento Popular Peru (Comitê de Reorganização)

Maio de 2016

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