50 Anos da Grande Revolução Cultural Proletária - A classe operária deve dirigir tudo

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Os intelectuais revolucionários e os jovens estudantes foram os primeiros a tomar consciência, tal como lhes corresponde fazer de acordo com as leis de desenvolvimento da revolução. (...) O progresso do movimento demonstrou que os operários e os camponeses seguem sendo a força principal – os soldados não são nada além de operários e camponeses uniformizados (...) Uma vez que se levantem as grandes massas de operários e camponeses, o lixo burguês será varrido de maneira radical.

(Presidente Mao Tsetung, comentários sobre a GRCP, julho de 1967.)

Como espada afiada sob a guia do Presidente Mao e da esquerda do PCCh, a intensa atividade revolucionária dos Guardas Vermelhos deflagrada a partir de agosto de 1966 fazia a Grande Revolução Cultural Proletária (GRCP) avançar de Pequim para as mais longínquas províncias da China.

A partir da intervenção dos Guardas Vermelhos nas fábricas e do ingresso da classe operária na batalha ideológica da Grande Revolução Cultural Proletária, os operários “rebeldes” ou “rebeldes proletários” se lançaram à confecção de cartazes, realização de reuniões e críticas aos dirigentes, mas não sem encontrar forte oposição dos zu zi pai (os seguidores do caminho capitalista).

Os promotores da “linha negra” se esforçavam sobremaneira para impedir a fusão do movimento operário ao movimento estudantil e à juventude revolucionária representados pelos Guardas Vermelhos. Desde a publicação da Declaração de 16 Pontos, a oposição da GRCP e da esquerda do partido criava obstáculos para que a Revolução Cultural progredisse. Houve um processo relativamente prolongado e de cruenta luta entre a esquerda e os promotores da “linha negra”. Os adversários do Presidente Mao Tsetung no Comitê Central do Partido – exceto aqueles implicados diretamente com a camarilha de Peng Cheng e Lu Ting-yi – seguiam ocupando posições de direção em várias províncias e no partido e manobravam para que a Guarda Vermelha não chegasse às fábricas e avançasse pelas províncias.

Os zu zi pai se aproveitavam do fato de os Guardas Vermelhos, em certas ocasiões, por não pertencerem às províncias em que chegavam e serem alheios à realidade dessas localidades, cometerem erros, para então urdir intrigas e convencer os operários e camponeses de atacarem a juventude revolucionária. Valiam-se das mesmas manobras outrora empregadas pelos grupos de trabalho, quando atacavam os Guardas Vermelhos tachando-os de contrarrevolucionários.

A direção do partido, através de seus órgãos de imprensa, multiplicaram os alertas contra os zu zi pai, conclamando as massas a não se deixarem arrastar por suas intrigas e maquinações sem refletir. Papel e tinta para a confecção de cartazes eram fornecidos gratuitamente nos locais de trabalho. A impressão de boletins, instalação de alto-falantes e organização de reuniões eram arcados pela contabilidade da empresa. A direção da GRCP oferecia aos trabalhadores, dessa maneira, todas as condições para empreenderem a crítica aos dirigentes em todos os níveis e submeter à análise e crítica o comportamento de todos os quadros do partido.

Foram formados destacamentos de “rebeldes proletários” em nível de oficinas, regimentos a nível de fábricas e quartéis generais a nível municipal ou provincial. Todas estas organizações de luta ideológica cresceram e se fortaleceram. Os chefes dessas organizações eram eleitos de forma direta e podiam ser revogados a qualquer momento.

A ação intrépida e persistente dos Guardas Vermelhos e o ingresso da classe operária na grande batalha da GRCP comprovou mais uma vez o acerto da linha do Presidente Mao. Combatendo tenazmente os zu zi pai, os “rebeldes proletários” fizeram, batalha após batalha, inclinar, definitivamente, a balança da relação de forças a favor da esquerda, criando condições para aplastar a oposição.

Yao Wen-yuan

(O presente artigo foi publicado na revista Hongqi, nº 2, 1968.)

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O ingresso da classe operária na batalha ideológica da GRCP representou um grande salto

Citações do Presidente Mao Tsetung.

Nosso país tem 700 milhões de habitantes e a classe operária é a classe dirigente. Seu papel dirigente deve estar em pleno funcionamento na Grande Revolução Cultural e em todos os campos do trabalho. A classe operária também deve elevar constantemente sua consciência política no curso da luta.

Para levar a cabo a revolução proletária na educação, é imperativo contar com a direção da classe operária: é imperativo que as massas operárias participem nela e que, em cooperação com os combatentes do Exército de Libertação, realizem a integração tríplice revolucionária junto com os ativistas entre os estudantes, professores e operários das escolas, ativistas decididos a levar até o fim a revolução proletária na educação. As equipes operárias de propaganda devem ficar permanentemente nas escolas, tomar parte no cumprimento de todas as tarefas da luta, da crítica, da transformação, e ali dirigi-los para sempre. Nas zonas rurais, as escolas devem ser administradas pelos aliados mais seguros da classe operária: os camponeses pobres e camponeses médios da camada inferior.

A luta, crítica e transformação nas fábricas passam, em geral, pelas seguintes etapas: estabelecimento de comitês revolucionários de integração tripla, crítica massiva, depuração das linhas de classe, retificação da organização do Partido, simplificação da estrutura organizativa, reforma regulatória e transferência de trabalhadores de escritório aos níveis de base.

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Se aproxima um grande auge da luta-crítica-transformação. A publicação das recentes instruções do Presidente Mao e a entrada sistemática e dirigida do gigantesco exército de operários industriais nas escolas e demais entidades que, todavia, não têm realizado bem a luta-crítica-transformação, são indícios da chegada desse crescimento. Ele surge depois da realização de uma série de trabalhos tais como o estabelecimento dos comitês revolucionários de diversas províncias, municípios e regiões autônomas, a crítica massiva e a depuração das fileiras da classe, e produzirá profundas transformações em todos os terrenos. Golpeará impetuosamente todos os domínios da superestrutura que não correspondem à base econômica socialista, educará as massas populares, esmagará os reacionários escondidos, conduzirá a vitória total da Grande Revolução Cultural Proletária e promoverá grandemente o desenvolvimento das forças produtivas sociais.

A importante tarefa que enfrentam agora os comitês revolucionários a todos os níveis é realizar sem perda de tempo sérios esforços por fazer bem a luta-crítica-transformação. Afim de cumprir essa tarefa, há que insistir na direção da classe operária, deve “estar em pleno funcionamento na Grande Revolução Cultural e em todos os campos do trabalho”.

Desde meados do século XIX, quando começou a tomar forma o marxismo, se formulou a bandeira da substituição da ditadura da burguesia pela ditadura do proletariado. Até hoje, transcorreram 120 anos. Somente o imperialismo, a classe latifundiária, a burguesia e seus agentes – os velhos e novos revisionistas – se opõem a esta bandeira totalmente revolucionária. O Partido Comunista da China toma esta bandeira como seu programa fundamental. Para fazê-la realidade, é necessário aliar-se com outros componentes das amplas massas fora das operárias, principalmente com as massas camponesas, as massas pequeno-burguesas urbanas e os intelectuais que possam ser transformados, e dirigi-los até adiante.

A Grande Revolução Cultural Proletária, ao longo de todo seu processo, tem estado unicamente sob a direção de uma só classe, a classe operária. Nosso Partido é a vanguarda do proletariado. O quartel-general proletário encabeçado pelo Presidente Mao e com o Vice-presidente Lin Piao como sub-chefe representa de maneira concentrada os interesses da classe operária, dos camponeses pobres e camponeses médios da camada inferior, ademais das outras massas trabalhadoras, é o único centro dirigente para todo o Partido, todo o exército, todo o país e para as massas populares revolucionárias. A linha revolucionária proletária do Presidente Mao e suas diversas instruções refletem as demandas prementes da classe operária e das centenas de milhares de revolucionários, encarnam a firme direção do proletariado na Grande Revolução Cultural Proletária em seu conjunto. É precisamente a direção do quartel-general proletário encabeçado pelo Presidente Mao que tem sido possível iniciar esta Grande Revolução Cultural Proletária em que participam centenas de milhões de integrantes das massas revolucionárias. Para insistir na direção da classe operária é essencial, antes de tudo, assegurar a rápida e feliz aplicação de todas e cada uma das instruções do grande líder da classe operária, o Presidente Mao, e das ordens emitidas pelo comando supremo de combate da classe operária. Há que combater todas as tendências reacionárias burguesas que minam a liderança da classe trabalhadora, tais como a teoria do “policentrismo”, ou seja, “nenhum centro”, o “localismo de montanha” e o sectarismo. Os comitês revolucionários dos diversos lugares são órgãos de poder da ditadura do proletariado. Todas as entidades devem aceitar a direção dos comitês revolucionários. Em nosso país, não se permite a existência de nenhum “reino independente”, grande ou pequeno, que vai contra o quartel-general proletário do Presidente Mao. O “reino independente” impenetrável e hermético ao estilo do antigo comitê municipal do Partido de Pequim, que rechaçava as instruções do Presidente Mao, foi um meio utilizado pelo Kruschov chinês e a panela de outros grandes intrigantes para contrariar a direção da classe operária e realizar a restauração do capitalismo. Esse “reino independente” foi destruído completamente pelas tempestades revolucionárias. A lição histórica retirada desta luta de classes deve ser bem aprendida por todos os revolucionários. Os cidadãos dos reinos independentes, grandes e pequenos, controlados pelos elementos burgueses em todas as partes do país também devem estudar essa lição.

As equipes operárias de propaganda entram no campo da educação. Isso constitui um grande acontecimento que estremece o mundo. Desde a antiguidade, as escolas têm sido monopolizadas pelas classes exploradoras e seus filhos. Depois da libertação, a situação melhorou um pouco. E mesmo assim, estavam monopolizados fundamentalmente pelos intelectuais burgueses. Dos estudantes preparados nessas escolas, alguns podem juntar-se aos operários, camponeses e soldados e servir-lhes por diversas causas (falando em geral, porque eles ou seus professores são relativamente bons devido a influência de suas famílias, amigos e principalmente por influência da sociedade), enquanto outros não. Em um país sob a ditadura do proletariado, existe uma séria luta entre a burguesia e o proletariado pela direção. Nessa Grande Revolução Cultural Proletária, quando os jovens combatentes guardas vermelhos se levantam em rebelião contra o punhado de elementos seguidores da via capitalista dentro do Partido, as forças reacionárias burguesas nos centros de ensino sofrem temporariamente um duro golpe. Mas, pouco depois, algumas pessoas reiniciam secretamente suas atividades, incitando as massas a lutarem entre si, a fim de minar a Grande Revolução Cultural, a luta-crítica-transformação, a grande aliança, a integração tríplice revolucionária e o trabalho de depuração das fileiras da classe e da retificação da organização do Partido. Isso tem provocado o descontento entre as grandes massas. A realidade nos ensina que nessas circunstâncias, a luta-crítica-transformação e a série de outras tarefas levantadas na frente educacional não podem cumprir-se contando apenas com os estudantes e intelectuais; por isso, necessitamos da participação dos operários e combatentes do Exército Popular de Libertação e da firme direção da classe operária.

 O Presidente Mao assinalou recentemente:

Para levar a cabo a revolução proletária na educação, é imprescindível contar com a direção da classe operária; é imprescindível que as massas operárias participem nela e que, em cooperação com os combatentes do Exército de Libertação, realizem a integração tríplice revolucionária junto com os ativos entre os estudantes, professores e operários das escolas, ativistas decididos a levar até o fim a revolução proletária na educação. As equipes operárias de propaganda devem ficar permanentemente nas escolas, tomar parte no cumprimento de todas as tarefas da luta-crítica-transformação ali e dirigi-los para sempre. Nas zonas rurais, as escolas devem ser administradas pelos aliados mais seguros da classe operária: os camponeses pobres e camponeses médios da camada inferior.

Esta instrução do Presidente Mao tem salientado a orientação e o caminho para a revolução educacional nas escolas e constitui uma arma afiada para destruir por completo o sistema educacional burguês. As massas de jovens estudantes devem acolher com entusiasmo que a classe operária ocupe as escolas, participe na luta-crítica-transformação e dirija para sempre as escolas.

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Combater audazmente os zu zi pai

A classe operária tem ricas experiências práticas nos três grandes movimentos revolucionários: a luta de classes, a luta pela produção e a experimentação científica. A classe operária sente o ódio mais intenso por todas as palavras e ações contrarrevolucionárias que se opõem ao socialismo e ao pensamento de Mao Tsetung; odeia mais profundamente o velho sistema educacional ao serviço das classes exploradoras; se opõe da maneira mais firme para deter as ações próprias de “guerra civil” de alguns intelectuais que destroem propriedades do Estado e dificultam a luta-crítica-transformação. E detesta em alto grau o vício de dar discursos vazios que não coincidem com as ações e o estilo de comportamento duplo. Por isso, ao unir-se aos combatentes do Exército Popular de Libertação da China, principal pilar da ditadura do proletariado, as massas da classe operária podem deter com maior energia todos os desvios errôneos que vão contra a linha revolucionária do Presidente Mao e podem solucionar de forma mais eficaz todo tipo de problemas descritos como “velhos, grandes e difíceis”. As contradições em que se emaranham os intelectuais sem poder solucioná-las, são resolvidas rapidamente quando os trabalhadores chegam. Só com a participação dos operários e os combatentes do EPL, se pode desmascarar totalmente a catadura contrarrevolucionária do punhado de elementos maus que se escondem nos bastidores e que incitam as massas a lutarem entre si.

“É suficiente que os trabalhadores administrem as fábricas”. Esse é um ponto de vista antimarxista. A classe operária compreende que só libertando toda a humanidade pode alcançar sua própria emancipação definitiva. Se não se realiza totalmente a revolução educacional proletária nas escolas, não se erradica o revisionismo, a classe operária não pode libertar-se definitivamente e existirá o perigo de uma restauração capitalista e o perigo de que a classe operária seja explorada e oprimida de novo. Participar ativamente da Grande Revolução Cultural em todos os terrenos e que o pensamento de Mao Tsetung ocupe todas as posições culturais e educacionais é um dever que tem que assumir a classe operária, que é politicamente consciente.

“Queremos libertar-nos nós mesmos. Não nos fazem falta a participação dos operários fora das escolas”. A “Decisão do Comitê Central do Partido Comunista da China sobre a Grande Revolução Cultural Proletária” assinala: há que “deixar que as massas se libertem a si mesmas”. Acaso os operários não se encontram entre as massas? Todos os revolucionários proletários autênticos, e não aqueles que são apenas serviço de bordo para enganar as pessoas, tomam a classe operária como sua “própria” gente, como o setor mais avançado e politicamente consciente entre as massas populares. A integração tríplice dos operários, combatentes do EPL e ativistas revolucionários nas escolas constituem precisamente a garantia mais segura para que as massas se libertem a si mesmas. Aquelas pessoas que veem nos operários forças alheias a “elas mesmas”, se não estão confusas, então são eles mesmos elementos alheios à classe operária, e se justifica que a classe operária exerça a ditadura sobre elas. Alguns intelectuais que se denominam “revolucionários proletários” passaram a opor-se aos operários quando a classe operária tocou nos interesses de seu diminuto “reino independente”. Na China não são poucas as pessoas do tipo do senhor Ye, que se denominava apaixonado por dragões, mas que foi tomado de terror quando um verdadeiro dragão visitou-o.1 Estas são as pessoas que menosprezam os operários e camponeses, se dão muito capazes e creem ser muito grandes, mas na realidade não são mais que uns senhores Ye modernos. É necessário que os trabalhadores e combatentes do EPL se introduzam onde quer que se agrupem intelectuais, sejam em escolas e outras entidades, que rompam o império monopolizado pelos intelectuais, ocupem aqueles “reinos independentes”, grandes e pequenos, e tomem os lugares onde se atrincheiram os expoentes da teoria do “policentrismo”, ou seja, a teoria de “nenhum centro”. Deste modo se poderá mudar a atmosfera, o estilo de trabalho e as ideias ruins predominantes nos lugares onde se aglutinam os intelectuais. E estes mesmos tenham a possibilidade de transformar-se e libertar-se.

“Os operários não sabem nada de educação”. Assim falam alguns chamados “intelectuais de alto cargo”. É melhor que abandonem seus maus ares de intelectuais burgueses! Há dois tipos de educação: a educação burguesa e a educação proletária. O que vocês “entendem” são os falsos “conhecimentos” da burguesia. Aqueles que ensinam ciências e engenharias não sabem reparar as máquinas, aqueles que ensinam literatura não sabem escrever artigos e aqueles que ensinam agroquímica não sabem aplicar fertilizantes. Acaso não se vê por todas as partes estes fenômenos ridículos? Só com a participação direta do proletariado se pode criar gradualmente o sistema de educação proletário no qual a teoria concorda com a prática. Vocês não conhecem nada disso.

“Os operários não conhecem a situação das escolas na história da luta entre as duas linhas”. Camarada, não se apresse, os operários a conhecerão. A classe operária tem um nível incomparavelmente mais elevado do que aqueles intelectuais que não veem mais além de seus narizes e cavam os olhos somente em sua própria fortaleza montanhosa. Não vão [os operários] ficar uns poucos dias nas escolas, mas vão trabalhar permanentemente nelas, vão ocupá-las e dirigi-las para sempre. Todas as coisas que existem objetivamente podem ser conhecidas. Mediante sua própria prática revolucionária, a classe operária conhecerá mais profundamente o mundo e o transformará a sua própria imagem.

As equipes operárias de propaganda devem ir, de maneira sistemática e planificada, às universidades, escolas secundárias e primárias, aos diversos domínios da superestrutura e para todas as entidades onde não se está realizando bem a luta-crítica-transformação. Tomando o pensamento de Mao Tsetung como guia principal, devem unir e ajudar os ativistas desses lugares decididos a levar até o fim a revolução educacional proletária, aliar-se com a maioria das massas incluindo os intelectuais susceptíveis de serem transformados, e promover a luta-crítica-transformação ali com o consequente espírito revolucionário do proletariado. Esta é uma grande missão histórica da classe operária chinesa na atualidade. Neste processo, a classe operária mesma se abrandará profundamente na luta de classes e surgirá um grupo de excelentes quadros operários que reforçarão os diversos aspectos dos organismos estatais e os comitês revolucionários aos diversos níveis, e não se limitarão somente a administração das escolas.

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Para cumprir esta tarefa histórica, a classe operária deve estudar atentamente o pensamento de Mao Tsé-Tung, estudar a linha de massas e o estilo de investigação e estudo ensinados sempre pelo Presidente Mao, elevar continuamente sua própria consciência política, fortalecer seu sentido de disciplina revolucionária e criticar sem cessar a corrosão e a influência de todos os estilos burgueses obsoletos no seio da classe operária. Nas entidades culturais e educacionais, a burguesia tem uma influência tradicional. Quando a classe operária transforma o mundo segundo a concepção proletária do mundo, quer dizer, segundo o pensamento de Mao Tsé-Tung, a burguesia sempre trata por todos os meios de corromper com sua concepção burguesa do mundo o setor mais débil das fileiras operárias, incluindo seus quadros dirigentes. Devemos manter uma alta vigilância com respeito a isso. Devemos manter-nos na firme posição proletária. Devemos ficar em guarda contra ataques com balas revestidas de açúcar e outros meios dirigidos contra as fileiras operárias. Também devemos fazer conscientemente um bom trabalho na depuração das fileiras da classe, empenharmo-nos na revolução e promover a produção e realizar bem a luta, crítica e transformação nas fábricas e empresas.

 O Presidente Mao assinalou recentemente:

A luta-crítica-transformação nas fábricas passam, em geral, pelas seguintes etapas: estabelecimento de comitês revolucionários de integração tripla, crítica massiva, depuração das fileiras de classe, retificação da organização do Partido, simplificação da estrutura organizativa, reforma regulatória e transferência de trabalhadores de escritório aos níveis de base.

Estas palavras do Presidente Mao sintetizam o desenvolvimento do movimento de massas na etapa da luta-crítica-transformação que apontam claramente à maneira de realizar as tarefas de luta-crítica-transformação em fábricas e empresas.

A primeira tarefa é estabelecer comitês revolucionários de integração tríplice de modo que a direção das fábricas e empresas estejam verdadeiramente nas mãos do proletariado. Isto se realiza muitas vezes em combinação com estas duas tarefas: a crítica massiva e depuração fundamental das fileiras da classe.

A crítica massiva revolucionária permite que o povo elimine a perniciosa influência da linha revisionista contrarrevolucionária aplicada pelo Kruschov chinês e seus agentes em diversos lugares, eleva sua consciência da luta entre as duas linhas, abre o caminho para a depuração das linhas, da luta de classes no político, no ideológico, e, no curso deste último, desempenha o papel de mobilizar as massas e consolidar os frutos da luta. Depurar as fileiras da classe e desferir golpes seguros, precisos e implacáveis no punhado de agentes secretos, renegados, elementos seguidores do caminho capitalista e dos latifundiários, camponeses ricos, contrarrevolucionários, elementos nocivos e direitistas que não tem se transformado, constituem um trabalho de enorme importância da classe operária em seu exercício da ditadura do proletariado sobre a burguesia e todas as classes exploradoras, na depuração de suas próprias fileiras e a expulsão dos inimigos de classe infiltrados em seu seio. Isto proporciona materiais vívidos para a crítica massiva. Ambos se promovem e impulsam-se mutualmente. A crítica massiva e a depuração das fileiras da classe têm criado as melhores condições para a retificação da organização do Partido. Passadas as rigorosas provas da luta de classes, no político, ideológico e organizativo, as massas de membros do Partido têm elevado enormemente sua consciência política e têm melhorado consideravelmente suas relações com as massas. Um número muito reduzido de elementos nocivos tem sido expulso do Partido e esclareceu o estatuto fundamental político e organizativo dos membros do Partido. Com a admissão do grupo de ativistas surgidos no movimento da revolução cultural, a organização do Partido terá sangue novo formando-se, assim, passo a passo, um núcleo dirigente que aplica firmemente a linha revolucionária proletária do Presidente Mao. De tal maneira, podemos retificar bem a organização do Partido e realizar a grande meta assinalada pelo Presidente Mao para a retificação da organização do Partido: A organização do Partido deve estar composta dos elementos avançados do proletariado, deve ser uma organização de vanguarda plena de vigor e vitalidade, capaz de dirigir o proletariado e as massas revolucionárias na luta contra os inimigos de classe.

Isto é aplicável ao movimento nas empresas industriais e mineiras, e também em geral, ao movimento nas instituições culturais e educacionais e nos órgãos do Partido e governamentais.

O auge da revolução impulsiona o auge da produção. Graças aos esforços de centenas de milhões de camponeses pobres e camponeses médios da camada inferior, a produção agrícola do nosso país tem alcançado abundantes colheitas em vários anos sucessivos. Só contando com uma sólida posição socialista no campo, a Grande Revolução Cultural Proletária nas zonas urbanas pode conquistar uma vitória atrás da outra. Saudamos os camponeses pobres e camponeses médios da camada inferior, firmes aliados da classe operária. O desenvolvimento em profundidade da luta-crítica-transformação está fazendo surgir muitas coisas novas na frente industrial. Em vários lugares, tem tido lugar uma vigorosa revolução técnica no curso da transformação. A situação é excelente e encorajante. O punhado de inimigos de classe que intencionava restaurar o capitalismo tem sido totalmente derrotado. Na atualidade, o imperialismo ianque, o revisionismo soviético e todos os reacionários do mundo estão acurralados, desintegrados e se encontram em um beco sem saída, e seus dias se tornam cada vez mais difíceis. Nossa grande pátria socialista, dirigida pelo camarada Mao Tsetung e apoiada na Grande Revolução Cultural Proletária, resplandece e suas perspectivas são infinitas. Devemos lutar para alcançar a situação em desenvolvimento, mobilizar plenamente as massas, sintetizar a tempo as experiências, fazer bem o trabalho de investigação e estudo, fazer bem o trabalho nas entidades exemplares, fazer uma planificação geral, fortalecer a direção e realizar sérios esforços para levar bem a cabo a luta-crítica-transformação. Essa é uma das batalhas de nossa luta para conquistar a vitória da Grande Revolução Cultural Proletária em todos os aspectos. Sigamos estreitamente o grande plano estratégico do Presidente Mao e avancemos de vitória em vitória.

1 -  No livro “Sin Su” de Liu Siang (77-6 a.c) escrito nos tempos da dinastia Jan, se narra a seguinte história: “O senhor Ye gostava muito dos dragões; seu amor, seus instrumentos e as esculturas que decoravam seu palácio, tinham todas formas de dragões. Ciente disso, um verdadeiro dragão visitou-o. Ao ver o dragão, o senhor Ye correu deixando tudo, branco de terror e alucinado. Era que o senhor Ye não gostava dos dragões, mas somente o que tinha a forma de dragões”.

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