USA: atos de guerra no terreno da besta imperialista

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Gavin E. Long

Em 17 de julho, dez dias após o ato de guerra levado a cabo pelo jovem negro e ex-combatente do exército ianque Micah Xavier Johnson em Dallas, um novo ato de guerra e de resistência das massas foi realizado, desta vez em Baton Rouge (estado da Louisiana). Gavin Eugene Long, autor da ação, também foi integrante das tropas de agressão ianques na ocupação do Iraque (sargento do exército genocida ianque) e era ativista democrático em defesa da população negra no USA. Realizou a ação no dia de seu aniversário de 29 anos.

Gavin planejou e executou o plano: atraiu veículos policiais para uma região e os emboscou. Três agentes da polícia genocida foram aniquilados e três ficaram feridos. Gavin tombou em combate.

Em vídeo, dias antes da ação, Gavin declarou: “Vamos com a história. Cem por cento das revoluções, de vítimas lutando contra seus opressores, de vítimas lutando contra seus agressores, cem por cento das que tiveram sucesso foram através de derramamento de sangue, através do revide. Zero tiveram sucesso através apenas de protestos. Nunca funcionou, nem vai funcionar. É preciso revidar!”.

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Uma vez mais, tal como em 7 de julho, um ex-combatente negro das fileiras imperialistas enxerga, ainda que de maneira inconsciente e turva, que o inimigo a combater está em sua casa e é o imperialismo (materializado em seus agentes de repressão). É isso que, em essência, expressa tais ações. É, pois, a guerra imperialista regressando a sua casa.

Também novamente se vê os autores destas ações de resistência e de guerra ao imperialismo como sendo verdadeiros produtos do ódio de classe contra o genocídio aos setores mais fundos e profundos do proletariado no USA, principalmente imigrantes e negros. Produto da violência imperialista que se transforma em violência revolucionária, conforme demonstrado na fala citada do próprio Gavin.

O problema segue sendo a guia revolucionária no USA, a existência de uma direção ideológico-política capaz de apontar conscientemente a essas massas o caminho, o método, seus aliados e seus inimigos no processo pela sua libertação.

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