Notas da América Latina

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Bolívia: luta, repressão e resposta dos mineiros

Com informações de Análisis y Opinión

Uma combativa greve de mineiros que se desenvolvia na Bolívia desembocou em um extraordinário episódio na cidade de Panduco.

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Mineiros bolivianos enfrentam a polícia durante manifestação

Após vários dias de resistência a muita repressão por parte do velho Estado boliviano e do gerente fascista Evo Morales, que não hesitou em utilizar recorrente, natural e indiscriminadamente armas de fogo e em assassinar vários mineiros e seus familiares, a combativa greve, que exige mudanças na política mineira da gerência atual, resultou em confrontos contra a polícia, bloqueio de estradas e manifestações combativas. O vice-ministro do interior acabou morto.

Conforme estabeleceu o órgão da imprensa popular e democrática na Bolívia, Análisis y Opinión, “o conflito entre o governo e seu sócio mais importante, os cooperativistas mineiros [‘mineiros pobres e de origem camponesa, que são normalmente os que mobilizam os enriquecidos sócios capitalistas do cooperativismo mineiro’], tem posto em evidência o caráter de classe do Estado boliviano e do governo de Evo Morales com o tratamento das vítimas deste conflito”.

Vítimas como os quatro mineiros que foram assassinados no desenvolver da greve pelo velho Estado e pela gerência de Evo Morales através de sua polícia sanguinária. Destes, três foram mortos a tiro, um foi declarado com morte cerebral com uma bala alojada em seu crânio, sem citar o número incontável de mineiros pobres feridos, inclusive a tiros. Sobre a morte do vice-ministro também declarou Análisis y Opinión: “O certo é que os mineiros atuaram guiados por seus sentimentos, estavam totalmente ofuscados e indignados por como estavam sendo tratados pelo governo através de seu aparato repressivo, que havia assassinado seus companheiros e familiares, tinha ferido e detido muitos, e sim, atuaram ardentemente, de maneira dura, direta, contundente. [...] A violência do Estado ante o povo é desigual, os aparatos repressivos estão equipados e treinados para isto e a violência que aplicam sobre o povo mobilizado é recorrente, cotidiano e até natural, as mortes que exercem levam

impunidade como se pode ver nos inúmeros casos de ação com morte durante o governo de Evo Morales e dos anteriores”.

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