França e Alemanha: ataques são consequência da guerra imperialista

Nos instantes finais do fechamento da edição passada (AND nº 173) ocorreu um ataque em Nice, França, durante a celebração pelo dia da queda da Bastilha – 14 de julho, feriado nacional naquele país. O autor do ataque foi Mohamed Lahouaiej Bouhlel, nascido na Tunísia, 31 anos.

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Dirigindo um caminhão, Mohamed Lahouaiej avançou contra a multidão por 2 km ininterruptos, matando 84 e deixando 200 feridos. O Estado Islâmico reivindicou a ação.

Aproveitando-se disso, o fascista François Hollande anunciou o pedido de prorrogar o “Estado de exceção” que vigorou desde aqueles primeiros atentados em Paris, em 13 de novembro de 2015.

Apesar da instabilidade que se apresentou nos dias após o ataque, com pedidos de renúncia e etc., os deputados e senadores atenderam ao pedido de Hollande e aprovaram com ampla maioria de votos sua prorrogação até janeiro de 2017.

Atentados na Alemanha

A Alemanha se empenha por consolidar-se como potência hegemônica no continente, sendo a principal força econômica e política do bloco “União Europeia”. Isso faz agudizar sua contradição com os povos oprimidos e, em consequência, acirra-se também a contradição burguesia-proletariado em suas entranhas.

Como produtos deste contexto, ocorreram recentes atentados na Alemanha. Em 18 de julho, um jovem afegão de 17 anos matou 4 pessoas durante uma viagem de trem, em Würzburg. Quatro dias depois, na cidade de Munique, um jovem alemão de origem iraniana matou 9 pessoas a tiros.

Por fim, no dia 24, mais um atentado foi registrado: em Ansbach, no sul da Alemanha, um homem-bomba feriu 11, três em estado grave.

Resultados da agressão externa e no território

Jaílson de Souza
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Estes episódios são resultados da existência e da atuação nefasta do imperialismo em todo o mundo. As massas das nações do Terceiro Mundo, principalmente do Oriente Médio e Norte da África (onde se concentram as duas mais agudas contradições fundamentais da nossa época: entre os imperialistas e imperialistas versus nações oprimidas), sofrem com a mão pesada do fascismo imperialista. Em seus países de origem são subjugadas através da semicolonialidade e semifeudalidade indo até a invasão, genocídio e saqueio. E nos próprios países imperialistas, essas massas, na condição de imigrantes e refugiadas, acabam sendo submetidas à superexploração, colocadas nos setores mais profundos do proletariado europeu, e são ainda vítimas do mais exacerbado racismo e chauvinismo fomentados pela burguesia dos países imperialistas para dividir o proletariado.

Tal situação histórica da opressão, em ambas as condições, produz reações de resistência, embora cegas ou inconsequentes se dirigidas por ideologias alheias a do proletariado – como vem ocorrendo, tendo como exemplo os fatos aqui noticiados.

Tais ações cegas e desesperadas empreendidas pelos setores mais pobres e oprimidos do proletariado europeu (quase sempre imigrantes ou descendente de imigrantes) são consequência da ideologia que, no momento, guia parte desses setores. Para solucionar a questão, necessita que o proletariado desses países dirija essas massas através de suas vanguardas, Partidos Comunistas maoístas, canalizando seu ódio de classe e sua energia à Revolução.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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