Luta dos povos indígenas

MS: 1 ano do assassinato de liderança indígena

Com informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

No dia 01/09, manifestantes realizaram um ato na Avenida Afonso Pena, em frente à Praça Ary Coelho, em Campo Grande (MS), em memória de 1 ano do assassinato da liderança Simião Vilhalva Guarani e Kaiowá, na Terra Indígena (TI) Ñanderú Marangatú, localizada no município de Antônio João.

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Ato exige punição para os executores e mandantes da morte de Simião Vilhalva

Durante o ato, convocado pelo Coletivo Terra Vermelha com apoio de organizações como o Cimi, além de estudantes e professores da UFMS, os manifestantes carregaram cartazes denunciando a impunidade para os crimes de assassinatos de indígenas, principalmente de Guarani e Kaiowá no estado. Além disso, realizaram um enterro simbólico, retratando a morte de Simião. 

O inquérito da Policia Federal (PF) está aberto, com investigações e diligência em curso, mas os Guarani e Kaiowá temem que o caso de Simião fique impune como em outros casos de assassinatos. “Essa impunidade não pode acontecer. Quando querem prender um da gente, tendo ou não tendo provas, é rápido: chegam, levam preso, divulgam nos jornais. Já ao contrário, precisa de muito tempo… tratam com cuidado, não divulgam nada, tudo fica em segredo. Nem os nomes dos presos eles divulgam. Queremos que seja assim quando um índio morre assassinado”, critica Inayê Gomes Lopes Guarani e Kaiowá – filha de Hamilton Lopes, liderança morta em 2012.

Enquanto isso, seis lideranças indígenas de Ñanderú foram intimadas a depor na PF. Inayê, uma das pessoas intimadas, explica a situação: “Pelo que eu entendi, nós estamos sendo processados pelas retomadas do ano passado. Conforme o delegado falou, a gente está sendo acusado de desrespeitar uma determinação da Justiça que dizia pra gente ficar apenas em pouco mais de 100 hectares de Ñanderú”.

A morte de Simião foi uma represália dos latifundiários e seus bandos de pistoleiros à retomada de cinco fazendas incidentes na TI Ñanderú Marangatú, no início de agosto de 2015. Entre as fazendas retomadas estavam a Barra e a Fronteira, reivindicadas pela família de Roseli Silva, presidenta do Sindicato Rural de Antônio João.

Na manhã de 29 de agosto de 2015, a latifundiária convocou uma reunião do sindicato, dali saíram cerca de 100 homens armados em 40 caminhonetes, em direção às fazendas Barra e Fronteira. No ataque, indígenas saíram feridos e Simião foi executado com um tiro na cabeça. Tendo em vista a repercussão do crime, a gerência federal da época – Dilma/PT – interviu na região com o envio de tropas do Exército para impedir novos ataques contra os Guarani e Kaiowá.

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