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Oriente Médio: USA manterá tropas no terreno

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O imperialismo ianque, na sua sanha por dominar todo o mundo como superpotência hegemônica única que é, impõe o caos e dissemina mais e mais distúrbios sem precedentes no Oriente Médio e norte da África para, ademais de dominar toda aquela região e intensificar o saqueio das nações oprimidas para contrarrestar a crise geral do imperialismo, como também para quebrar as últimas áreas de influência significativas da Rússia (superpotência atômica). Na aplicação dessa política, armou e auxiliou diretamente grupos mercenários e religiosos sectários para dividir as massas, desestabilizar nações e gerências serviçais do imperialismo russo e, nos últimos anos, também para manter dividida a frente anti-imperialista nos países por ele invadidos e ocupados – caso do Estado Islâmico no Iraque.

O Estado Islâmico é expressão e personificação da lógica inexorável do imperialismo, como bem apontou Mao Tsetung: “Provocar distúrbios, fracassar, voltar a provocar distúrbios, fracassar de novo... até à sua ruína; enquanto que esta lei, para as massas, é lutar e fracassar, voltar a lutar e fracassar outra vez, voltar a lutar até triunfar totalmente”.


Atentados jihadistas no Iraque e ‘botas no terreno’

Em 3 de julho de 2016, uma série de ataques a bomba em áreas civis de Bagdá, capital do Iraque, mataram mais de 200 pessoas e deixaram outras várias centenas feridas. Esses atentados, atribuídos ao ISIS, são mais um episódio trágico e de caos cujo responsável é o imperialismo (principalmente ianque) pelas razões já citadas acima.

O USA, se aproveitando desse fato afirmou, na pessoa de seu presidente Barack Obama, que manterá tropas no Afeganistão com mais de 8.400 soldados. A OTAN também declarou que fará manutenção de 15.000 soldados.

Anteriormente, o mesmo Obama (eleito com a principal promessa de cessar as guerras no Oriente Médio) havia prometido manter 5.000 soldados, mas, segundo o mesmo, é preciso manter o contingente total, pois “a segurança no Afeganistão segue precária”, mencionando o Talibã como principal ameaça a ser combatida, além do Estado Islâmico.

Refugiados: crime da guerra imperialista

A guerra imperialista promovida pelo USA no Oriente Médio, em conluio e pugna com outros imperialistas (principalmente com os russos, mas também com os franceses) contra as nações daquela região produziu uma enorme massa de refugiados que, fugindo do caos e desgraça implantados pelos imperialistas genocidas, batem às portas da Europa procurando uma nova vida.

Lá, encontram superexploração, subemprego, discriminação racista e lugar nos setores mais fundos e profundos do proletariado dos respectivos países de destino (condição que os torna, inclusive, a força motriz principal da revolução nestes países).

No entanto, boa parte dos refugiados sequer chegam a tal destino: à sua frente ainda estão os oceanos, campos de concentração na periferia europeia (Turquia, principalmente) e nas fronteiras entrincheiradas.

Segundo a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), 65,3 milhões de pessoas se tornaram refugiados por problemas de guerra e perseguição em todo o mundo em 2015. Já em 2016, mais de 2.900 refugiados morreram em travessia no Mar Mediterrâneo, segundo a Organização Internacional de Migrações (OIM). Recentemente, no dia 7 de julho, um barco com 217 corpos de refugiados foi encontrado, sem sobreviventes. Já no dia 19 de junho, na fronteira turca, oito refugiados sírios (quatro eram crianças) foram fuzilados pelo exército fascista turco.

Estas são demonstrações das dificuldades que os refugiados enfrentam na labuta por uma vida digna e que só encontrarão com o varrimento do imperialismo da face da terra.

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