Abaixo o massacre olímpico!

A- A A+

As Olimpíadas e Paralimpíadas são megaeventos que acontecerão — assim como foi na Copa da Fifa de 2014 — em um contexto de recrudescimento da militarização e de aprofundamento do Estado policial que montou uma verdadeira operação de guerra, utilizando-se como desculpa a possibilidade de “ataques terroristas”. Em realidade, tal operação visa limitar a circulação do povo, principalmente o pobre, além de cercear os direitos de livre manifestação e organização da população, tendo em vista a desmoralização de todas as gerências, que temem o irromper da justa rebelião das massas.

http://anovademocracia.com.br/174/15a.jpg
Tratores “olímpicos” destroem a Vila Autódromo

O fascismo olímpico acontecerá em um cenário em que o povo fluminense (e brasileiro) passa por uma piora em suas condições de vida, sofrendo com o arrocho salarial, elevação do desemprego e endividamento etc. Ademais, o povo é submetido diuturnamente à violência policial nas favelas e periferias das cidades, fato que ocorre também, e principalmente, no campo. Confirmação cabal disso na cidade é o caso dos 4 policiais que efetuaram 111 tiros de fuzis em um carro — executando 5 jovens pobres — no bairro de Costa Barros (Zona Norte do RJ), que vão aguardar o julgamento em liberdade e em serviço. No campo, temos a ação das polícias ambiental, civil, federal e militar, além da Força Nacional, na remoção brutal de camponeses e indígenas.

As epidemias assolam o povo — principalmente a chikungunya, dengue, “gripe suína” (H1N1) e zika vírus —, que se amontoa nas filas dos hospitais e postos de saúde públicos, cada vez mais superlotados, sucateados e precarizados, carecendo do mais básico: alimentação, equipamentos, médicos, medicamentos e utensílios hospitalares.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

O funcionalismo público, especialmente aqueles setores que oferecem serviços essenciais ao povo, tais como educação e saúde, sofre com atraso e parcelamento de salários, corte de verbas e salários defasados frente à inflação. No Rio de Janeiro, 393.143 mil servidores públicos, entre os da ativa, aposentados e pensionistas, são atingidos com os constantes atrasos no pagamento pela gerência estadual. O cenário de colapso geral no Rio de Janeiro é a realidade presente de parte do país e futura da parte restante.

Pelo Brasil afora, os trabalhadores respondem com manifestações diárias e com greves aos ataques contra seus direitos cada vez mais aviltados e à não oferta de serviços públicos básicos. Por exemplo, no Rio de Janeiro, os estudantes secundaristas ocuparam mais de 60 escolas em apoio à greve dos docentes da rede estadual (que acabou no dia 26/7), reivindicando uma educação pública de qualidade. No campo, onde a situação é permanentemente mais grave, os camponeses pobres, indígenas e os remanescentes quilombolas ocupam terras e retomam os seus territórios, resistem aos despejos, perseguições, ameaças e não recuam da luta mesmo com os assassinatos constantes praticados por latifundiários e seus grupos de pistoleiros, com a participação de policiais, tudo acobertado pela “justiça”.

http://anovademocracia.com.br/174/15b.jpg
Professores mantiveram meses de luta por seus direitos

A realização desses megaeventos foi planejada por Lula/PT no intento de conquistar maior destaque internacional e dar aval a seus projetos eleitoreiros. Vincula-se também com as arquitetações do capitalismo em sua fase final, agonizante e putrefata: o imperialismo, principalmente o ianque, no seu objetivo de ampliar a dominação e saqueio das riquezas das colônias e semicolônias.

Recebemos, na redação de AND, um boletim da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP) denunciando o massacre olímpico. Devido a sua importância, reproduzimos sua adaptação:

Povo Brasileiro: Rebele-se!

As Olimpíadas são instrumento de descarada política de circo sem pão da burguesia e do seu monopólio de imprensa, já que a crise econômica lançou milhões no desemprego e pôs fim à farra do crédito ao consumidor. Direitos estão sendo cortados e os salários ainda mais precarizados! Legiões de deserdados e de desabrigados transitam nos campos e cidades e no coração do povo brasileiro fermenta a revolta contra todas as iniquidades de que é vítima diariamente.

Está na ordem do dia grandes revoltas contra o velho e apodrecido Estado brasileiro representado hoje pelo governo do PMDB e sua base de sustentação, sucessor do governo do PT/PMDB/PCdoB/PSB/PDT etc., que comete diariamente todos os tipos de atropelos e crimes contra nosso povo. Derrubar a corja de políticos corruptos, a dominação estrangeira, dos latifundiários, banqueiros, empreiteiros e outros grandes capitalistas é tarefa urgente, porém sua realização custará uma luta prolongada.

http://anovademocracia.com.br/174/15c.jpg
Faixa contra as Olimpíadas em escola ocupada na Zona Sul

Esse Estado fascista precisa ser derrubado por completo e só uma Grande Revolução Democrática pode destruí-lo e em seu lugar construir outro novo e diferente, o Estado Popular de Nova Democracia da frente única revolucionária, baseada na aliança operário-camponesa, juntamente com todos explorados e oprimidos. Só uma Grande Revolução Democrática ininterrupta ao Socialismo pode e vai demolir esse podre Estado e varrer a exploração, opressão, miséria, injustiça e violência sobre o povo trabalhador e libertar a Nação do jugo imperialista, principalmente ianque.

Para construir o novo é preciso destruir o velho e para isso toda luta popular democrática e revolucionária deve levantar as lutas reivindicativas em defesa dos interesses das massas populares e seus direitos por:

  • Aumento geral dos salários;
  • Seguridade e aposentadoria públicas e integrais;
  • Passe-livre já para estudantes, pelo transporte público e gratuito;
  • Saúde e educação públicas, gratuitas e decentes;
  • Contra a violência sobre as mulheres, igualdade de direitos e descriminalização do aborto;
  • Punição para os criminosos do regime militar, mandantes e executores (civis e militares) de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados;
  • Fim do trabalho servil nas plantações do agronegócio, nas obras do PAC e em todo o país;
  • Reconhecimento e demarcação imediata dos territórios dos Povos Indígenas e Comunidades remanescentes de Quilombolas;
  • Terra para quem nela vive e trabalha;
  • Basta à sangria de recursos públicos doados aos bancos e transnacionais;
  • Basta às mineradoras e sua pilhagem das riquezas naturais e degradação ambiental. Nacionalização das jazidas minerais, industrialização e produção nacional. Contudo ressaltamos que nossa principal reivindicação é o Poder.

Os camponeses devem se alçar a tomar todas as terras do latifúndio por todo o país levando até as últimas consequências para garantir sua posse; a classe operária e demais trabalhadores devem fazer preparativos para a greve geral através de greves parciais e cortes de rodovias e avenidas, buscando unir todas as organizações sindicais e populares possíveis de se unir sobre a base da linha classista e as mulheres do povo e a juventude combatente devem se levantar em tormentosos protestos ocupando escolas, universidades, tomando ruas e praças. As massas populares de todo o país devem se levantar pela revolução democrática!

LEIA TAMBÉM

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja