Notas América Latina

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‘Acordo de paz’: FARC se rende ao velho Estado

Jailson de Souza

Em 22 de junho foi anunciado publicamente o desfecho das conversações rumo a um “acordo de paz” entre as FARC e o velho Estado colombiano, que inclui o desarmamento e incorporação do grupo guerrilheiro na farsa eleitoral levada a cabo naquele país.

Na semana do dia 22, o gerente de turno do velho Estado colombiano, Santos, afirmou que hão de ser finalizados os acordos até o dia 20 de julho. Já o desarmamento e desmobilização dos grupos guerrilheiros das FARC ocorrerão após a assinatura final do cessar-fogo.

As FARC, que se arrastou até aqui como revisionismo armado, agora se põe abertamente no campo da reação, inclusive fortalecendo e integrando o velho Estado colombiano e servindo ao plano estratégico do imperialismo ianque de canalizar todos os tipos de reivindicações para o campo burocrático.

É importante destacar o papel sinistro que desempenhou o revisionismo cubano no processo, sendo “mediador” e anfitrião deste vergonhoso evento, desmascarando-se cada vez mais como serviçal do imperialismo – trocando somente de amo.

Rechaçar tudo que o inimigo apoia

Para que se tenha noção de quão este “acordo de paz” é sinistro, capitulacionista e a serviço dos planos da reação mundial, basta que observemos a recepção do imperialismo ianque ao evento. Com uma sinistra saudação ao cessar-fogo, o porta-voz do Departamento de Estado ianque, John Kirby, declarou ainda que “tem a esperança de que as partes continuarão fazendo progressos na direção de um acordo final de paz”.

É o oportunismo e o revisionismo novamente se expressando como linha auxiliar da reação mundial. Cabe, pois, desmascará-los para abrir alas ao caminho revolucionário, tanto na Colômbia como em todo o mundo.

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México: polícia mata 6 manifestantes

No último domingo, dia 19 de junho, durante confrontos entre professores e policiais numa manifestação, os agentes de repressão abriram fogo e assassinaram pelo menos seis pessoas. Cerca de 53 ficaram feridas.

Os manifestantes exerciam seu direito de manifestação e bloqueavam uma rodovia em Oaxaca, estado no sul do país, quando o batalhão de choque interferiu com extrema violência, atirando com armas letais contra a multidão.

Foi o maior caso de repressão fascista protagonizado pelo aparato militar do velho Estado mexicano desde que iniciaram as combativas manifestações contra as “reformas” da gerência Enrique Peña Nieto.

Na tentativa de justificar o ataque covarde, o diretor da Polícia Federal do México, Enrique Galindo, disse que “mascarados que não são filiados ao sindicato estão por trás da maior parte dos episódios violentos”: como se só pudessem apoiar a greve pessoas de uma determinada categoria, ou como se tal coisa justificasse os tiros dados contra as massas. O governador de Oaxaca, Gabino Cué, utilizou o mesmo argumento.

Assim como no caso dos 43 de Ayotzinapa, o fascismo aberto das forças policiais não vai deter a luta popular no México. Cada vez mais, em resposta ao fascismo do velho Estado, as massas têm ido às ruas em manifestações combativas que desafiam a velha ordem de opressão e exploração.

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