Lutas de Libertação Nacional

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Aprofunda-se a pugna imperialista na Síria

Jaílson de Souza

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Vítimas da barbárie imperialista: sírio com o filho morto nos braços

Na edição de AND nº 177, quando anunciada pelos chefes das duas superpotências imperialistas (USA e Rússia) a realização de uma “conversa produtiva” sobre o fim das hostilidades visando uma “trégua” na guerra da Síria, nós afirmamos: Dessas e das subsequentes “negociações” imperialistas, só pode-se esperar, ao seu desfecho, mais guerras de rapina, de partilha e repartilha das semicolônias e, a longo prazo, a própria guerra imperialista mundial. Pois que, anunciado um cessar-fogo temporário de 12 até 18 de setembro, as mortes e a guerra imperialista não somente não cessaram nesse período como se intensificou a pugna no Oriente Médio (principalmente Síria) e a ameaça de uma guerra interimperialista envolvendo USA e Rússia.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, 92 civis (sem contar os combatentes) morreram em decorrência dos disparos de artilharia, franco-atiradores e bombardeios aéreos, efetuados tanto pelo exército de Bashar al-Assad (pró-russos) como pelos “opositores” pró-ianques. Surpreendentemente, esses números não contam os mortos nas regiões onde está em combate o Estado Islâmico, já que este estava excluído do cessar-fogo.

Ao todo, o número de mortos pela guerra imperialista na Síria já ultrapassa 300 mil, segundo a mesma fonte; sem contar os refugiados mortos nos trágicos naufrágios, como o que se sucedeu neste 21 de setembro, quando 600 refugiados afundaram no mar Mediterrâneo, resultando, até o fechamento desta edição, em 204 mortes confirmadas.

Provocações imperialistas

Como parte da escalada da pugna e conluio entre os imperialistas e para fazer avançar ou manter (respectivamente) seu domínio sob a região, os ianques (o cachorro gordo) e russos (cachorro magro) movem-se militarmente para potencializar a agressão à nação síria e levar adiante a repartilha da região. A situação se acumula a tal ponto que faz rufar os tambores da terceira guerra mundial, com trocas de ataques diplomáticos e no campo de batalha.

O seguinte episódio, em particular, registra o nível da pugna na região. Em 17 de setembro, tropas oficiais da Síria (pró-russas) foram bombardeadas diretamente pela “coalizão” encabeçada pelo imperialismo ianque, em Deir Ezzor. Quatro aviões ianques entraram no espaço aéreo sírio e atacaram as forças militares pró-russas de Assad, alegando ter tentado bombardear posições do ISIS, causando 62 baixas.

Em declaração, o Pentágono afirmou: “Se atacamos erroneamente a posição de militares sírios, lamentamos isso, especialmente a perda de vidas”. Em consequência, uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi convocada pela Rússia.

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