Notas nacionais

Apagaram a tocha olímpica!

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Na última edição de AND publicamos a nota Água na tocha é ato contra a farra olímpica,relatando algumas manifestações que ocorreram em diversas partes do Brasil na passagem da tocha olímpica. Desde a última quinzena, outros inúmeros protestos foram realizados e, por onde a tocha passou, pessoas tentaram apagá-la com baldes d’água, extintores etc.

A torcida foi grande até que, no dia 27 de julho, a tocha foi apagada no bairro Japuíba, em Angra dos Reis, na região sul do estado do RJ. Na ocasião, centenas de moradores se reuniram para protestar contra os gastos com as Olimpíadas e conseguiram barrar a passagem do símbolo do massacre olímpico Rio 2016.

Mesmo com todo terrorismo do monopólio da imprensa (de que era impossível apagar a tocha, de que ocorriam prisões etc), o povo deu mostra de sua combatividade, não recuando diante do ataque da repressão.Um vídeo em particular mostra o momento em que jovens conseguem pegar a tocha e saem correndo.

O evento teve que ser interrompido. A Força Nacional e todo o esquema de repressão novamente saíram desmoralizados, mais do que já são.

A moradora Deyse Aparecida afirmou: Não temos saúde, educação, segurança, água, não somos respeitados como cidadãos. Somos a Japuíba, um bairro periférico de Angra dos Reis, que ontem decidiu mostrar a sua voz.

Até o fechamento desta edição, outros protestos estavam sendo anunciados na passagem da tocha no estado.


CE e RO: contra a falta d’água e luz

Em 27 de julho, centenas de moradores bloquearam a BR-364, no distrito de Vista Alegre do Abunã, em Porto Velho, Rondônia, em manifestação contra da falta de energia elétrica na região. Os manifestantes colocaram pneus e madeiras para fechar a via.

No mesmo dia, cerca de 200 manifestantes bloquearam um trecho da BR-222, em Caucaia, a 15 km de Fortaleza, Ceará. O protesto dos moradores da localidade de Primavera foi por causa da falta d’água. Uma barricada de pneus foi incendiada para bloquear a estrada.


MS: protestos por saúde e água

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Indígenas fecham rodovia exigindo seus direitos

No dia 21 de julho, em Campo Grande (MS), indígenas de diferentes etnias bloquearam por  horas um trecho da BR-163, colocando fogo em galhos.

Com cartazes e cantando palavras de ordem, os manifestantes reivindicavam maiores investimentos na saúde indígena, que sofre com a falta de medicamentos, de estrutura para os profissionais de saúde atenderem nas aldeias e de transporte para levar os indígenas aos hospitais. 

Em Dourados, nos dias 25 e 26 de julho, os Guarani-Kaiowá bloquearam a MS-156 utilizando troncos de árvores. Os indígenas reivindicavam da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESI) a construção de poços artesianos nas aldeias Bororó e Jaguapiru.


SP: população detém vereador por falta de luz

Comitê de Apoio ao AND - Campinas

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Aumenta o rechaço contra os politiqueiros da farsa eleitoral

Os moradores de um dos condomínios do Residencial Sirius, oriundos do ‘Minha Casa, Minha Vida’, na cidade de Campinas, em São Paulo, detiveram o vereador Paulo Galtério (PSB) por terem ficado sem luz e sem água em seus apartamentos por quatro dias, em julho. O carro do político foi interceptado por dois veículos de moradores quando saía do condomínio e o mesmo se escondeu na casa de uma senhora.

Os moradores acusaram o vereador de sonegar informação e prestação de contas, uma vez que a administradora do condomínio pertence à sua esposa. Ainda segundo os moradores, Galtério jamais mostrou balanço ou fez prestação de contas e afirmam que o não pagamento à concessionária de energia ocasionou os moradores ficarem sem luz e sem água. Revoltados, eles exigiram explicações do vereador.

“Cadê as contas de luz atrasadas? Para terem cortado, não foi só uma conta que você deixou atrasar!”, exigiu explicações um morador da região. Outro emendou: “O porteiro passou a noite toda no escuro porque vocês deixaram cortar a energia!”.

“Você tem que dar conta do dinheiro do povo. Acha que o povo é besta, mas vai ter que dar conta de tudo. Renuncie, saia do cargo. Quem manda aqui são os moradores”, protestou um morador.

Se não bastasse tal situação, os residentes reclamam que as taxas de condomínio só aumentaram nos últimos tempos. Galtério saiu sem prestar contas e ameaçando a população de despejo.


PR: contra a remoção

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Manifestantes põem fogo na via contra reintegração

Em Curitiba (PR), no dia 19 de julho, moradores de uma ocupação situada no bairro de Vila Barigui fecharam por algumas horas a rodovia Contorno Sul, com uma barricada de pneus em chamas. O protesto foi contra uma ação de reintegração de posse prevista para o dia seguinte.

Em entrevista ao MassaNews, um dos moradores da ocupação declarou firme: “Nós estamos prontos para voltar aos protestos a qualquer hora. Fizemos isso para chamar a atenção para nosso problema”.


SP: revolta contra reintegração

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Barricada em chamas contra ação da polícia fascista

Na manhã de 25 de julho, moradores realizaram uma manifestação contra um pedido de reintegração de posse de um terreno com mais de 300 famílias, localizado na Cidade Educandário, na região da Rodovia Raposo Tavares, Zona Oeste de São Paulo. O protesto teve início durante a madrugada e os manifestantes ergueram e incendiaram barricadas nas entradas do terreno, que é público e pertence à prefeitura. As barricadas também foram utilizadas para impedir a aproximação do oficial de “justiça” e da Polícia Militar. Um ônibus chegou a ser parcialmente incendiado. Após brava resistência das famílias, a reintegração, infelizmente, foi levada a cabo.

O ex-senador e candidato a vereador, Eduardo Suplicy, chegou a ser detido pela PM ao deitar-se no chão para impedir a ação policial. Em São Paulo, coordenam a repressão contra o povo exatamente o seu partido (o PT) através da gerência municipal de Fernando Haddad juntamente à gerência estadual de Geraldo Alckmin, do PSDB. Estas duas legendas, PT e PSDB, são as principais responsáveis pelas políticas antipovo e de criminalização da pobreza contra os paulistas.


PE: barricada contra morte de jovem

Na noite de 27 de julho, uma manifestação bloqueou o trânsito na Avenida Recife, na Zona Sul de Recife, capital de Pernambuco, contra o assassinato de um jovem de 14 anos por um sargento reformado da Polícia Militar dois dias antes. Revoltados, os manifestantes ergueram e incendiaram uma barricada.

Mais cedo, amigos e familiares do garoto já haviam realizado um protesto durante o seu enterro exigindo justiça e punição para o PM assassino.


PE: luta por moradia

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Os protestos por moradia em Recife são frequentes

Na manhã do dia 19 de julho, cerca de 100 pessoas interditaram com uma barricada de pneus em chamas o fluxo de veículos na Avenida Agamenon Magalhães, em Recife (PE).

O protesto que contou com a participação dos moradores das ocupações Esperança I, Esperança II, Bandepe, Vila Nova e de regiões como Casa Amarela e Olinda, cobrou da gerência municipal de Geraldo Júlio (PSB) a construção de moradias de melhor qualidade para as ocupações citadas. 


SP e PE: manifestações por melhorias em rodovias

Cerca de 200 pessoas fecharam com uma barricada de móveis e pneus em chamas, no dia 18 de julho, a Avenida São Jerônimo, no bairro São Judas Tadeu, em São José dos Campos (SP). Os manifestantes exigiam da prefeitura municipal a instalação de lombadas e radares na Avenida São Jerônimo, local de constantes acidentes.

Já na manhã do dia 27 de julho, no município de Rio Formoso (PE), cerca de 50 manifestantes bloquearam as rodovias PE-060 e PE-73, com barricada de pneus e galhos em chamas. Os manifestantes criticaram os recorrentes acidentes na rodovia PE-073, reivindicando obras de reparo na rodovia.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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