Luta dos povos indígenas

A- A A+

MS: 1 ano do assassinato de liderança indígena

Com informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

No dia 01/09, manifestantes realizaram um ato na Avenida Afonso Pena, em frente à Praça Ary Coelho, em Campo Grande (MS), em memória de 1 ano do assassinato da liderança Simião Vilhalva Guarani e Kaiowá, na Terra Indígena (TI) Ñanderú Marangatú, localizada no município de Antônio João.

http://www.anovademocracia.com.br/177/11.jpg
Ato exige punição para os executores e mandantes da morte de Simião Vilhalva

Durante o ato, convocado pelo Coletivo Terra Vermelha com apoio de organizações como o Cimi, além de estudantes e professores da UFMS, os manifestantes carregaram cartazes denunciando a impunidade para os crimes de assassinatos de indígenas, principalmente de Guarani e Kaiowá no estado. Além disso, realizaram um enterro simbólico, retratando a morte de Simião. 

O inquérito da Policia Federal (PF) está aberto, com investigações e diligência em curso, mas os Guarani e Kaiowá temem que o caso de Simião fique impune como em outros casos de assassinatos. “Essa impunidade não pode acontecer. Quando querem prender um da gente, tendo ou não tendo provas, é rápido: chegam, levam preso, divulgam nos jornais. Já ao contrário, precisa de muito tempo… tratam com cuidado, não divulgam nada, tudo fica em segredo. Nem os nomes dos presos eles divulgam. Queremos que seja assim quando um índio morre assassinado”, critica Inayê Gomes Lopes Guarani e Kaiowá – filha de Hamilton Lopes, liderança morta em 2012.

Enquanto isso, seis lideranças indígenas de Ñanderú foram intimadas a depor na PF. Inayê, uma das pessoas intimadas, explica a situação: “Pelo que eu entendi, nós estamos sendo processados pelas retomadas do ano passado. Conforme o delegado falou, a gente está sendo acusado de desrespeitar uma determinação da Justiça que dizia pra gente ficar apenas em pouco mais de 100 hectares de Ñanderú”.

A morte de Simião foi uma represália dos latifundiários e seus bandos de pistoleiros à retomada de cinco fazendas incidentes na TI Ñanderú Marangatú, no início de agosto de 2015. Entre as fazendas retomadas estavam a Barra e a Fronteira, reivindicadas pela família de Roseli Silva, presidenta do Sindicato Rural de Antônio João.

Na manhã de 29 de agosto de 2015, a latifundiária convocou uma reunião do sindicato, dali saíram cerca de 100 homens armados em 40 caminhonetes, em direção às fazendas Barra e Fronteira. No ataque, indígenas saíram feridos e Simião foi executado com um tiro na cabeça. Tendo em vista a repercussão do crime, a gerência federal da época – Dilma/PT – interviu na região com o envio de tropas do Exército para impedir novos ataques contra os Guarani e Kaiowá.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja