Luta pela terra

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RO: risco de despejo, tomada de terras e prisões arbitrárias

Com informações da LCP de RO e Amazônia Ocidental e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

Os camponeses do Acampamento Rancho Alegre 1, situado no Lote 43, distrito de Guaporé, localizado no município de Chupinguaia (RO), correm o risco iminente de serem despejados da área.

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Camponeses ocupam latifúndio e nomeiam acampamento de ‘Nilce de Sousa’

Cerca de 60 famílias ocuparam, no dia 13 de novembro de 2015, terras de um latifúndio, com quase 2 mil hectares, que estava há anos abandonado, sem cerca, casa ou qualquer atividade produtiva.

Em nota, os camponeses acusam o pretenso proprietário da terra de praticar especulação fundiária, bem como de utilizá-la para obter financiamentos bancários, dando-a como garantia.

Os camponeses reivindicam a destinação das terras para quem nela realmente vive e trabalha e não para aqueles que as mantêm improdutivas.

Tomada de terras

Cerca de 100 famílias atingidas pela Usina Hidrelétrica de Samuel, fartas da espera e das falsas promessas da Eletronorte e de esperar as consecutivas gerências federais para solucionarem a sua demanda por terra, ocuparam, no dia 06/07, a fazenda Três Casas, no distrito de Triunfo, no município de Candeias do Jamary.

A usina foi construída durante o regime militar fascista, quando a população foi removida sem receber nada. “São 30 anos que essas famílias esperam por seus direitos. Elas têm direitos e vamos lutar por eles, ocupar, resistir e produzir”, frisou um integrante do MAB.

Em homenagem a Nicinha, liderança do MAB assassinada no início desse ano e símbolo de luta e resistência dos atingidos por barragens, o acampamento foi denominado de Nilce de Souza.

Camponeses presos

Na tarde do dia 29/06, 8 camponeses que ocupavam as terras vizinhas da Fazenda Tucumã, com anuência do proprietário, foram presos em uma operação conjunta das forças de repressão do velho Estado burguês-latifundiário.

A ação mobilizou 50 homens pertencentes ao 2º Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) do município de Machadinho D’Oeste, a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), ao Grupo de Operações Especiais (GOE), a Força Tática do 7º BPM de Ariquemes, a Patrulha Rural de Cujubim, com o apoio do helicóptero Falcão 01 do Núcleo de Operações Aéreas (NOA) de Porto Velho.

Os camponeses pertencem ao Acampamento Terra Nossa, localizado na Fazenda Tucumã, na Linha C-114, no município de Cujubim, na região do Vale do Jamari, que no dia 08/06 foi removido em ação de reintegração de posse a pedido do latifundiário Paulo Japonês, que alega ser o proprietário das terras.

Na ação criminosa e ilegal, os barracos foram removidos, uma caminhonete e uma moto apreendidas, camponeses agredidos e presos, sendo estes encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil do município de Ariquemes. Ademais, uma bandeira da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) foi encontrada e recolhida pelos PMs, sendo mostrada como um “item criminoso”, em mais uma demonstração de criminalização do movimento camponês combativo por parte da Polícia Militar (PM).

As prisões ocorreram em virtude do desencadeamento de uma política, por parte da gerência estadual de Confúcio Moura (PMDB), com o apoio do comandante-geral da PM, o coronel Ênedy Dias de Araújo, a mando dos latifundiários, de intensificar os patrulhamentos nas áreas rurais para combater as “invasões” de terra, o “desmatamento” e a “violência” no campo em Rondônia, mas que, na realidade, visam combater a luta pelo acesso à terra por parte dos camponeses pobres sem terra ou com pouca terra.

Cabe registrar que a Fazenda Tucumã incide sobre a Reserva Extrativista do Rio Preto-Jacundá, com 95 mil hectares, entre os municípios de Cujubim e Machadinho D’Oeste, que é intensamente desmatada por madeireiros e latifundiários, os reais praticantes de crimes ambientais.

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