Do clássico ao popular

A- A A+

Pianista, compositor, arranjador, Leandro Cabral não se cansa de lutar pela música de alta qualidade. Vivendo música desde bem pequeno, Leandro usa o ensino musical para passar o que sabe e somar mais pessoas com o mesmo objetivo, enquanto divulga seu primeiro álbum, o EP Sobre Tradição, e se prepara para lançar seu segundo trabalho ainda este ano.

http://anovademocracia.com.br/173/18a.jpg

— Comecei a estudar piano clássico aos sete anos de idade, e o contato musical na primeira infância foi primordial para mim. Conheci o piano popular por volta dos 13 anos, o sistema de cifras e a liberdade na interpretação e construção dos encadeamentos. Me apaixonei e nunca mais larguei — fala.

Leandro se aprofundou nos estudos de piano popular a partir dos 15 anos de idade, na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, dando continuidade na faculdade. Ele é natural de Santo André (SP).

— Existem diferenças entre as duas escolas de piano, clássica e popular: a popular se baseia principalmente nos pianistas de jazz e aqui no Brasil, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth criaram as bases; enquanto que na tradição europeia o pianista se detém mais em questões de interpretação — explica.

— No piano popular a composição, arranjo e interpretação podem se misturar com facilidade. Contudo, vejo as duas escolas como atributos diferentes do mesmo instrumento — expõe.

http://anovademocracia.com.br/173/18c.jpg

— Existem muito mais elementos que unem o piano clássico do piano popular do que os separam, e o piano, por sua vez, está a serviço da música. Sendo assim, procuro me banhar nas duas fontes, que na verdade é apenas uma — continua.

Leandro leciona piano popular na Faculdade Souza Lima, em São Paulo. E já participou de oficinas importantes, como ‘O Piano Brasileiro na Casa do Núcleo’.

— A Casa do Núcleo é um encontro anual idealizado e produzido pelo grande pianista Benjamin Taubkin. A ideia é se ter uma mostra da produção atual dos pianistas de destaque no cenário nacional. Se realiza através de concertos e oficinas — diz.

— O piano brasileiro tem muitas vertentes, seja mais clássica ou mais popular, seja mais nacionalista, jazzista ou com influências diversas. Isso fica muito claro nos eventos da Casa do Núcleo — continua.

— Meu trabalho solo tenta estar dentro de uma fusão entre ritmos brasileiros, improvisação e liberdade jazzísticas, e uma certa introspecção do jazz europeu. Adoro o pulsar das claves de música regional brasileira, vibro com Bill Evans e Herbie Hancock. Tord Gustavsen, Bach ou Debussy me arrebatam. É impossível falar do que gosto mais — declara.

Ele adquiriu uma ampla experiência como músico tocando nas noites de São Paulo.

— Toco na noite há mais de 15 anos. Felizmente quase sempre pude trabalhar com repertório de jazz, bossa nova e MPB de alto nível. Acredito ser de fundamental importância para o músico instrumentista ou cantor ter essa vivência — fala.

— Com o advento dos DJ’s e, posteriormente, MP3, Youtube etc., a música ao vivo perdeu muito público. Isso é um problema sério de nossa sociedade atual, e não é só musical, mas cultural. Infelizmente é um fenômeno que acomete todo o mundo — constata.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja